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João Bragança

Escola

Escola Secundária de Lousada

Contabilidade Nacional

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Resumo do trabalho

Trabalho dedicado ao tema 'A Contabilidade Nacional', realizado no âmbito da disciplina de Economia (11º ano)...


Introdução

Este trabalho vai ser executado no âmbito da disciplina de Economia de 11º Ano. O trabalho vai surgir no âmbito da aprendizagem do tema “Contabilidade Nacional”. Este trabalho vai permitir que nós façamos uma síntese da matéria que foi dada conjugando com a análise de casos práticos da economia real, como análise da evolução do PIB, das Taxas de Inflação e das Taxas de Juro. Com este trabalho pretendemos ficar com uma visão real do estado da economia nacional. No trabalho vamos incluir um enquadramento teórico seguindo-se de uma análise dos conteúdos teóricos.

Enquadramento teórico

Noção de contabilidade nacional

Contabilidade Nacional – é uma técnica que se propõe apresentar sob uma forma quantificada um quadro conjunto da economia de um país durante um determinado período de tempo, normalmente um ano.

A Contabilidade Nacional é um instrumento estatístico que procura fornecer uma representação sintética da realidade económica de um país, o que se torna indispensável a todos os responsáveis das decisões económicas, tanto os poderes políticos como as empresas.

Objectivos da Contabilidade Nacional:

Medir a actividade económica - normalmente durante um ano e em cada país, e fornece-nos valores para calcular indicadores como consumo, produção, rendimento, investimento, etc.

  • Fazer previsões de carácter económico - todos os governos, em tomada de decisões para evitar ou minimizar crises económicas.
  • Tomar decisões económicas mais fundamentadas - tem a ver com as medidas de recursos implementadas pelo Estado para suprir eventuais causas (ex. aumento dos impostos, directos ou indirectos).
  • Efectuar comparações no tempo e no espaço - permite analisar os diferentes agentes macroeconómicos: produto, rendimento e despesa. A análise destes faz-se entre países a nível mundial ao longo dos anos.

Para pôr em prática a Contabilidade Nacional, existem instituições responsáveis pela contabilização da mesma Contabilidade Nacional. Por um lado, o INE (Instituto Nacional de Estatística) que é responsável pelas contas não-financeiras, sendo que por outro lado, o Banco de Portugal é responsável pelas contas financeiras.

Conceitos necessários à contabilidade nacional

PIB e PNB

O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer seja, países, estados, cidades), durante um período determinado de tempo. O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objectivo de mensurar a actividade económica de uma região.

Na contagem do PIB, considera-se apenas bens e serviços finais, excluindo da conta todos os bens de consumo intermédios. Isso é feito com o intuito de evitar o problema da múltipla contagem, quando valores gerados na cadeia de produção aparecem contados duplamente na soma do PIB.

O PNB é a riqueza criada à custa do contributo dos factores que são propriedade das unidades residentes quer esse contributo tenha ocorrido no território económico quer fora dele.

Fórmula para cálculos do PIB: A fórmula clássica para expressar o PIB de uma região é a seguinte: PIB=C+I+G+X-M, onde: C é o consumo privado, I é o total de investimentos realizados, G representa gastos governamentais, X é o volume de exportações e M é o volume de importações. Tendo I igual à formação bruta de capital fixo (FBCF) mais a variação de existências (VE), temos:  PIB=C+FBCF+VE+G+X-M.

PIB e PNB (produto nacional bruto): as diferenças

O PIB difere do produto nacional bruto (PNB) basicamente pela renda líquida enviada ao exterior (RLEE): ela é desconsiderada no cálculo do PIB, e considerada no cálculo do PNB, inclusive porque o PNB é gerado a partir da soma do PIB mais entradas e saídas de capital. Esta renda representa a diferença entre recursos enviados ao exterior (pagamento de factores de produção internacionais alocados no país) e os recursos recebidos do exterior a partir de factores de produção que, sendo do país considerado, encontram-se em actividade em outros países. Assim (e simplificadamente), caso um país possua empresas actuando em outros países, mas proíba a instalação de transnacionais no seu território, terá uma renda líquida, enviada ao exterior, negativa. Pela fórmula: PNB = PIB - RLEE

