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Influência da cobertura vegetal na distribuição da lebre-ibérica - NotaPositiva

O teu país

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Joana Vilela

Escola

Universidade do Porto

Influência da cobertura vegetal na distribuição da lebre-ibérica

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Resumo do trabalho

Trabalho de Desenho Experimental sobre a lebre-ibérica (Lepus granatensis) é a única espécie de lebre descrita para Portugal.


Introdução

A lebre-ibérica (Lepus granatensis) é a única espécie de lebre descrita para Portugal. Apesar da sua capacidade de corrida e de camuflagem, esta espécie necessita de algum tipo de coberto vegetal como protecção contra os predadores.

Este trabalho tem como objectivo verificar a influência do coberto vegetal na distribuição de lebres, comparando o nº de lebres observadas  em dois tipos diferentes de coberto – campos cultivados e pastagens.

Metodologia

Contagem directa de indivíduos

A determinação da abundância de lebres pode ser efectuada através de vários métodos, como a contagem directa de animais activos ou inactivos. A contagem nocturna de indivíduos activos, com o auxílio de focos, é um processo frequentemente utilizado na determinação de abundâncias de lebres.

Neste estudo, foi utilizado o método de contagem de indivíduos em transectos lineares. Assim, definiram-se, em cada uma das áreas de estudo, transectos para realização das contagens.

As contagens foram realizadas na Primavera. Os transectos foram percorridos em três semanas consecutivas. No final deste período foi efectuada uma média do nº de indivíduos observados nos 21 dias de amostragem. As contagens foram realizadas a partir de um veículo conduzido a uma velocidade reduzida, para possibilitar uma melhor observação e reduzir a movimentação dos animais devido à presença do veículo, evitando possíveis repetições.

Desenho experimental

Foram escolhidas 2 áreas de diferente cobertura vegetal, uma com campos de cultivo e outra com pastagens. Cada uma destas áreas foi dividida em 3 locais de amostragem.Para cada local foram definidos 10 transectos de dimensões semelhantes. Esta experiência foi efectuada em 3 regiões de Portugal – norte, centro e sul.

Tabela 1 – Factores em estudo

tab0112

Análise dos dados

Foi realizado o teste de Cochran para verificar a homogeneidade dos dados. Procedeu-se à análise de variância para verificar se houve influência dos factores em estudo individualmente ou através de interacções. Foram realizados testes de comparação múltipla - Tukey - para os factores com diferenças estatisticamente significativas. Através deste teste procurou-se determinar entre que níveis dos factores com significância estatística é que foram encontradas diferenças.

Resultados

Hipóteses

  • H0 – Os factores em estudo não têm influência no nº de lebres observadas.
  • HA – Os factores em estudo têm influência no nº de lebres observadas.

Modelo linear

tab0113

Homogeneidade dos dados

tab0114 Verificou-se que os dados eram homogéneos.

Tendo sido verificada a homogeneidade dos dados descreveram-se as regras de Cornfield-Tukey e procedeu-se à análise de variância.

Regras de Cornfield-Tukey

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Resultados da análise de variância – ANOVA

tab0116

Testes de comparação múltipla - Tukey

tab0117

Análise dos resultados

ANOVA

Através dos resultados da análise de variâcia, para um α = 0.05, verificou-se que apenas o factor cobertura vegetal (CV) teve influência no nº de lebres observadas (p = 0.000). Os restantes factores apresentaram p >0.05. Não houve diferenças significativas entre regiões (p = 0.218) nem entre os locais (p = 0.292). A interacção entre os factores cobertura vegetal e região (CV*Reg) não foi significativa (p = 0.207), o que indica que não foram observadas diferenças no nº de lebres observadas num tipo de cobertura vegetal para as diferentes regiões, nem só numa região para as diferentes coberturas vegetais.

Testes de comparação múltipla - Tukey

Este teste foi apenas aplicado ao factor cobertura vegetal (CV), pois foi o único que apresentou um valor estatístico significativo (p <0.05). Verificou-se que existem diferenças significativas no nº de lebres observadas em campos cultivados (Ccult) e em pastagens (Past), sendo superior o nº de lebres observadas neste último tipo de coberto vegetal.

Conclusão

Perante os resultados deste estudo conclui-se que a lebre-ibérica prefere as zonas de pasto aos campos de cultivo, durante a Primavera. Esta preferência pode dever-se ao facto deste tipo de coberto apresentar mais vegetação espontânea nesta época do ano.

Assim, rejeita-se a hipótese nula (H0) formulada no início do estudo e aceita-se a hipótese alternativa (HA).

Bibliografia

Paupério, J. C. (2003). Ecologia de Lebre-ibérica (Lepus granatensis) num ecossistema de montanha: Distribuição espacial, abundância e dieta de duas populações do Parque Natural da Serra da Estrela. Tese de Mestrado em Ecologia Aplicada. Porto: Faculdade de Ciências, Universidade do Porto. 74 pp + anexos.



208 Visualizações 17/07/2019