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Francisco Rodrigues

Escola

Escola Basica Integrada Diogo Bernardes

O Terrorismo

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Resumo do trabalho

Trabalho sobre o Terrorismo que tem como principal objectivo reconhecer o terrorismo como um problema do mundo actual, da sociedade em que vivemos, realizado no âmbito da disciplina de Filosofia (10º ano).


Introdução

Este trabalho, intitulado “Terrorismo”, tem como principal objectivo reconhecer o terrorismo como um problema do mundo actual, da sociedade em que vivemos.

Como tal, pretendo apresentar uma explicação deste conceito e para que possamos perceber quais as suas causas e possíveis consequências.

Apresentarei portanto os diferentes tipos de terrorismo, os nomes de algumas organizações terroristas (bem como de atentados), e ainda alguns anexos com informações complementares.

O que é o Terrorismo?

O terrorismo, ainda que não seja de todo, um acontecimento invulgar na sociedade, têm-se vindo a acentuar como um problema da actualidade, relacionando-se com a economia, política e sociedade.

Imagem 1 – Cenário após ataque terrorista

Terrorismo é o uso de violência, física ou psicológica, por indivíduos, ou grupos políticos, contra a ordem estabelecida, é a forma escolhida por certas organizações para alcançarem os seus objectivos políticos. Consiste em actos de violência física ou psicológica imprevisíveis, perpetrados contra Estados, indivíduos, grupos precisos e massas anónimas, de modo a instalar um ambiente de medo generalizado.

Deveremos ainda distinguir o terrorismo indiscriminado (são todas as acções que se destinam a fazer um dano a um agente indefinido ou irrelevante, não estabelecido previamente e que visa à propagação do medo geral na população) do terrorismo selectivo (visa um alvo reduzido, limitado, específico e conhecido antes de efectuar o acto e ainda a chantagem, vingança ou eliminação de um obstáculo).

Texto 1:

“Muitas podem ser as causas que motivam um terrorista suicida: a expulsão de estrangeiros, provocar mudanças políticas, realizar retaliação e vingança, ganhar projecção local ou global, construir uma imagem de poder, angariar apoio do público, recrutar novos voluntários, preservar território, cultura ou religião, etc.”

www.cerebromente.org.br/n13/terrorist8.html

Nos conflitos terroristas, a moral assume um papel preponderante na mente dos terroristas que consideram os seus valores fundamentalistas como correctos.

Segundo o seu ponto de vista egocêntrico apenas os seus valores são correctos e todos os outros devem respeitá-los, mesmo que para que os mesmos sejam impostos, seja necessário o recurso à violência.

Imagem 2- Atentado Terrorista

Como tal, o terrorista encontra na desobediência civil um meio para atingir os seus fins. As organizações terroristas irão, portanto, “desafiar” os governos através de atentados (bombistas suicidas, explosões) de modo a fazê-los ceder ao seu objectivo ou ainda por vingança, uma vez que uma elevada percentagem de atentados terroristas se baseiam em vinganças e ajustes de conta, especialmente entre os Estados Unidos da América e os países árabes e palestinianos (Iraque, Palestina, etc.)

Origem/Surgimento do terrorismo

O terrorismo, ao contrário de muitos outros temas,  não tem um momento preciso de surgimento histórico. Aliás podemos considerar que o terrorismo se iniciou aquando da origem do Estado, e das sociedades politicamente organizadas, contudo injustas. Desde sempre, quer consideremos uma origem natural ou contratualista para o origem do estado, que as minorias se sentiam revoltadas por não fazerem valer os seus direitos, mesmo abdicando da sua liberdade tal como todos os outros cidadãos.

Mas quando será que o terrorismo surgiu mais vincado na História da humanidade?

 A palavra “Terrorismo” passou a ser mais largamente empregada na história a partir de 1793, na França de Robespierre. Até o inventor da guilhotina, um cidadão francês de sobrenome Guilhotan, teve sua cabeça ceifada por esse instrumento no período que se denominou de “terror”.

Imagem 3 – Guilhotina

Outro exemplo foi, no final do século XIX, o assassinato do Czar da Rússia Alexandre II, em 1891,  que se autodenominava de “Vontade do Povo”. Os livros de história geral dão como certo que o início e o estopim da I Guerra Mundial foi o assassinato do Arquiduque Francisco Fernando,  perpetrado pelo estudante.

