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Trabalhos de Estudantes Trabalhos de Biologia - 11º Ano |
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Síndrome de Ehlers-Danlos Autores: Gonçalo Vaz, José Sousa, Simão Marto. Escola: Escola Secundária Jácome Ratton Data de Publicação: 26/06/2011 Resumo do Trabalho: Trabalho sobre síndrome de Ehlers-Danlos, uma doença genética de hereditariedade autossómica, realizado no âmbito da disciplina de Biologia (11º ano). Ver Trabalho Completo Comentar este trabalho / Ler outros comentários Se tens trabalhos com boas classificações, envia-nos, de preferência em word para notapositiva@sapo.pt pois só assim o nosso site poderá crescer.
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O que é? A síndrome de Ehlers-Danhlos (E.D), também vulgarmente designada por Cútis Elástica, é uma doença genética, de heridetariedade autossómica, causada por um defeito na síntese da molécula de colagénio A sua incidência global é de 1 para 5000 nados vivos. As características mais frequentes são: . aumento da elasticidade da pele . hipermobilidade . fragilidade cutânea Quem descobriu?
O que pode provocar Ehlers-Danlos? O colagénio é o constituinte que dá resistência à pele e às cartilagens. Ehlers-Danlos é provocada pela falta desta proteína. O colagénio é na verdade uma tripla hélice formada por três proteínas diferentes. Qualquer mutação não silenciosa num gene responsável pela produção de uma destas proteínas ou de proteínas que interagem com o colagénio pode provocar E-D. Tipo clássico (Tipos I e II) A pele é pastosa ao toque. A pele é hiperelástica, frágil e as lacerações e nódoas negras formam-se facilmente e demoram mais tempo a regenerar. É comum os cotovelos, joelhos e face estarem cobertos de cicatrizes. Pode provocar por vezes varizes, pseudotumores que se formam sobre as cicatrizes e nódulos que se formam na cartilagem. Cirurgia é desaconselhada e por vezes, interdita, já que os cortes demoram muito tempo a sarar. As articulações são instáveis o que pode levar a várias deslocações e a hipermobilidade. É comum ocorrer escoliose e por vezes cifose. Pode haver em alguns casos fragilidade das artérias que por vezes pode levar a uma ruptura, o que, se atingir artérias principais, pode ser bastante grave. Fragilidade das membranas fetais que pode levar à prematuridade. Este tipo é característico de 78% das pessoas afectadas com E-D. Outros efeitos de E-D tipo clássico
Hipermobilidade (tipo III)
Nestes casos, a hipermobilidade tem consequências graves a nível ortopédico, como por exemplo, osteoatrite. Este tipo é característico de 10% das pessoas afectadas com E-D. Esta variante não inclui a hiperelasticidade da pele. Os que dela padecem conseguem dobrar as suas articulações em ângulos que a maioria das pessoas saudáveis não consegue, como por exemplo, dobrar o pulso até o polegar tocar no braço, ou dobrar os dedos no sentido contrário.
Tipo vascular (Tipo IV) Este tipo é caracterizado essencialmente pela preocupante fragilidade de certos órgãos internos e vasos sanguíneos, que podem romper espontaneamente e provocar a morte do paciente. Isto faz com que a esperança media de vida dos pacientes com este tipo desça drasticamente. A pele é translúcida, sendo possível ver com facilidade os vasos sanguíneos, mesmo os mais pequenos. A pele é extremamente frágil mas não hiperelástica. São visíveis inúmeras cicatrizes e pseudotumores. Pé boto pode estar presente à nascença, provocado pela pressão exercida no feto pelo útero da mãe. Mas no geral, a pior característica desta variante é a fragilidade dos vasos sanguíneos e órgão internos, o que origina várias complicações. Afecta 6% dos indivíduos com E-D
Outros tipos Existem muitos outros tipos de Síndrome de Ehlers-Danlos, que podem incluir corcundismo e escoliose acentuados, diferentes variantes de hipermobilidade das articulações ou hiperelastecidade da pele, entre outros, mas os mais comuns são os 3 tipos referidos anteriormente, que representam 94% dos que padecem desta patologia. Como se diagnostica? Os sinais clínicos mais utilizados no diagnóstico da síndrome de Ehlers-Danlos são o sinal de Meténier (inversão fácil das pálpebras superiores) e o sinal de Gorlin (capacidade de tocar no nariz com a língua), denotando-se em ambos os casos uma anormal mobilidade cutânea (hipermobilidade). Outros sinais associados são a formação fácil de equimoses e a presença de cicatrizes devido à fragilidade cutânea. Consequências para o paciente
No entanto, a prática de artes marciais e o desenvolvimento dos músculos podem trazer alguns benefícios. Algumas pessoas com E-D tipo III (hipermobilidade) têm a necessidade de utilizar talas para evitar as deslocações referidas anteriormente. Sem isto uma actividade como pintar ou escrever pode tornar extremamente dolorosa. O tipo vascular é sem dúvida o mais severo de todos porque é o que tem as piores consequências, como morte súbita e uma baixa esperança media de vida. Este tipo pode provocar ruptura nos vasos sanguíneos e danos nos órgãos internos, pois basta uma ruptura na artéria aorta para provocar morte súbita. Consequências sociais A síndrome de Ehlers-Danhlos é uma doença com algumas despesas, pois as pessoas com esta doença vão frequentemente ao hospital devido a deslocações nas articulações, e também porque necessitam utensílios caros que são necessário para evitar essas mesma deslocações. As pessoas com a síndrome de Ehlers-Danhlos são vistas como uma aberração, e são gozadas pois muitas pessoas isolam-se em casa e desenvolvem depressões nervosas. Animais com a síndrome de Ehlers-Danhlos A síndrome de Ehlers-Danhlos é uma doença que não afecta só os seres humanos, pois também pode afectar animais. Este cachorro sem raça definida também é uma vitima de Ehlers-Danlos, entre outros animais.
Tratamento A vitamina C é uma enzima que participa na produção de colagénio pelo que a sua toma pode provocar algumas melhorias. Para além disso não existe nenhum tratamento eficaz contra Ehlers-Danlos. Algumas articulações são suportadas por músculos, por isso, no caso da hipermobilidade, fortalecer os músculos através de treino físico pode melhorar a qualidade de vida dos que são afectados por essa variante de E-D. Conclusão Com este trabalho ficámos a saber mais sobre uma doença relativamente rara, que pouca gente conhece, e que pode trazer consequências negativas para a vida de quem a sofre. Outros Trabalhos Relacionados
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