Your Country

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod


José Mário Fernando

School

Colégio Nossa Senhora da Anunciação

Country

Portugal

Anemia Eristroblastose Fetal

Work Summary

Eristroblastose Fetal, também conhecida como doença de Rhesus, é uma doença hemolítica por incompatibilidade Rh ou doença hemolítica do recém-nascido, surge quando a mãe Rh- que tenha gerado um filho Rh+ ( ou que já tenha entrado em contato com sangue Rh+, durante uma transfusão sanguínea inadequada) dá a luz uma criança com sangue Rh+.


INTRODUÇÃO

Eritroblastose fetal doença na qual os glóbulos vermelhos do sangue de um feto ou recém-nascido são destruídos devido à incompatibilidade entre o sangue da mãe e o sangue do RN, em virtude da presença de anticorpos estranhos no organismo da criança. Esses anticorpos externos desenvolvem-se no organismo da mãe Rh negativo que previamente tenha gerado uma criança Rh positivo, ou recebido transfusão de sangue Rh positivo.

anemia-eristroblastose-fetal-01anemia-eristroblastose-fetal-02

É uma doença grave caso não seja detectada  imediatamente logo após o nascimento, pode causar a morte do RN, ou se a criança sobreviver, poderá ter sérias complicações e seqüelas neurológicas. Alguns casos de natimortos são atribuídos à Eritroblastose fetal.

 

ERITROBLASTOSE FETAL

Também conhecida como doença de Rhesus, é uma doença hemolítica por incompatibilidade Rh ou doença hemolítica do recém-nascido, surge quando a mãe Rh- que tenha gerado um filho Rh+ ( ou que já tenha entrado em contato com sangue Rh+, durante uma transfusão sanguínea inadequada) dá a luz uma criança com sangue Rh+.

anemia-eristroblastose-fetal-03.jpg

A doença ocorre quando o organismo materno, através de seu sistema imunológico, produz anticorpos específicos contra os glóbulos vermelhos do sangue do feto.

Esse glóbulos vermelhos (hemácias) acabam sendo destruídos e, por isso o feto pode ficar anêmico.

anemia-eristroblastose-fetal-04

Após o primeiro parto, ou da acidente transfusão, o sangue da mãe entra em contato com o sangue do concepto e produz anticorpos contra os antígenos existentes nas hemácias caracterizadas pelo Rh+.

anemia-eristroblastose-fetal-06

Posteriormente na segunda gestação, esses anticorpos podem transpor a placenta e causar hemólise do sangue do segundo filho. Esta reação nem sempre acontece e é menos comum quando o feto apresentar antígenos A ou B e a mãe não os possuir.

Após o nascimento, ocorre no organismo do recém-nascido uma intensa destruição de hemácias, o que resultara em uma anemia profunda, além de uma icterícia adquirida, em resposta ao acumulo de bilirrubina, sintetizada no fígado a partir da hemoglobina das hemácias destruídas.

Como conseqüências da anemia são produzidas e liberadas na corrente sanguínea hemácias imaturas, denominada eritroblastos, sendo oriundo dai o nome da afecção. Além disso, pode causar deficiência mental, surdez , paralisia cerebral, edema generalizado, fígado e baço aumentados, mortes durante gestação ou após o parto.

A pesquisa de anticorpos anti-Rh por meio do teste de Coombs indireto é o principal exame a ser realizado durante o pré-natal da mãe com Rh – cujo parceiro é Rh +, ou que tenha recebido uma transfusão sanguínea inadequada.

Esse exame deve ser repetido mensalmente para verificar a existência de anticorpos anti-Rh.

Hoje pode-se tratar com alguns antissoros anti-Rh(+) (Mathergan, Partogama, Rhophylac ou RhoGAM - esta última também designada por imunoglobulina anti-D, em referência ao antigénio D, o mais importante antigénio do factor Rh). Nesse caso, sempre que uma mãe tenha sangue RhD negativo (o D refere-se especificamente ao antigénio D - não aparece nas habituais análises para determinação do grupo sanguíneo), é importante saber o tipo sanguíneo do pai.

Exames intra útero para saber o tipo sanguíneo do bebê são contra indicados, para que não haja troca. A injecção de imunoglobulina pode ser administrada algumas semana antes do parto ou nas primeiras 72 horas após o parto, de forma a impedir a formação dos anticorpos que poderiam criar complicações nas gestações seguintes.

Sensibilização materna

Mulheres Rh- produzem anticorpos anti-Rh ao gerarem filhos Rh+. Durante a gravidez, e principalmente na hora do parto, ocorrem rupturas na placenta, com passagem de hemácias da criança Rh+ para a circulação da mãe. Isso estimula a produção de anticorpos anti-Rh e adquirir a memória imunitária, ficando sensibilizada quanto ao fator Rh.

Na primeira gravidez a sensibilização é geralmente pequena e o nível de anticorpos no sangue não chega a afetar a criança. Na hora do parto, porém, a sensibilização é grande, de modo que, em uma segunda gestação, se o feto for Rh+, o sistema imunológico já está preparado e "vacinado" contra o fator Rh+, os anticorpos anti-Rh atravessam a placenta e destroem as hemácias fetais, processo que ocorre incessantemente ao longo de todo período da gestação, facilitando assim um aborto natural.