Imagem 4 – Arquiduque Francisco Fernando

Gavrilo Prinzip, integrante do grupo que se intitulava “Mão Negra”, de origem sérvia.

Poderemos então reconhecer o terrorismo na origem de conflitos baseados no sentimento de injustiça. É esta portanto a principal catalisadora do “terror”. É devido ao medo, à aflição, à insegurança que as pessoas se manifestam, tendo como objectivo a sua própria preservação.

Causas e consequências do Terrorismo

Texto 2:

“De onde vem este ódio? Não se trata de uma guerra do Leste contra o Oeste, ou do Islão contra o Cristianismo. A extrema pobreza é o lar onde nascem todos os tipos de extremismos, (…). Todo o fundamentalismo é produzido pela miséria, pelo obscurantismo, pelo analfabetismo. O ódio é o fruto das contradições do nosso Mundo (…).”

Jean Ziegler, “Terrorismo e fome”, in AAVV, O Império em Guerra e o Mundo depois do 11 de Setembro, Campo de Letras, pp. 135

Segundo a análise cuidada do texto 2, poderemos elucidar-nos sobre alguns das principais causas iniciais do terrorismo. Reconhece-mos, então, a extrema pobreza como lar de todos os extremismos, ou seja, a revolta, o medo, a insegurança e a injustiça sentida pelas minorias irá levá-las a rebeliarem-se, de modo a atinigr os seus objectivos. O ódio será um sentimento dominante nestas pessoas que vêm na violência uma forma de fazer valer os seus principios, recém adquiridos, que funcionarão para eles como uma base cultural, normas ou leis morais que os ajudarão a terem um sentido de pertença, no sentido em que se identificarão com pessoas na mesma situações. Surgirão então extremismos baseados em ideias de revolta e vingança contra os que são, segundo estas pessoas, os principais causadores da sua situação desfavorável na vida.

Imagem 5 – Pobreza

Texto 3:

“Na raiz da guerra e em particular do terrorismo estão questões de que a comunidade internacional ainda não tratou: as injustiças sofridas, as legítimas aspirações dos povos, a pobreza abjecta, a intolerância e a exploração de milhares de pessoas desesperadas que não têm esperança de melhorar a sua vida”

Observador permanente da Santa Sé na ONU

Na actualidade, e ainda que  os problemas anteriormente referidos se continuem a manifestar, a  principal causa da difusão do terrorista  é o sistema capitalista, segregador, elitista que visa apenas à promoção dos mais ricos sobre os mais pobres, que serão considerados inferiores.  Diante disso, não resta outra opção que não a de causar impacto

para que o Estado/Governo  se lembre da existência dos excluídos da globalização mundial, o que levará à desobediência civil, ainda que seja possivel problematizar: Se o Estado não faz valer os direitos dos cidadãos que abdicaram da sua liberdade natural, deverão estes manter-lhes obediência?

Imagem 6 - Injustiça

Há também outras causas, como xenofobia e racismo (Ku-Klux Clan), desagrado com um governo (Brigadas Vermelhas), conflitos por território (OLP) e questões religiosas (Al-Qaeda). Quando os problemas políticos num país são grandes, e as forças nacionais não conseguem resolver, também é comum ver o terrorismo a agir como sistema militar.

Imagem 7 – Kun Klux Klan

Após o acontecimento de um acto terrorista, seja a explosão de uma bomba, morte de civis ou sequestros, a primeira consequência que a população sofre é pânico, incerteza e ainda um medo colectivo, que levarão a desajustamentos emocionais, incluindo stress pós trumático , depressão e aumento no consumo de substâncias. Entre desajustamento não se limita apenas às pessoas que experienciam directamente este tipo de acontecimentos. Entre os afectados incluem-se igualmente os familiares da vítimas e dos sobrevivente que bem como as pessoas que, na comunidade, são confrontadas com o perigo do terrorismo diariamente, através dos meios de comunicação social e, ainda, os técnicos que desenvolvem a sua intervenção durante este tipo de crises, Depois de um atentado,a longo prazo,  existe ainda  xenofobia contra a nacionalidade dos terroristas ( o que foi uma das grandes causas da invasão dos Estados Unidos ao Oriente Médio após os Atentados de 11 de Setembro – Ver atentados terroristas).

Mas isso não acontece só entre países: o grupo IRA, que procura alibertação política da Irlanda do Norte, possui um grande  preconceito contra os habitantes da Irlanda do Sul e vice-versa, mesmo ambos sendo do mesmo país.