PIL

A diferença entre o produto interno bruto (PIB) e o produto interno líquido (PIL) traduz-se no valor das depreciações. Ao contrário do PIB, o PIL tem em conta o valor da depreciação do capital. PIL = PIB - depreciações

PIB per capita

Os indicadores económicos agregados (produto, renda, despesa) indicam os mesmos valores para a economia de forma absoluta. Dividindo-se esse valor pela população de um país, obtém-se um valor médio per capita: PIBpc=PIB/N

O valor per capita foi o primeiro indicador utilizado para analisar a qualidade de vida em um país. Países podem ter um PIB elevado por serem grandes e terem muitos habitantes, mas seu PIB per capita pode ser baixo, já que a renda total é dividida por muitas pessoas, como é o caso da Índia ou da China.

Além do PIB, usam-se outros índices - que revelam o perfil da distribuição de renda de um país (tais como o coeficiente de Gini ou mesmo índices desenvolvidos pela sociologia, como o Índice de Desenvolvimento Humano) - para se obter uma avaliação mais precisa do bem-estar económico desfrutado por uma população.

Sectores e unidades institucionais

As operações económicas são efectuadas pelas unidades institucionais. Entende-se por unidade institucional um centro elementar de decisão económica, constituído por um agente económico com capacidade para realizar actividades económicas e operações com outros agentes. As unidades institucionais participantes na economia são agrupadas em seis sectores mutuamente exclusivos, que podem ser classificadas por:

  • sociedades não financeiras – trata-se de unidades institucionais residentes, sociedades ou quase sociedades, produtores mercantis, cuja actividade principal consiste em produzir bens não financeiros. Podem assumir a característica de agentes privados ou públicos.
  • sociedades financeiras – são sociedades ou quase cuja função principal é fornecer serviços de intermediação financeira e/ou actividades financeiras auxiliares.
  • Administração Pública – inclui-se aqui todas as unidades institucionais residentes que produzem bens não mercantis destinados a consumo individual e colectivo e que efectuam a redistribuição de rendimento e da riqueza nacional.
  • Famílias – engloba-se nesta unidade os indivíduos, ou grupos de indivíduos, residentes na sua função de consumidores ou produzindo bem não financeiros exclusivamente para utilização final própria. Também são aqui incluídos os que produzem bens mercantis, financeiros ou não, desde que as actividades não sejam as de entidades distintas tratadas como ‘quase-sociedades’. Com esta delimitação os empresários em nome individual e os trabalhadores independentes são aqui incluídos. Também as instituições sem fim lucrativo ao serviço das famílias sem personalidade jurídica, mas de pequena importância, são aqui incluídas.
  • instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias (ISFLSF) – estas unidades devem ter personalidade jurídica ou social e podem ser produtores mercantis ou não mercantis. Mas pelo seu estatuto não poderão ser uma fonte de rendimento para as unidades que as criam, controlam ou financiam. Estas unidades fornecem bens às famílias gratuitamente ou a preços pouco significativos. Estão aqui incluídos os sindicatos, as associações profissionais, científicas e outras, assim como os partidos e as igrejas, num primeiro grupo. Num segundo grupo temos as Instituições Particulares de Solidariedade Social, as associações de socorros mútuos e outras. Num terceiro encontramos os bombeiros voluntários, os museus e bibliotecas.
  • Resto do mundo – caem nesta unidades especial todas as unidades não residentes que realizem operações com unidades institucionais residentes ou tenham com estas outras relações de natureza económica. Não devemos esquecer que certas unidades do resto do mundo podem localizar-se em território nacional, como as embaixadas, consolados, bases militares e também organizações internacionais.

A distinção entre sector residente e não residente está, genericamente, em consonância com a definição de residente preconizada pelo Fundo Monetário Internacional que é também a adoptada no Sistema Europeu de Contas Nacionais e Regionais de 1995.

Consideram-se residentes num determinado País as unidades institucionais que tenham um centro de interesse económico no território económico desse País.

