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Trabalhos de Estudantes do Ensino Profissional

Trabalhos de Apoio Psicossocial

 

Almeida Garrett

Autores: Sofia Veras

Escola: Escola Secundária de Albufeira

Data de Publicação: 17/01/2012

Resumo do Trabalho: Trabalho sobre João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, realizado no âmbito da disciplina de Poertuguês (11º ano).

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Almeida Garrett

Almeida Garrett

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu no Porto a 4 de Fevereiro de 1799, filho segundo de António Bernardo da Silva Garrett, selador-mor da Alfândega do Porto, e Ana Augusta de Almeida Leitão. Passou a sua infância na Quinta do Sardão, em Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia), pertencente ao seu avô materno. No período de sua adolescência foi viver para os Açores, na Ilha Terceira, quando as tropas francesas de Napoleão Bonaparte invadiram Portugal e onde era instruído pelo tio, D. Alexandre, bispo de Angra. Foi também aí que engravidou sua companheira Luisa Midosi.

De seguida, em 1816 foi para Coimbra, onde acabou por se matricular no curso de Direito. Em 1821 publicou O Retrato de Vénus, trabalho que fez com que lhe pusessem um processo por ser considerado materialista, ateu e imoral. É também neste ano que ele e sua família passam a usar o apelido de Almeida Garrett.

Almeida Garrett participou na revolução liberal de 1820, de seguida foi para o exílio na Inglaterra em 1823. Foi em Inglaterra que tomou contacto com o movimento romântico, descobrindo Shakespeare, Walter Scott e outros autores e visitando castelos feudais e ruínas de igrejas e abadias góticas, vivências que se reflectiriam na sua obra posterior.

Juntamente com Alexandre Herculano e Joaquim António de Aguiar, tomou parte no Desembarque do Mindelo e no Cerco do Porto em 1832 e 1833. Também fundou o Jornal "Regeneração" em 1851 a propósito do movimento político da regeneração.

Teatro

Dá início ao seu projecto de regeneração do teatro português, levando à cena em 1838 Um Auto de Gil Vicente, pouco antes Filipa de Vilhena e, em 1842, O Alfageme de Santarém, todas sobre temas da história de Portugal.

Em 1844 é publicada a sua obra-prima, Frei Luís de Sousa, que um crítico alemão, Otto Antscherl, considerou a "obra mais brilhante que o teatro romântico produziu". Estas peças marcam uma viragem na literatura portuguesa não só na selecção dos temas, que privilegiam a história nacional em vez da antiguidade clássica, como sobretudo na liberdade da acção e na naturalidade dos diálogos e em 1845 foi representada a peça, "Falar a Verdade a Mentir".

Prosa

Em 1843, Garrett publica o Romanceiro e o Cancioneiro Geral, colectâneas de poesias populares portuguesas, e em 1845 o primeiro volume d'O Arco de Santana (o segundo apareceria em 1850), romance histórico inspirado por Notre Dame de Paris de Victor Hugo. Esta obra seduz não só pela recriação do ambiente medieval do Porto, mas sobretudo pela qualidade da prosa, longe das convenções anteriores e muito mais próxima da linguagem falada.

Poesia

Na poesia, Garrett não foi menos inovador. As duas coletâneas publicadas na última fase da sua vida introduziram uma espontaneidade e uma simplicidade praticamente desconhecidas na poesia portuguesa anterior.

Cronologia das obras

Poemas

. Hino Patriótico, poema. Porto, 1820

. Ao corpo académico, poema. Coimbra 1821

. Retrato de Vénus, poema Coimbra, 1821

. Camões, poema. Paris, 1825

. Dona Branca ou a Conquista do Algarve, poema. Paris, 1826 (pseud. de F. E.)