Sinonímia

É uma doença também conhecida pelos seguintes nomes:

  • Doença do fator RH.
  • Icterícia grave do recém-nascido.
  • Anemia do recém-nascido.
  • Doença hemolítica do recém-nascido.

Causa

Se a mãe portadora de Rh negativo gera um bebê Rh positivo, um pouco do fator Rh positivo do sangue do bebê entra na circulação sanguínea da mãe e produz anticorpos  anti-Rh. Esses anticorpos entrarão mais tarde na circulação do bebê e destruirão seus glóbulos vermelhos. Dessa destruição é que resulta a anemia e a icterícia do RN.

Manifestações clínicas no RN

  • anemia hemolítica com intensa palidez que pode levar a uma Insuficiência cardíaca;
  • icterícia na pele e nas mucosas  (se deve a destruição excessiva destruição das hemácias do sangue, levando à produção exagerada de bilirrubina; os níveis sanguíneos atingem valores que o fígado não pode metabolizar adequadamente);
  • edema generalizado;
  • aumento do tamanho do fígado;
  • aumento do tamanho do baço;
  • dificuldade respiratória;
  • derrames hemorrágicos em várias cavidades do corpo;
  • em alguns casos pode ocorrer a ascite.

Diagnóstico

  • Exames laboratoriais.
  • Exame de sangue para verificar a presença de anticorpos anti-Rh.

Diferença entre icterícia causada por incompatibilidade sanguínea e a icterícia fisiológica do RN.

A icterícia na Eritroblastose se manifesta nas primeiras 24 horas de vida do RN, sendo bastante intensa e com os sintomas bem evidentes, enquanto na icterícia fisiológica as manifestações são mais tardia e mais leves.

Tratamento

Objetivo do tratamento  no RN é tentar impedir as lesões principalmente cerebrais que a criança provavelmente terá em decorrência da doença. Essa terapêutica vai depender da severidade do processo hemolítico.

  • Quando a taxa de anticorpos anti-Rh no sangue da mãe atinge valores perigosos para o feto, deve-se antecipar a data do parto  e fazer uma cesariana geralmente feita por volta da 33ª semana da gestação.
  • Transfusão para substituição total do sangue (exanguinotransfusão).
  • O recém-nascido deve ser assistido em UTI neonatal.

Complicações

  • O Recém-nascido  pode morrer em poucos dias, pela destruição das hemácias.

Seqüelas

  • Lesão cerebral permanente.
  • Paralisia cerebral.
  • Retardamento cerebral.
  • Convulsões.

Prevenção

Pode-se prevenir essa doença no recém-nascido, se a mãe receber logo após  o nascimento do primeiro filho a imunoglobulina anti-RH, através desse procedimento a segunda gravidez não acarretará problemas de incompatibilidade no RN. Essa terapêutica é indicada quando  a gestante Rh negativo é casada   com um homem Rh positivo e gera uma criança Rh positivo. A proteção só é útil quando aplicada até 72 horas após o parto, enquanto os fatores (antígenos) do feto podem ser bloqueados, antes que provoquem no organismo materno a formação e presença no sangue materno dos anticorpos que afetarão o próximo filho.

O pré-natal feito pela gestante pode prevenir essa doença.

Para prevenir a ocorrência de uma eritroblastose fetal numa segunda gestação, recomenda-se a administração intramuscular de gamaglobulina anti-Rh -,  72 horas do parto do primeiro filho, após aborto espontâneo ou induzido ou gravidez ectópica. Essa substância irá causar o bloqueio do processo que sintetiza anticorpos contra o sangue Rh+ do feto.

 

Recomendações

* Toda mulher deve saber qual seu fator Rh e o do seu parceiro antes de engravidar; Tão logo seja confirmada a gravidez, mulher Rh negativo com parceiro Rh positivo deve realizar o exame de Coombs indireto para detectar a presença de anticorpos anti-Rh no sangue;

* Após 72 horas do parto do primeiro filho, nos casos de incompatibilidade sanguínea por fator RH, a mulher deve tomar gamaglobulina injetável para que os anticorpos anti-Rh sejam destruídos.

* Desse modo, os anticorpos presentes em seu sangue não destruirão o sangue do próximo filho.

 

CONCLUSÃO

A prevenção é o melhor tratamento para a doença por incompatibilidade de RH e deve começar antes mesmo de a mulher engravidar.

Tão logo seja confirmada a gravidez, de uma mulher Rh negativo com parceiro Rh positivo deve-se realizar o exame de Coombs indireto para detectar a presença de anticorpos anti-Rh no sangue. Após 72 horas do parto do primeiro filho, nos casos de incompatibilidade sanguínea por fator RH, a mulher deve tomar gamaglobulina injetável para que os anticorpos anti-Rh sejam destruídos. Desse modo, os anticorpos presentes em seu sangue não destruirão o sangue do próximo filho.

REFERÊNCIAS  BIBLIOGRÁFICAS

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Ir para: navegação , pesquisa em livros de medicina, medicine net.

Feito no Cyber Jo,Feliz, organizado pelos integrantes do grupo, informatizado pelo funcionário  informático.



100 Visualizações 01/07/2016