Estas unidades, chamadas unidades residentes, podem ter ou não a nacionalidade desse País, podem possuir ou não personalidade jurídica e podem estar ou não presentes no território económico desse País no momento em que efectuam uma operação.

Território económico

Por território económico entende-se:

  • O território geográfico administrado por uma administração central no interior do qual pessoas, bens, serviços e capital circulam livremente.
  • As zonas francas, incluindo entrepostos e fábricas sob controlo aduaneiro.
  • O espaço aéreo nacional, as águas territoriais e a plataforma continental situada em águas internacionais em relação à qual o País dispõe de direitos exclusivos.
  • Os enclaves territoriais, isto é, os territórios geográficos situados no resto do mundo e utilizados, em virtude de tratados internacionais ou de acordos entre Estados, por administrações públicas do País (embaixadas, consulados, bases militares, bases científicas, etc.).
  • Os jazigos mineiros (petróleo, gás natural, etc.) situados em águas internacionais fora da plataforma continental do País, explorados por unidades residentes no território tal como foi definido nas alíneas anteriores.

O território económico não inclui os enclaves extraterritoriais, isto é, as partes do território geográfico do País utilizadas por administrações públicas de outros Países (por exemplo, embaixadas), pelas instituições da União Europeia ou por organizações internacionais em virtude de tratados internacionais ou de acordos entre Estados.

Ópticas do cálculo do valor da produção

Produto = Rendimento = Despesa

Óptica do produto

Os produtos são contabilizados segundo o ramo de actividade que lhe dá origem, sendo o produto igual à soma da produção de todos os ramos.

Cálculo do valor da produção pela óptica do produto:

  • Método dos valores acrescentados: determinação do valor acrescentado bruto por cada unidade produtiva, calculando a partir da diferença entre o valor das vendas e o valor das compras que tiveram de ser efectuados para realizar a produção.
  • Método dos produtos finais: é a soma de todos os valores dos bens de consumo final. Os bens de consumo intermediário não são considerados.

Pela óptica do produto ficamos a conhecer o contributo de cada ramo para o conjunto da economia.

Óptica do rendimento

O valor da produção de um país é igual à soma dos rendimentos alcançados pelos factores de produção, que intervieram no processo produtivo. Engloba rendimentos do trabalho (salários, …, contribuições sociais) e os de capital (lucros, juros e rendas). Através desta ficamos a conhecer quanto coube ao factor trabalho e quanto coube ao factor capital.

  • Remunerações do trabalho: salários, ordenados, vencimentos e contribuições sociais.
  • Remunerações de capital: excedente bruto de exploração (lucros, juros e rendas).

RN = Remunerações de Trabalho + EBE (remunerações de capital).zzzzzzzzzz

RN = Remunerações de Trabalho + EBE + Impostos indirectos – Subsídios à produção + SRRM. zzzzzzzzzz

RN = PNBpm.

Óptica da despesa

O valor da produção de um país é igual à soma dos gastos efectuados pelos agentes económicos desse país. Desta forma permite saber como foi utilizada a produção em consumo e investimento.

  • Consumo privado – todos os gastos realizados pelas famílias na satisfação das suas necessidades.
  • Consumo público – todos os gastos realizados pelo Estado na satisfação das necessidades colectivas e da população e no funcionamento da Administração Pública.
  • Formação Bruta de Capital Fixo – traduz a aquisição de activos reais, quer pelas empresas, quer pelo Estado. Os activos reais são materiais destinados a serem utilizados por mais de um ano (bens duradouros). São edifícios, máquinas, equipamentos, …

Análise das contas nacionais portuguesas (entre 2005 e 2007)

PIB

No quadro apresentamos valores relativos a 2005, 2006 e 2007. Nesta análise ao PIB português vamos dar mais importância aos dados relativos às contas nacionais de 2007 pois são estes dados que têm mais relevo para se poder comparar com os próximos anos.

