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Artem Kuybida

Escola

Escola Secundária D. Pedro V

Impacto da Construção de Barragens

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Resumo do trabalho

Trabalho sobre os diversos tipos de impactos da construção de barragens, realizado no âmbito da disciplina de Geologia (11º ano).


Introdução

Este trabalho é realizado no âmbito da área de Geologia e por isso pretendemos definir este conceito:

Geologia, do grego γη- (ge-, "a terra") e λογος (logos, "palavra", "razão"), é a ciência que estuda a Terra, sua composição, estrutura, propriedades físicas, história e os processos que lhe dão forma.

No trabalho que se segue, serão apresentadas vantagens e desvantagens da construção de barragens, impactos ambientais e serão analisados os impactos da barragem Venda Nova II.

Barragem é uma barreira artificial, feita em cursos de água para a retenção de grandes quantidades da mesma. A sua utilização serve sobretudo para abastecer água em zonas residenciais, agrícolas, industriais, para produção de energia eléctrica e regularização de um caudal.

As barragens foram, desde o início da história da Humanidade, fundamentais ao desenvolvimento. A sua construção devia-se sobretudo à escassez de água no período seco e à consequente necessidade de armazenamento de água. A nível mundial, algumas das barragens mais antigas de que há conhecimento situavam-se, por exemplo, no Egipto, Médio Oriente e Índia. Na Índia apareceram barragens de aterro de perfil homogéneo com descarregadores de cheias para evitar acidentes provocados pelo galgamento das barragens. Com a Revolução Industrial, houve a necessidade de construir um crescente número de barragens, o que permitiu o progressivo aperfeiçoamento das técnicas de projecto e construção. Apareceram então as primeiras barragens de aterro modernas, assim como as barragens de betão.

As barragens são feitas de forma a acumularem o máximo de água possível, tanto através da chuva como também pela captação da água caudal do rio existente. Faz-se a barragem unindo as duas margens aprisionando a água na albufeira. As barragens são muito importantes para o mundo moderno, pois são elas que permitem que haja água potável canalizada nas grandes metrópoles mundiais e fornecem-nos a energia eléctrica, tão necessária ao nosso dia a dia.

Contudo, toda a zona onde a barragem e a sua albufeira se encontram e também a área circundante, nomeadamente a jusante, por onde o rio passava, é afectada. É por esse facto que antes de se construir uma barragem é necessário fazer estudos de impacto ambiental. Dessa forma, a barragem deixa passar um caudal ecológico que tem como função preservar os ecossistemas já existentes no rio e respectivas margens.

No entanto, nos últimos 50 anos o desempenho e os impactos ambientais das grandes barragens transformaram os rios, enquanto que estudos demonstram que entre 40 a 80 milhões de pessoas foram deslocadas pelas barragens.

Desenvolvimento

Os recursos hídricos ganham a nossa atenção na medida em que as necessidades e exigências de disponibilidade de água doce, em quantidade e em qualidade, aumentam ao ritmo do crescimento da população e do nível de poluição, à escala mundial.

Hoje, a água é considerada um bem natural precioso, pela sua escassez e pela qualidade frequentemente inadequada para o abastecimento humano, em certas regiões ao nível da mera sobrevivência.

O aproveitamento dos recursos de água doce superficiais colocam a evidente necessidade de construção de barragens cujas albufeiras regularizem os cursos de água e idealmente optimizem a disponibilidade de água colhida e escoada em cada bacia hidrográfica.

As barragens colocam contudo uma variedade de problemas que requerem consideração atenta dos riscos geotécnicos e sísmicos e impactos biológicos, climáticos, agrícolas, sócio-culturais e económicos, nos territórios e nas populações adjacentes, mais precisamente:

  • A destruição de florestas e habitats selvagens, incluindo o desaparecimento de espécies e a degradação das áreas de captação a montante, devido à inundação da área do reservatório;
  • A redução da biodiversidade aquática, a diminuição das áreas de desova a montante e a jusante, e o declínio dos serviços ambientais prestados pelas planícies aluviais a jusante, brejos, ecossistemas de rios, estuários e ecossistemas marinhos adjacentes;
  • Impactos cumulativos sobre a qualidade da água, inundações naturais e a composição de espécies quando várias barragens são implantadas num mesmo rio;
  • As barragens constituem uma violenta perturbação da dinâmica fluvial, interferindo no ciclo natural dos processos erosivos e sedimentares, causando impactos locais mas também regionais que alcançam o mar;
  • Ao longo do tempo vão se depositando no fundo matérias transportados pelo rio, o que vai diminuindo a capacidade de armazenamento de água;
  • Em fim, as barragens como qualquer outra obra de engenharia, têm um determinado período de vida útil, findo o qual colocam problemas de segurança.

Como podemos ver, existem muitas desvantagens na construção de barragens, no entanto há um conjunto de necessidades importantíssimas que podem ser satisfeitas com a construção das barragens (Fig.1), como por exemplo:

  • A irrigação;
  • A geração de electricidade;
  • Algum controle de algumas inundações;
  • O fornecimento de água potável;
  • Recreação náutica e desenvolvimento do turismo da zona;
  • Há grande apetência para a instalação de actividades humanas nas zonas de inundação artificial causada pela construção da barragem. Em geral as áreas circundantes têm bons solos e disponibilidade hídricas necessárias para a agricultura, e apresentam boa acessibilidade natural requerida para a instalação de áreas urbanas e unidades industriais.

O excesso de água aplicada na irrigação retorna aos rios ou vai para os depósitos subterrâneos, arrastando consigo resíduos de produtos tóxicos contaminando a agua, que por sua vez pode criar problemas na saúde pública.