. Adozinda, poema. Londres, 1828

. Lyrica de João Mínimo. Londres, 1829

. Miragaia, poesia. Lisboa, 1844

. Flores sem Fruto, poesia. Lisboa, 1845

. Os Exilados, À Senhora Rossi Caccia , poesia. Lisboa, 1845

. Folhas Caídas, poesia. Rio de Janeiro e depois Lisboa,1853

. Camões, poema. 4ª ed. revista, com estudo de Camilo Castelo Branco. Porto, 1854

Obras póstumas

. Dona Branca ou a Conquista do Algarve, poema. Porto Alegre, 1859

. Dona Branca ou a Conquista do Algarve, poema. Nova York, 1860

. Bastardo do Fidalgo, poema. Porto, 1877

. Odes Anacreônticas: Ilha Graciosa. Évora, 1903

. A Anália, poesia inédita de Garrett. Lisboa 1932 (redac., Porto 1819)

. Magriço ou Os Doze de Inglaterra, poema. Coimbra, 1948

. Roubo das Sabinas, poemas libertinos I. Lisboa, 1968

. Afonseida, ou Fundação do Império Lusitano, poema. Lisboa 1985 (pseud.: Josino Duriense, redac., Angra 1815-16)

. Poesias Dispersas. Lisboa, 1985

. Magriço e os Doze de Inglaterra, poema incompleto, Lisboa, 1914

Peças teatrais

. Catão, tragédia. Coimbra, 1822

. Catão, tragédia. Londres, 1830

. Catão, tragédia. Rio de Janeiro, 1833

. Mérope, tragédia. Lisboa, 1841

. O Alfageme de Santarém ou A Espada do Condestável. Lisboa, 1842

. Um Auto de Gil Vicente. Lisboa, 1842

. Frei Luís de Sousa, 1843

. Dona Filipa de Vilhena, comédia. Lisboa, 1846

. Falar Verdade a Mentir, comédia. Lisboa 1846

. A Sobrinha do Marquês, 1848

. Camões do Rossio, comédia. Lisboa, 1852 (co-autoria de Inácio Feijó)

Obras póstumas

. Um noivado no Dafundo ou cada terra com seu uso cada roca com seu fuso: provérbio n'um acto. 1ª ed. Lisboa, 1857 (redac., Lisboa, 1847)

. Átala, drama. Lisboa, 1914 (redac., Coimbra 1817)

. Lucrécia, tragédia, Lisboa, 1914

. Afonso de Albuquerque, tragédia; Lisboa, 1914

. Sofonisba, tragédia; Lisboa, 1914

. O Amor da Pátria, elogio dramático; Lisboa, 1914

. La Lezione Agli Amanti, ópera bufa; Lisboa, 1914

. Conde de Novion, comédia; Lisboa, 1914

. Édipo em Colona, tragédia. Lisboa, 1952 (redac.: Porto 1820)

. Ifigénia em Tauride, tragédia. Lisboa, 1952 (redac., Angra do Heroísmo 1816)

. Falar Verdade a Mentir, comédia. Rio de Janeiro, 1858

. As Profecias do Bandarra, comédia. Lisboa, 1877 (redac., Lisboa 1845)

. Os Namorados Extravagantes, drama. Coimbra 1974 (redac., Sintra 1822)

. Impronto de Sintra, comédia. Lisboa, Guimarães, Libanio, ???? (redac., Sintra, 1822)

Artigos, ensaios, biografias e folhetos

. Proclamações Académicos, Coimbra, 1820, folhetos

. O Dia Vinte e Quatro de Agosto, ensaio político. Lisboa, 1821, 53 p.

. Aos Mortos no Campo da Honra de Madrid, folheto. Lisboa, Jornal da Sociedade Literária Patriótica, 1822

. Da Europa e da América e de Sua Mútua Influência na Causa da Civilização e da Liberdade, ensaio político. Londres 1826

. Da Educação. Londres, 1829

. Portugal na Balança da Europa: do que tem sido e do que ora lhe convém ser na nova ordem de coisas do mundo civilizado, Londres, 1830

. Relatório dos Decretos nº 22, 23 e 24 (Reorganização da Fazenda, Administração Pública e Justiça). Lisboa, 1832, folheto

. Manifesto das Cortes Constituintes à Nação, folheto. Lisboa, 1837

. Necrologia do Conselheiro Francisco Manuel Trigoso de Aragão Morato, Lisboa, 1838

. Relatório ao Projecto de Lei sobre a Propriedade Literária e Artística, Lisboa, 1839

. Memória Histórica do Conselheiro A. M. L. Vieira de Castro, Lisboa, 1843

. Conselheiro J. B. de Almeida Garrett, autobiografia. Lisboa, 1844

. Memória Historica da Duqueza de Palmella: D. Eugénia Francisca Xavier Telles da Gama, Lisboa, 1845

. Memória Histórica do Conde de Avilez, 1ª ed., Lisboa, 1845

. Da Poesia Popular em Portugal, ensaio literário. Lisboa, 1846

. Sermão pregado na dedicação da capela de Nª Srª da Bonança, folheto, Lisboa, 1847

. A Sobrinha do Marquês, Lisboa, 1848, 176 p.