Consequências maiores também podem acontecer, como o início de guerras.  Quando um acto terrorista ocorre, seja  num país desenvolvido como o Estados Unidos, ou num subdesenvolvido como o Iraque, as causas e as  consequências são sempre as mesmas, o que torna  o terrorismo  um acto de pânico universal.

Tipos de Terrorismo

O fenómeno do terrorismo pode assumir variadíssimas formas, consoante as condições em que os indivíduos se encontram. Podem-se portanto enumerar diferentes tipos de terrorismo.

Terrorismo Físico: Uso de violência, assassinato e tortura para impor seus interesses. Temos diversos exemplos deste tipo de terrorismo como a “Tortura do Sono”, bastante utilizada na ditadura de Salazar, em Portugal;

Terrorismo Psicológico: Indução do medo por meio da divulgação de notícias em benefício próprio. Reconhecem-se então os media (comunicação social) como principais difusores deste fenómeno;

Terrorismo Económico: Subjugar economicamente uma população por conveniência própria;

Bioterrorismo: Terrorismo associado ao uso de armas químicas (libertação ou disseminação intencional de agentes biológicos, vírus ou toxinas). Alguns agentes de bioterrorismo, tais como o vírus da varíola, podem ser transmitidos de pessoa para pessoa, enquanto outros, como o antraz, não podem. (Ver anexo sobre armas biológicas).

Imagem 8 - Bacilos de antraz (bastonetes púrpura), usados como arma biológica

Terrorismo Religioso: Associado ao fundamentalismo e extremismo de membros de diferentes religiões, desde o islamismo ao cristianismo e ao judaísmo);

Imagem 9 - Hora de oração Muçulmana

Terrorismo Nacionalista: Apresenta-se essencialmente como meio de uma dada identidade face à política integradora vigente num dado país.

Organizações/Grupos terroristas

Al-Qaeda é uma organização fundamentalista islâmica internacional, constituída por células colaborativas e independentes que visariam, supostamente, reduzir a influência não-islâmica sobre assuntos islâmicos. São atribuídos à Al-Qaeda diversos atentados a alvos civis ou militares na África, no Oriente Médio e na América do Norte, nomeadamente os ataques de 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque e em Washington, aos quais o governo norte-americano respondeu lançando a Guerra ao Terror.  O seu fundador, líder e principal colaborador seria Osama Bin Laden (Ver anexo sobre morte de Osama Bin Laden). A estrutura organizacional da Al-Qaeda e a ausência de dados precisos sobre o seu funcionamento são factores que dificultam estimativas sobre o número de membros que a compõem e a natureza de sua capacidade bélica.

Bandeira da Al-Qaeda

Imagem 10 – Bandeira da Al-Qaeda

A organização Euskadi Ta Askatasuna (Pátria Basca e Liberdade), criada em 1959, mais conhecida pela sigla ETA, é um grupo que pratica o terrorismo como meio de alcançar a independência da região do País Basco (Euskal Herria), de Espanha e França. A ETA possui ideologia separatista/independentista marxista-leninista e revolucionária. O seu símbolo é uma serpente enrolada num machado. Foi fundada por membros dissidentes do Partido Nacionalista Basco. Durante a ditadura franquista, contou com o apoio da população e o apoio internacional, por ser considerada uma organização anti-regime, mas foi enfraquecendo devido ao processo de democratização em 1977. O seu lema é Bietan jarrai, que significa seguir nas duas, ou seja, na luta política e militar.

Símbolo da ETA

Imagem 11 – Símbolo da ETA

O Exército Republicano Irlandês, mais conhecido como IRA (do inglês Irish Republican Army), é um grupo paramilitar católico e reintegralista, que pretende a separação da Irlanda do Norte do Reino Unido e reanexação à República da Irlanda. Outrora recorreu a métodos terroristas, principalmente ataques bombistas e emboscadas com armas de fogo, e tinha como alvos tradicionais protestantes, políticos unionistas e representantes do governo britânico. O IRA tem ligações com outros grupos nacionalistas irlandeses e um braço político: o partido nacionalista Sinn Fein ("Nós Próprios"). Ao longo de mais de duas décadas de luta armada, ocorreram mais de 3500 mortes.

Imagem 12– Bombistas suicidas

A principal razão pela qual o IRA lutava era a igualdade religiosa, visto que 75% da população norte-irlandesa era protestante e o pouco que restava, católica, o que fazia com que houvesse desigualdade e preconceito entre as religiões.