Até ao momento, os esforços para amenizar os impactos das grandes barragens sobre os ecossistemas tiveram sucesso limitado devido a uma certa incapacidade de se prever e evitar tais impactos, à má qualidade e pouca confiança nos prognósticos, à dificuldade de enfrentar todos os impactos e à implementação e sucesso apenas parciais das medidas de mitigação ambiental. Mais especificamente:

  1. Não é possível apaziguar muitos dos impactos de uma barragem sobre os ecossistemas e a biodiversidade terrestre, e os esforços para o resgate de animais selvagens tiveram pouco êxito a longo prazo;
  2. O uso de escadas de peixes para abrandar os impactos sobre as espécies migratórias não teve sucesso, pois muitas vezes a tecnologia não era adequada para os locais e as espécies em questão;
  3. O controlo eficiente dos impactos nocivos resulta de uma boa base de informações, da cooperação antecipada entre ecologistas, projectistas da barragem e pessoas afectadas e do acompanhamento regular da eficácia das medidas de mitigação.

Em fim as grandes barragens e os extensos sistemas hidráulicos contribuem para alterações locais e regionais e eventualmente globais, pelo que se coloca a necessidade de avaliar este tipo de empreendimentos no contexto vasto das suas diversas consequências. Sendo as barragens e as redes hidráulicas elementos fundamentais na gestão dos recursos hídricos para aprovisionamento de água, importantes também no âmbito dos recursos energéticos renováveis, a análise dos seus impactos positivos e negativos deve ser feita integramente, sendo em cada caso imperativa a realização de estudos que integrem o conhecimento da atmosfera, da biosfera, da hidrosfera e da parte superior da litosfera, no quadro geográfico concreto em que se inserem.

Impactos da barragem Venda Nova II

Uma das principais vantagens desta barragem é, sem dúvida, a contribuição para a produção de energia eléctrica, contudo a Venda Nova II, como já foi dito anteriormente, satisfaz outras necessidades como irrigação, fornecimento de agua potável e controle de algumas inundações, contudo a beleza da barragem atrai muitos turistas à região. As áreas circundantes foram aproveitadas para a agricultura por ter solos férteis e estar perto de zona hídrica.

Para alem de se ter realizado um estudo prévio com vista a prever e minimizar uma série de impactos ambientais, eles surgiram na mesma. Um dos impactos que, não somente esta, mas todas as barragens causam, é o efeito que provocam no caudal do rio a jusante (Fig.2). No Verão, este caudal tende a diminuir, ou até mesmo a secar, o que condiciona a sobrevivência das espécies que nele habitam. No Inverno, o caudal tende a aumentar, devido às descargas da barragem, o que pode provocar danos nas zonas envolventes.

Mas existem outros impactos que foram provocados por esta barragem, tais como:

  • A redução da biodiversidade aquática;
  • A destruição de florestas e habitats selvagens;
  • O declínio dos serviços ambientais prestados pelas planícies aluviais a jusante.

Conclusão

Se geologia é a ciência que estuda a Terra, a sua composição, a estrutura, as propriedades físicas e os processos que lhe dão forma, então podemos dizer que ao construirmos uma barragem, barreira artificial, vamos falar das alterações que esta provoca na terra.

Ao realizarmos este trabalho verificámos que as barragens existem desde o início da Humanidade e têm vindo a existir um progressivo aperfeiçoamento das técnicas de projecto e construção das mesmas. Verificámos ainda que a construção de centrais hidroeléctricas e de barragens envolvem diversos impactos ambientais, podendo ser estes vantajosos ou desvantajosos.

Ao construirmos uma barragem, contribuímos para uma acumulação de água potável, considerada um bem precioso, e para a geração de energia eléctrica. As áreas circundantes das barragens são consideradas solos férteis para a agricultura, sendo que a água das barragens é utilizada para a irrigação das terras. As barragens servem também para o desenvolvimento de actividades náuticas, contribuindo para o crescimento turístico.

Mas por outro lado a construção de uma barragem irá afectar os ecossistemas já existentes nesse rio e nas suas margens, destruindo habitats e florestas e contribuindo para o desaparecimento de diversas espécies, reduzindo a biodiversidade aquática. Interferem ainda no ciclo natural dos processos erosivos e sedimentares e contribuem para a diminuição da capacidade de armazenamento de água devido aos depósitos de diferentes matérias no fundo e incitam ainda para o efeito provocado no caudal do rio a jusante, como por exemplo na barragem da Venda Nova II (fig.2). A construção de barragens leva também as pessoas a mudarem a sua residência e a longo prazo podem pôr em risco a segurança da população.

Concluindo, se as grandes barragens e os sistemas hidráulicos contribuem para alterações locais, regionais e globais, é necessário avaliar este tipo de empreendimentos no contexto vasto das suas diversas consequências., procedendo então a estudos para averiguar os diversos impactos ambientais, através de uma boa base de informação e também da cooperação entre ecologistas e projectistas da barragem, não esquecendo a importância do conhecimento da atmosfera, da biosfera, da hidrosfera e da parte superior da litosfera, no quadro geográfico concreto em que se inserem.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Livro consultado:

  • Silva, A. Dias & Gramaxo, F. (2004). Terra, Universo de Vida 11ºano, Porto: Porto editora

Páginas da Web:

  • Wikipedia. http://www.wikipedia.org.pt/wiki/baragens
  • TVA Fossil System. http://www.tva.gov/power/hydro.htm
  • Google. www.google.com - Escola Superior de Tecnologia de Viseu.
  • http://www.estv.ipv.pt/PaginasPessoais/quental/trabs/crestuma/centraish.htm



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