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Filosofia, uma só definição?

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Resumo do trabalho

Trabalho escolar sobre a definição de filosofia, realizado no âmbito da disciplina de Filosofia (10º ano).


Introdução

Este ano deparamo-nos com uma disciplina nova, chamada Int. Filosofia, nunca a tinhamos tido, falava de umas coisas muito esquisitas e tudo aquilo era muito confuso para nós.

  • Por isso, ao inicio deparamo-nos com muitas perguntas que nos estavam a dar a volta à cabeça!
  • Será que todos nós sabemos o que é a Filosofia?
  • Será que a Filosofia é aquele quebra-cabeças que todos nós pensamos e nunca sabemos o que dizer sobre ela?
  • Será que nós no nosso dia a dia filosofamos?
  • Afinal quantas definições tem a Filosofia?

São estas as questões que nós vamos tentar responder!...

Ao fim de tantas perguntas decidimos fazer um trabalho sobre a Filosofia.

Com este trabalho vamos tentar responder a todas estas questões e aprofundar mais um bocado os nossos conhecimentos, mas para o realizar tivemos de começar a pesquisar na biblioteca, na Internet e nas enciclopédias para vos apresentar o começo da história da Filosofia, definições sobre ela e também sobre os filósofos mais conhecidos até aos dias de hoje para vermos se era possível chegar a uma conclusão.

Filosofia ou filosofar?

No que se refere à Filosofia como conceito geral (in sensu cosmico), porém: também se lhe pode chamar um saber acerca das máximas supremas do emprego da nossa razão, na medida em que se entende por máxima o princípio interno da escolha entre vários fins.

Portanto, a Filosofia no seu último significado é o saber da relação de todo o conhecimento e uso da razão com o fim da razão humana, ao qual, como ao supremo, todos os outros fins estão subordinados e têm de se reunir nele para [conseguirem] a unidade.

O campo da Filosofia nesta acepção universal abre-se às seguintes perguntas:

  • O que posso saber?
  • O que devo fazer?
  • O que me é permitido esperar?
  • O que é o homem?

À primeira pergunta responde a Metafísica, à segunda a Moral, à terceira a Religião e à quarta a Antropologia.

No fundo, poder-se-ia contar tudo isto como Antropologia, porque as três primeiras perguntas referem-se à última.

O filósofo tem portanto de conseguir definir:

  • as fontes do saber humano,
  • o âmbito do emprego possível e útil de todo o saber e, finalmente,
  • os limites e potencialidades da razão.

O último [objectivo] é o mais necessário, mas também o mais difícil, e [aquele] com o qual, o filodoxo não se preocupa.

Compete principalmente ao filósofo duas coisas:

  1. cultura do talento e da habilidade, para os usar em relação aos vários fins.
  2. destreza no emprego de todos os meios para quaisquer fins.

 Ambas têm de ser conjugadas; pois sem conhecimentos ninguém se pode tornar filósofo, mas também nunca só os conhecimentos fazem o filósofo, a não ser que sobrevenha uma conveniente junção de todos os conhecimentos e habilidades na unidade e uma visão da sua conveniência com os fins supremos da razão humana.

De modo algum se pode chamar filósofo a quem não sabe filosofar. O filosofar só se deixa aprender, através do exercício e do emprego próprio da razão (…)

Pode-se dizer que filosofar é raciocinar ou reflectir e uma atitude interrogativa.

Aquele que quiser aprender a filosofar deve (…) encarar todos os sistemas de Filosofia apenas como história do uso da razão e como objecto do exercício do seu talento filosófico.

O verdadeiro filósofo tem, portanto de fazer um uso livre e próprio, não um uso imitador e servil, da sua razão.

Filosofia ou filosofias?

‘’O pensamento não é dado a nós, seres humanos, como uma faculdade inata, produzida naturalmente por herança genética e crescimento biológico. Nós precisamos de aprender a pensar, e dedicarmo-nos a isso ao longo de todas as nossas vidas. Essa aprendizagem depende de duas coisas: da convivência com outras pessoas e da reflexão sobre os nossos próprios pensamentos. Um aspecto fundamental da reflexão, isto é, do pensamento que se volta sobre si mesmo, é questionar porque pensamos de uma determinada forma. Ao fazer isso, ao perseguirmos os fundamentos dos nossos pensamentos ou, dito de outra forma, os fundamentos do mundo conforme nós o conhecemos, estamos a fazer filosofia.

Todo o pensamento se baseia em determinados pressupostos. A pessoa que se preocupa em pensar bem ou, para ser mais preciso, em aprender a pensar melhor, procura entender os fundamentos das suas ideias para pensar de forma mais organizada e satisfatória. Assim, essas pessoas estão a fazer filosofia, mesmo que não usem essa palavra para designar o que fazem. Por outro lado, existem académicos que se limitam a reproduzir, sem vivência-los como experiências pessoais, os ensinamentos dos grandes filósofos do passado. Estes, mesmo quando são conhecidos como filósofos e professores de filosofia, não passam de guardas de cemitérios, pois lidam com ideias mortas, ao passo que a filosofia lida com ideias vivas.