. Memória Histórica de J. Xavier Mousinho da Silveira, Lisboa, 1849

. Necrologia de D.ª Maria Teresa Midosi, Lisboa, 1950

. Protesto Contra a Proposta sobre a Liberdade de Imprensa, abaixo-assinado/folheto. Lisboa 1850 (subscrito, à cabeça, por Alexandre Herculano e mais cinquenta personalidades, contra o projecto de «lei das rolhas» apresentado pelo governo)

Obras póstumas

. Discursos Parlamentares e Memorias Biographicas, Lisboa, Imprensa Nacional, 1871, 438, p.

. Necrologia do Sr. Francisco Krus; Monumento ao Duque de Palmela, D. Pedro de Sousa Holstein, Lisboa, 1899 (redac., Lisboa, 1839);

. Memórias Biográficas, Lisboa, Empreza da História de Portugal, 1904

. Necrologia à Morte de D. Leocádia Teresa de Lima e Melo Falcão Vanzeler, Lisboa, 1904 (redac., Lisboa, 1848)

. Apontamentos Biográficos do Visconde d'Almeida Garrett, autobiografia. Porto, 1916

. Entremez dos Velhos Namorados que Ficaram Logrados, Bem Logrados, Lisboa, 1954 (redac., 1841)

Romances, cancioneiros e contos

. Bosquejo da História da Poesia e da Língua Portuguesa, Paris, 1826

. Lealdade, ou a Vitória da Terceira, canção. Londres, 1829

. Romanceiro e Cancioneiro Geral, vol. I. Lisboa, 1843

. O Arco de Sant'Ana, romance. Lisboa, na Imprensa Nacional, 1845, vol. 1

. Viagens na Minha Terra, romance. Lisboa, Typ. Gazeta dos Tribunais, 1846, 2
v. (Vol. I ( ; Vol. II; 2 vol. juntos )

. O Arco de Sant'Ana, romance. Lisboa, na Imprensa Nacional, 1850, vol. 2

. Romanceiro e Cancioneiro Geral, vols. II e III, Lisboa 1851

Obras póstumas

. Helena: fragmento de um romance inédito. Lisboa, 1871

. Memórias de João Coradinho, aventuras picarescas. Lisboa, 1881 (redac., 1825)

. Joaninha dos Olhos Verdes. Lisboa, 1941

. Komurahi - História Brasileira, conto. 1956 (redac., 1825)

. Cancioneiro de romances, xácaras e soláus e outros vestígios da antiga poesia nacional. Lisboa, 1987 (redac., 1824)

Cartas e diários

. Carta de Guia para Eleitores, em Que se Trata da Opinião Pública, das Qualidades para Deputado e do Modo de as Conhecer, ensaio político. Lisboa, 1826

. Carta de M. Cévola ao futuro editor do primeiro jornal liberal que em português se publicar, panfleto político. Londres, 1830 (pseud.: Múcio Cévola)

. Carta sobre a origem da língua portuguesa, ensaio literário. Lisboa, 1844

Obras póstumas

. Diário da minha viagem a Inglaterra, Lisboa 1881 (redac., Birmingham, 1823)

. Cartas a Agostinho José Freire, Lisboa, 1904, 132 p. (redac., Bruxelas, 1834)

. Cartas Íntimas, edição revista, coordenada e dirigida por Teófilo Braga.
Lisboa, Empresa da História de Portugal, 1904, 172 p.

. Cartas de Amor à Viscondessa da Luz, Lisboa, 1955

. Correspondência do Conservatório, Lisboa, 1995 (redac.: Lisboa 1836 – 1841)

. Cartas de Amor à Viscondessa da Luz

Discursos

. Oração Fúnebre de Manuel Fernandes Tomás, Lisboa, 1822

. Parnaso Lusitano ou Poesias Selectas de Autores Antigos e Modernos, Paris, 1826-1827, 5 v.