Atentados terroristas

Atentados no de 29 de Março de 2010 em Moscovo

Os atentados terroristas no Metropolitano de Moscovo de 2010 foram dois atentados à bomba causados por terroristas suicidas, alegadamente duas mulheres e que ocorreram na manhã de 29 de Março de 2010 no Metropolitano de Moscovo nas estações de Lubyanka e Park Kultury.

As primeiras notícias apontavam para a existência de 32 mortos nesse duplo atentado mas posteriormente esse número foi elevado para 37 mortos, de acordo com notícias oficiais, 25 das quais na estação Lubyanka.

Imagem 13 – Atentado de Moscovo

Aparentemente os atentados eram destinados a insultar os serviços de segurança, que tem sido defendida pelo presidente Vladimir Putin desde que assumiu o poder na Rússia.

Atentados de 7 de Julho de 2005 em Londres

Os atentados de 7 de Julho de 2005 em Londres, também conhecidos como atentados ao metro de Londres, referem-se a uma série de explosões que atingiram o sistema de transporte público da capital britânica, na manhã de quinta-feira, 7 de Julho de 2005.

Imagem 14- Atentado de Londres

No centro de Londres, houve quatro explosões em menos de uma hora, atingindo três metros um autocarro de dois andares. Ao final das operações de emergência, 52 mortes e cerca de 700 pessoas feridas foram confirmadas.

Atentados de 17 de Julho de 2009 em Jacarta

Os atentados em Jacarta em Julho de 2009 foram uma série de ataques que aconteceram em Jacarta, capital da Indonésia, em que foram atingidos dois hotéis de luxo da cidade, matando 11 pessoas e ferindo outras 50. Um dos hotéis teve a fachada destruída pelas bombas.

Eram cerca das 7h48m quando os hotéis Marriott e Ritz-Carlton em Jacarta foram atingidos por bombas, com cinco minutos de intervalo.  Causaram nove mortes, incluindo quatro cidadãos estrangeiros.Mais de 50 pessoas ficaram feridas em consequência das explosões. Ambas as explosões parecem ter sido causadas por bombistas-suicidas, que poderão ter entrado no hotel como hóspedes alguns dias antes, para não levantar suspeitas. Suspeita-se do grupo terrorista indonésio Jemaah Islamiyah como causador destes ataques.

Imagem 15 - Atentado de Jacarta(Hotel)

Atentados de 11 de Março de 2004 em Madrid

Os atentados de Quinta-feira, 11 de Março de 2004, também conhecidos como 11-M, foram uma série de ataques terroristas cometidos em quatro comboios da rede ferroviária de Madrid, capital da Espanha.

Trata-se do mais grave atentado cometido na Espanha até à actualidade, com 10 explosões quase simultâneas em quatro comboios. Mais tarde foram detonadas pela polícia duas bombas adicionais que não tinham explodido e foi desactivada uma terceira, que permitiu identificar os responsáveis.

 Imagem 16 – Atentado de Madrid

As bombas estavam no interior de mochilas carregadas com TNT (trinitrotolueno). Morreram 191 pessoas e mais de 1.700 ficaram feridas.  O governo espanhol inicialmente atribuiu o atentado à ETA.

Atentado de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque

Na manhã de 11 de Setembro de 2001, terroristas ligados ao grupo al-Qaeda fizeram embater dois Boeing 767 no World Trade Center, as Torres Gémeas, num ataque suicida coordenado.  O  World Trade Center ruiu perto das 17:00 do mesmo dia e os outros edifícios do complexo foram demolidos por terem as suas estruturas danificadas. Nesses dias tinham sido sequestrados 4 aviões comerciais de passageiros. Destes quatro, dois foram lançados contra as Torres Gémeas, e o terceiro caiu contra o Pentágono,

matando 130 funcionários do governo mais 67 passageiros do avião.  O quarto avião caiu em um campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia, matando todos os passageiros.A tragédia resultou em 2.993 mortos (incluindo os 19 terroristas) e aproximadamente 6.300 feridos.O ataque foi, alegadamente, liderado por Osama Bin Laden, líder da Al-Qaeda.

Imagem 17 - Atentado WTC

Problematização do conceito “Terrorismo”

Nesta última parte do trabalho pretendo elaborar questões no âmbito desta temática abordada no trabalho e responder às mesmas, da melhor forma que me for possível, baseando-me em temas actuais da nossa sociedade e partindo de exemplos verídicos.