A economia portuguesa manteve em 2007 uma trajectória de recuperação gradual da actividade. Em linha com o comportamento habitual em fases de expansão, a aceleração do Produto Interno Bruto (PIB) caracterizou-se por um dinamismo da produtividade total dos factores e reflectiu a evolução do investimento, num quadro de crescimento robusto das exportações de bens e serviços. É de sublinhar que esta evolução foi observada num contexto de ajustamento de alguns desequilíbrios económicos da economia portuguesa, como por exemplo o caso do défice público que foi visto em baixa nas contas nacionais do ano 2006 para 2007, tendo o défice das administrações públicas em percentagem do PIB diminuído 3.5%, situando-se em 2.6 por cento em 2007. Os principais contributos para esta diminuição do défice em percentagem do PIB provieram da evolução da receita fiscal e da despesa com pessoal. A segunda metade do ano foi fortemente marcada pela ocorrência de vários choques de origem externa, que se a prolongaram no tempo, nomeadamente a existência de uma turbulência nos mercados financeiros internacionais, a rápida desaceleração da economia norte-americana e o constante aumento do preço do petróleo e das matérias-primas alimentares nos mercados internacionais, o que resultou numa desaceleração das exportações e importações nacionais. As exportações de bens e serviços mantiveram-se como a componente mais dinâmica da procura global, num contexto de expansão robusta, embora, como referido em cima, tenham desacelerado. Finalmente, é de destacar a dinâmica das exportações de serviços, cujo crescimento nominal excedeu o observado no conjunto das economias da área do euro, traduzindo um importante elemento da evolução das vantagens comparativas da economia portuguesa. Este dinamismo resultou não só de uma aceleração das exportações de turismo, mas também da manutenção do forte crescimento de outros serviços, como os relacionados com transportes e com a prestação de serviços técnico-profissionais.

O crescimento tendencial do PIB e, em particular, da produtividade é um elemento determinante do nível de bem-estar de uma sociedade no longo prazo, ao definir o crescimento tendencial dos salários reais e o crescimento sustentável do consumo de bens e serviços pelas famílias. O baixo crescimento tendencial da produtividade na economia portuguesa nos últimos anos estará associado, entre outros factores, à inadequação do quadro institucional vigente, que se tornou particularmente evidente no passado recente, num contexto de crescentes pressões concorrenciais a nível global e de preponderância de inovações tecnológicas enviesadas para os trabalhadores mais qualificados. Portugal encontra-se muito abaixo da média europeia no que toca à resposta da população aos diferentes níveis de desenvolvimento, às diferentes eras de desenvolvimento. Em primeiro lugar, o stock de capital humano da economia portuguesa é particularmente baixo no quadro da UE, não só em termos do número médio de anos de escolaridade mas também da qualidade média dos resultados em testes comparativos internacionais. Esta fragilidade condiciona directamente o aumento da produtividade da força de trabalho, e restringe não só a adopção de tecnologias na fronteira do conhecimento – pela complementaridade entre capital físico e trabalho qualificado – mas também a criação de novas ideias, produtos e modos de organização dos processos produtivos. Em segundo, este facto é particularmente importante num contexto como o actual em que predomina um progresso tecnológico que favorece, no mercado de trabalho, a detenção de maiores qualificações.

Portugal está sempre fortemente influenciado pelas outras economias mundiais, dado o seu elevado grau de abertura económica e financeira, a nossa economia encontra-se particularmente exposta a desenvolvimentos internacionais.

A evolução dos mercados financeiros internacionais permaneceu favorável à expansão da actividade económica na primeira metade de 2007, com a manutenção de uma ampla liquidez nos mercados financeiros internacionais, acessível a taxas de juro que incorporavam prémios de risco historicamente baixos e pouco diferenciados por classes de risco. Na sequência da deterioração do segmento de alto risco do mercado de crédito hipotecário norte-americano em meados do ano, observou-se uma elevada instabilidade nos mercados financeiros internacionais, associada a uma reavaliação significativa do risco pelos investidores. A perda de confiança destes investidores originou um movimento generalizado de fuga aos activos de maior risco e uma redução acentuada de liquidez nos mercados financeiros das economias avançadas, como a americana. Esta mesma economia é como a base de todas as economias e Portugal, como na generalidade das economias mundiais, não escapa às mudanças dessa economia.