. Elogio Fúnebre de Carlos Infante de Lacerda, Barão de Sabrozo, Londres, 1830

. Da formação da segunda Câmara das Côrtes: discursos pronunciados pelo deputado J. B. de Almeida Garrett nas sessões de 9 a 12 de Outubro de 1837, Lisboa, Imprensa Nacional, 1837

. Discurso do Sr. Deputado pela Terceira J. B. de Almeida Garrett na discussão, Lisboa, 1840

. Discussão da Resposta ao Discurso da Coroa, pronunciado na sessão de 8 de Fevereiro de 1840, Lisboa, 1840

. Discurso do Sr. Deputado por Lisboa J. B. de Almeida Garrett, na discussão da Lei da Decima, Lisboa, 1841

. Elogio Histórico do Sócio Barão da Ribeira de Saborosa, Lisboa, 1843

. Parecer da Comissão sobre a Unidade Literária, Lisboa, 1846 (dito Parecer sobre a Neutralidade Literária, da Associação Protectora da Imprensa Portuguesa, assinado por Rodrigo da Fonseca Magalhães, Visconde de Juromenha, Alexandre Herculano e João Baptista de Almeida Garrett)

Obras póstumas

. Política: reflexões e opúsculos, correspondência diplomática. Lisboa, 1904, 2 v.

Participação em publicações periódicas

. Toucador - Periódico sem política, dedicado às senhoras portuguesas. Lisboa, 1822 (direcção e redacção)

. Heraclito e Demócrito. Lisboa, 1823

. Português - Diário político, literário e comercial. Lisboa, 1826 – 1827 (direcção e redacção)

. Cronista - Semanário de política, literatura, ciências e artes. Lisboa, 1827 (direcção e redacção)

. Chaveco Liberal. Londres, 1829 (direcção e redacção)

. Precursor. Londres, 1831

. Português Constitucional. Lisboa, 1836 (direcção e redacção)

. Entreacto, Jornal de Teatros. Lisboa, 1837 (fundação, direcção e redacção)

. Jornal do Conservatório. Lisboa, 1841 (fundação)

. Jornal das Belas-Artes. Lisboa, 1843 – 1846 (fundação)

. Ilustração - Jornal Universal. Lisboa, 1845 – 1846 (fundação)

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Almeida_Garrett

 

Frei Luís de Sousa - resumo da obra

A obra de Almeida Garrett decorre no século XVI, retrata a vida de Manuel de Sousa Coutinho e de sua esposa D. Madalena de Vilhena, que após sete anos do desaparecimento do primeiro marido que havia ido para a guerra, resolve-se casar novamente, dando o desaparecido como morto. Desse seu segundo casamento com Manuel Coutinho, nasceu Maria, uma jovem que sofre de tuberculose. Telmo Pais, um aio, é um fiel amigo e empregado de D. João de Portugal, primeiro marido de D. Madalena; que após o desaparecimento do mesmo continua a morar com a suposta viúva e sua família, servindo-os fielmente. D. Madalena vive atormentada com o possível regresso do primeiro marido, o qual nunca o corpo fora encontrado. Após uma briga de D. Manuel com alguns governantes, ele incendeia a sua própria casa e parte para a residência onde sua esposa morara com o suposto falecido marido. A inquietação de D. Madalena agrava-se pelo facto de haver um grande retrato de D. João na parede, próximo ao de D. Sebastião (o qual o povo de Portugal aguardava a volta de uma guerra para governá-los). A certa altura aparece um peregrino para dar notícias a respeito de D. João, vinte e um anos depois de seu desaparecimento. Na realidade esse peregrino é o próprio D. João de Portugal. Todos ficam abalados com esse regresso, então D. Madalena e D. Manuel resolveram entregar-se, considerando um pecado gravíssimo o facto de se terem casado sem a real certeza da morte de D. João. Maria após descobrir toda a verdade entra na igreja e tenta impedir o acontecimento, como tinha uma saúde frágil não resiste e morre, dando fim ao drama.

 

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