Será a guerra uma forma justa de combater o terrorismo?

Imagem 18 – Soldado americano e criança

Texto 4:

“A teoria da Guerra Justa (…) tem duas componentes: uma teoria de fins e uma teoria de meios. A primeira, teoria jus ad bellum, define as condições em que é permitido recorrer à guerra, e a segunda, jus in bello, estabelece os limites da conduta permitida na guerra.

O elemento principal da Teoria jus ad bellum é a exigência de que a guerra ocorra por uma causa justa.

(…) A teoria jus in bello implica três requisitos: 1) o requisito da força miníma: a quantidade de violência utilizada em qualquer ocasião não deve exceder a necessária para alcançar o fim proposto. 2) O requisito da proporcionalidade: as más consequências esperadas de um acto de guerra não devem superar ou ser maiores do que as esperadas consequências boas. 3) O requisito da discriminação: só deve aplicar-se a força contra as pessoas que constituem legítimos objectivos de ataque.

(...) O terrorismo aspira a danar ou matar inocentes, pelo contrário, os actos legítimos de guerra, quando prejudicam inocentes, fazem-no não intencionalmente.”

Jeff McMahan, “Guerra e paz” , in Peter Singer (ed.), Compêndio de

Poderá a política antiterrorista, especialmente utilizada pelos EUA, e muitas vezes considerada como politicamente correcta, ser também ela um acto terrorista?

Imagem 19 - EUA

A política antiterrorista, muitas vezes tornada na Guerra Justa, defende que todas as Guerras devem ocorrer por uma causa justa e seguindo três requisitos diferentes: o requisito da força mínima, o requisito da proporcionalidade e o requisito da discriminação.

Após o 11 de Setembro de 2001, considerado o maior ataque terrorista na história dos Estados Unidos da América (ver “Ataques terroristas”), o medo, a revolta, a insegurança, dominaram o povo americano. Muitos sentiam-se injustiçados simplesmente por estarem no local errado à hora errada, enquanto que outros começaram instantaneamente a procurar vingança contra a Al-Qaeda, alegada organização responsável, e contra o seu  líder Osama Bin Laden.

Todas estas desconfianças foram fundamentadas por um vídeo em que o líder da Al-Qaeda festejava o Atentado às Torres Gémeas.

Acontece que logo após o 11 de Setembro, os EUA decidiram invadir o Iraque, em busca de Bin Laden.

Começou então uma busca incessante ao então considerado como o maior terrorista do Mundo e que, apesar das imensas notícias sobre as suas alegadas “mortes”, apenas recentemente esta foi mesmo confirmada por Barack Obama, presidente dos EUA, que orientou toda a investigação que culminou na morte de Bin Laden (ver anexo).

Segundo a opinião dos críticos, o objectivo das Forças Especiais Americanas seria não capturar o líder da Al-Qaeda vivo.

Imagem 20 – Soldado Americano no Iraque

Se for realmente provada que essa atitude de força não teve apenas por objectivo capturar, julgar e punir Bin Laden, se for o caso, mas sim, provocar violência, morte e dessa forma compensar a sociedade americana com milhares e milhares de civis mortos é uma forma macabra de recompensar.

Levantam-se então diferentes questões: Deveremos nós, enquanto pessoas civilizadas e pensantes que somos, procuram na vingança, uma forma de reconforto? Deveremos nós tolerar os actos inumanos dos outros e então “tolerar a intolerância”? Existe algo que possa justificar os actos grotescos da nossa própria espécie e a morte de milhões de pessoas? Que direito pode alguém possuir para tirar a vida aos seus semelhantes?

Como resposta às últimas questões, ainda que compreenda que as respostas não sejam consensuais pois partem da experiência de cada individuo e, muito possivelmente a minha proposta de resposta não seria coincidente com, por exemplo, todas as pessoas que ainda hoje sentem os remorsos e as consequências do 11 de Setembro  e de muitos outros atentados, eu penso que ninguém, independentemente da sua raça, religião, cor, poder ou capital, tem o poder de infligir sofrimento às restantes pessoas, mesmo que estas tenham sido responsáveis por actos inumanos contra os seus semelhantes.