Uma análise do comportamento da economia portuguesa em 2007 na perspectiva dos agregados de procura sugere que a aceleração do PIB esteve fundamentalmente associada ao comportamento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), após um período prolongado de evolução abaixo da tendência e num contexto de melhoria global da confiança dos empresários, em termos médios anuais. A recuperação da FBCF em 2007 reflectiu em larga medida a forte aceleração da componente relativa a máquinas e equipamentos, mas foi igualmente sustentada no comportamento da FBCF em construção que, depois dos valores sucessivamente negativos observados desde 2001, apresentou um contributo positivo. O reforço do crescimento da FBCF, em particular da componente empresarial, afigura-se como uma condição fundamental para assegurar uma recuperação mais forte e sustentada da actividade económica. Depois da tendência de forte queda verificada no passado recente, o desempenho mais favorável desta componente nos últimos anos não permite ainda concluir que tal representa o início de uma recuperação sustentada, em particular tendo em conta o actual contexto de incerteza quanto às perspectivas de evolução da situação económica e financeira a nível internacional. A evolução do comércio externo em 2007 confirmou alguns elementos estruturais que caracterizam a integração crescente da economia portuguesa nos fluxos de comércio global.

No geral, no conjunto de 2007, a actividade económica mundial manteve um crescimento elevado, registando pelo quinto ano consecutivo um crescimento superior à média observada nas últimas duas décadas e meia. O dinamismo da actividade económica mundial continuou a ser liderado pelas economias de mercado emergentes e em desenvolvimento, cujo ritmo de expansão se manteve virtualmente inalterado. Por seu turno, na área do euro, a actividade continuou a crescer acima da tendência, embora desacelerando ligeiramente. Refira-se ainda que o PIB e o comércio mundiais registaram um abrandamento na parte final do ano, no contexto de uma subida mais significativa dos preços das matérias-primas e de uma deterioração acentuada das condições dos mercados financeiros na segunda metade do ano, tendo sido a primeira metade do ano aquela que foi a mais impulsionou a actividade económica de Portugal.

No actual enquadramento, os principais riscos para o crescimento económico em Portugal encontram-se relacionados com a duração, extensão e implicações da actual turbulência nos mercados financeiros, em particular dado o efeito acelerador entre os desenvolvimentos nos mercados financeiros e a actividade económica a nível global.

No sentido de assegurar um reinício sustentado da convergência real da economia portuguesa com a média da UE, afigura-se particularmente premente a adopção de medidas que incentivem os agentes económicos a um maior investimento em capital físico e humano, que promovam um quadro contratual vigente mais propício ao dinamismo das empresas e que favoreçam a mobilidade dos factores produtivos no sentido das empresas com maior crescimento e com maior nível de produtividade total dos factores.

Taxa de Inflação

A inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Isso é equivalente ao aumento no nível geral de preços. Inflação é o oposto de deflação. Inflação zero, ou muito baixa, é uma situação chamada de estabilidade de preços.

Em 2007, os preços internacionais das matérias-primas registaram um novo aumento, mais acentuado na segunda metade do ano, que contribuiu para que se observasse uma subida da inflação na generalidade das economias nos meses finais do ano. Não obstante, a inflação em Portugal, medida pela taxa de variação média anual do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), diminuiu significativamente em 2007, convergindo para a taxa observada na área do euro, que se situou ligeiramente acima do objectivo de estabilidade de preços definido pelo BCE.

Se considerarmos o período 2005-2008, a taxa corrigida com base na estrutura das despesas das famílias de 2005-2008 (12,1%) é superior à taxa de inflação divulgada pelo INE (10,8%) em 12%, e à prevista pelo governo para este mesmo período (9%) em 34,4%. É evidente que este facto tem contribuído para reduzir e ocultar a verdadeira dimensão da perda de poder de compra dos trabalhadores portugueses e de outros extractos da população desfavorecidos, como são a esmagadora maioria dos reformados, em Portugal.