Platão foi uma espécie de avô dos filósofos. Ele dizia que a verdadeira sabedoria é um privilégio dos deuses, inacessível aos mortais. Nós, humanos, desejamos a sabedoria que não podemos ter, empenhando-nos e atormentando-nos em busca dela, uma busca que nunca terá fim. O amor pela sabedoria é a filosofia: (filo = amor) + (sofia = sabedoria) ‘’.

Ao confrontarmo-nos com esta questão concluímos que existe não uma filosofia mas várias filosofias ou seja várias definições para filosofia pois cada pessoa tem um conceito diferente sobre o Mundo, daí nós termos que aprofundar mais a História da Filosofia.

Percorrendo a História da Filosofia

Qual é a origem da Filosofia?

Como já vimos anteriormente a Filosofia significa amizade pela sabedoria. A história da filosofia tem a função de dar a conhecer as ideias dos filósofos do passado e do presente.

A filosofia é um saber das últimas causas, razões e explicações da realidade na ordem natural. Todo o ser humano é filósofo, visto que, como ser racional, tende a colocar as grandes interrogações da vida: Quem é o homem? O que é o homem? De onde vem o mundo? Para onde vai? Estas perguntas não existem só a nível teórico ou intelectual, mas também se traduzem a nível prático, ou seja, pretende-se encontrar respostas que dêem sentido à maneira de compreender o mundo e as coisas da vida.

A passagem do mito à razão

O nascimento da filosofia ocorreu na Grécia, no séc. VII a C. A causa deve ser procurada na passagem das concepções míticas sobre a origem do mundo às explicações racionais baseadas na experiência: por outras palavras, na passagem do mito à razão.

A razão, chamada logos pelos Gregos, tenta procurar os princípios das coisas da natureza através da observação e da experimentação.

A História...

Desde os tempos mais antigos os filósofos tentaram chegar a uma imagem total da realidade, ou seja, a uma concepção do mundo. Nesta perspectiva certos problemas assumem interesse excepcional.

É possível obter o conhecimento da realidade? Com que métodos? Estas questões pertencem à teoria do conhecimento.

Que normas devem ser seguidas para evitar os erros estritamente formais do pensamento? Este problema é do domínio da lógica. Mas os filósofos não se dedicaram unicamente às questões teóricas.

O homem deve enfrentar também o problema de como actuar e que fim dar à vida, isto é, deve ter valores e optar. Como deve viver? Este é o problema da ética, a filosofia moral, eminentemente normativa e axiológica.

Já antes do nascimento de Cristo se tinham desenvolvido alguns sistemas filosóficos entre os povos cultos da Ásia e da Europa.

A filosofia oriental é mais antiga do que a ocidental e está intimamente ligada à religião. A filosofia ocidental, a cujo âmbito nos limitaremos, inicia-se com os Gregos no séc. VI a. C ponto de partida de uma tradição ininterrupta até aos nossos dias.

Pouco sabemos dos filósofos pré-socráticos, pois das suas obras só nos chegaram alguns fragmentos.

Sócrates não escreveu nada, mas o seu discípulo Platão expôs nos famosos Diálogos como Sócrates, por meio de colóquios, levava os seus concidadãos a terem uma noção mais clara dos problemas filosóficos e morais. As teorias de Platão foram de enorme importância para a evolução do pensamento ocidental. O mesmo se deve dizer dos trabalhos de Aristóteles, de carácter mais cientifico, porque diziam que o conhecimento do mundo podia ser obtido por meio da razão, ou seja, através do pensamento puro.

Uma opinião muito diferente foi defendida pelos empiristas Locke, Berkeley e Hume, que, cada um com os próprios argumentos, sustentavam que todo o conhecimento se apoia externamente na experiência, isto é, no testemunho dos nossos sentidos, que são o meio de que dispomos para o contacto com o exterior.

Kant fez um esforço gigantesco para unificar o que de melhor havia no racionalismo e no empirismo. A sua influência sobre a cultura europeia foi extraordinária, mas os seus epígonos interpretaram as suas teorias de maneiras muito diversas. Depois de Kant, a evolução da filosofia tem sido muito complexa. Os filósofos expõem teorias divergentes e interessam-se por problemas completamente diferentes.

Distinguem-se actualmente quatro orientações filosóficas fundamentais: a Filosofia Analítica; o Neotonismo; o Existencialismo e o Marxismo.

Em conclusão

Ao pensarmos o pensamento...

Como verificamos ao longo do trabalho todos nós temos um pensamento diferente do Mundo que nos rodeia, por isso ‘’A cada um será dado conforme sua obra e seu entendimento’’ e para termos uma ideia formada é preciso ‘’Que brilhe a tua luz’’.

Bibliografia

  • Diciopédia 2003, Porto Editora
  • www.wsoy.fi/koulu/kuvat/filosofia
  • Editorial beber S.A., edição especial para fórum, Lisboa, 1989 , Audiovisual combi, volume 4
  • Activa e multimédia, enciclopédia de consulta, Lexicultura, 1ª edição, outubro 1996



6 Visualizações 08/11/2019