Taxa de Juro

A evolução dos mercados financeiros internacionais permaneceu favorável à expansão da actividade económica na primeira metade de 2007, com a manutenção de uma ampla liquidez nos mercados financeiros internacionais, acessível a taxas de juro que incorporavam prémios de risco historicamente baixos e pouco diferenciados por classes de risco. Na sequência da deterioração observada no segmento de alto risco do mercado de crédito hipotecário norte-americano em meados do ano, observou-se uma elevada instabilidade nos mercados financeiros internacionais, associada a uma reavaliação significativa do risco pelos investidores. A perda de confiança destes investidores originou um movimento generalizado de fuga aos activos de maior risco e uma redução abrupta de liquidez nos mercados financeiros das economias avançadas. Deste modo, observou-se um aumento acentuado da volatilidade dos mercados obrigacionistas e accionistas e um alargamento substancial dos spreads nos mercados de dívida privada. Adicionalmente, os aumentos dos prémios de risco de liquidez reflectiram-se nas condições de financiamento dos mercados monetários das economias avançadas. Estes últimos desenvolvimentos levaram à intervenção dos bancos centrais, que procederam a injecções significativas de liquidez nestes mercados No caso da área do euro, o BCE conseguiu manter a taxa EONIA alinhada com as taxas de juro de referência, tendo também contribuído para a estabilização do mercado monetário de curto prazo. Contudo, o sucesso das medidas destinadas a favorecer a estabilização nos prazos alargados foi mais contido, com o prémio de risco de contraparte a manter-se em níveis particularmente elevados.

Durante a primeira metade do ano, o BCE aumentou as taxas de juro de referência em 25 pontos base (p.b.) em Março e em Junho de 2007. Estes movimentos reflectiram a existência de riscos ascendentes para a estabilidade de preços a médio prazo na área do euro e colocaram a taxa de juro mínima aplicável.

A taxa média ponderada dos depósitos de famílias com prazo acordado até 1 ano, inclusive, aumentou 17 pontos base para 3.04%, enquanto a taxa correspondente dos depósitos de sociedades não financeiras aumentou 21 pontos base para 3.19%. Além disso, a taxa média ponderada dos depósitos de famílias reembolsáveis com pré-aviso até 3 meses, inclusive, aumentou 4 pontos base para 2.30%.

A taxa dos empréstimos a famílias para compra de habitação com taxa variável ou fixação inicial de taxa até 1 ano, inclusive, aumentou 12 pontos base para 4.42%, enquanto a taxa média ponderada dos empréstimos a famílias para consumo com fixação inicial de taxa entre 1 ano e 5 anos, inclusive, desceu 24 pontos base para 6.02% em Outubro de 2006. A taxa média ponderada dos empréstimos para compra de habitação com fixação inicial de taxa entre 5 anos e 10 anos, inclusive, manteve-se praticamente inalterada em 4.58%. No caso de empréstimos a sociedades não financeiras com taxa variável ou fixação inicial de taxa até 1 ano, inclusive, em Outubro a taxa média ponderada 16 pontos base para 4.91% para empréstimos até ao valor de 1 milhão de euros e 22 pontos base para 4.24% para empréstimos acima do valor de 1 milhão de euros. A taxa média ponderada dos empréstimos a sociedades não financeiras acima do valor de 1 milhão de euros com fixação inicial de taxa superior a 5 anos manteve-se praticamente inalterada em 4.46%.

Conclusão

A Contabilidade Nacional é uma técnica que se propõe apresentar sob uma forma quantificada um quadro conjunto da economia de um país durante um determinado período de tempo, normalmente um ano.

No final da execução deste trabalho, além de termos aprofundado os conhecimentos da parte teórica, ficamos com um conhecimento exacto da economia portuguesa e quais as perspectivas de crescimento da nossa economia. Ficamos a saber o estado real dela e as evoluções que têm vindo a ser feitas, quer sejam elas negativas ou positivas.

Por fim, podemos dizer que estamos aptos para poder discutir algumas das medidas dos governos e dos bancos centrais e assim por apresentar os nossos próprios ideais.

Bibliografia

Para que pudéssemos realizar este trabalho, precisamos de recolher algumas informações e dados necessários à realização deste, informações essas, que foram extraídas dos seguintes locais:

  • https://knoow.net/
  • http://www.bportugal.pt/
  • http://www.gee.min-economia.pt/
  • http://www.guiadeinvestimento.com.br/
  • http://www.geocities.com/joaoaldeia/txt/eco210.htm



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