Imagem 21 – Cenário após queda das Torres Gémeas

Do meu ponto de vista, cada um deve ser responsável pela sua própria auto-preservação, felicidade e segurança, desde que esta não interfira de forma negativa na vida do seu próximo. Caso o indivíduo, a nível pessoal, não tenha a capacidade de se proteger, então devem ser as instituições criadas para o efeito a agir, não de forma a condenar a vida do infractor, mas sim com o objectivo de reintegrá-lo na sociedade, mesmo que para isso tenham de passar a restante vida na cadeia. Devem ser as próprias instituições, por exemplo estabelecimentos prisionais, a educar e incutir valores universais (tal como a dignidade pela vida humana) nos criminosos.

Ainda que esta ideia possa ser considerada utópica e, mesmo muito possivelmente, a taxa de insucesso ser muito elevada, eu penso que continua a ser mais rentável tentar educar pessoas do que condenar “animais”.

Como tal, eu não considero que devamos ter acções vingativas, ainda que este instinto animal de vingança, desde sempre persiga o ser humano. Devemos procurar no diálogo uma forma de justiça e entendimento entre nações pois se provocarmos mais conflitos, posteriores a outros semelhantes, apenas atrairemos mais actos terroristas, o que se tornará num ciclo vicioso.  Penso que o meu ponto de vista faz algum sentido pois apenas as pessoas que sofrem tais crueldades, conseguem perceber verdadeiramente o horror que é vivenciar estes actos e, por isso, devem ser as primeiras a prevenir os outros de tais actos, e não procurar o sofrimento de tantos outros inocentes que, tais como eles sofreram as consequências das acções dos poderosos e que, por isso, perderam os seus familiares e amigos.

Imagem 22 - Homem que chora a morte

Eu acho que, em honra de todos aqueles que estavam simplesmente na hora errada e no local errado e que devido a isso viram todos os seus sonhos desvanecerem-se, o Mundo deveriam unir-se, não contra um inimigo individual, mas sim contra um inimigo comum, que são os defeitos de cada um deles, responsáveis por todas as mortes dos inocentes.

Poderá o terrorismo dificultar as relações entre países?

Do meu ponto de vista, o terrorismo irá dificultar as relações entre países pois irá gerar e promover um sentimento de revolta entre os mesmos, pois irão começara a justificar os problemas e as carências da população com os atentados terroristas, o que moldará também a mentalidade das pessoas, aumentando o racismo, a xenofobia e a discriminação a qualquer um que seja semelhante aos supostos terroristas.

Outro dos problemas é que devido ao imenso historial terrorista entre países, a neutralidade e autonomia psicológica tornar-se extremamente difícil, o que levará uma vez mais à revolta.

Como tal, penso que o diálogo, como valor universal que pretende promover o bem de toda a população mundial, irá ter um papel preponderante na resolução de conflitos, uma vez que vai apelar à pacificidade dos confrontos e às estratégias planeadas de melhoramento de um pais, que levará ao seu desenvolvimento.

Com o desenvolvimento do país, a pobreza, a miséria, a injustiça, e o sofrimento irão diminuir, fazendo com que a revolta e o sentimento se culpa da população diminua e se esqueça, de vez, todos os ressentimentos que estão na origem deste problema actual, o terrorismo.

Imagem 23 - Terroristas

“Depois falamos que os terroristas eram maldosos, facínoras, fanáticos, violentos... Amarelos, escuros, islâmicos, comunistas, hispânicos... Você é terrorista. Por que não?”

Anexos

Morte de Bin Laden

O chefe da al-Qaeda, Osama bin Laden, foi morto no Paquistão por forças especiais norte-americanas. Os EUA revelaram que a missão foi delineada para matar o inimigo público número 1 da América e confirmaram, através de análises ao ADN, a identidade da vítima. "Este é um grande dia para a América", disse Barack Obama, esta segunda-feira, na Casa Branca. O Conselho de Segurança das Nações Unidas diz que este foi "desenvolvimento crucial" na luta contra o terrorismo.

Imagem 24 – Bin Laden

Os EUA confirmaram já, após análises ao ADN do corpo e à comparação com ADN de uma irmã que morreu em Boston, nos Estados Unidos, há alguns anos, que Osama bin Laden está morto. O fundador da al Qaeda foi morto durante uma operação militar, na madrugada de segunda-feira, no Paquistão, concebida com a intenção exclusiva de o liquidar.

A residência onde se encontrava bin Laden situa-se a apenas algumas centenas de metros de uma academia militar paquistanesa, o que suscita algumas dúvidas sobre o nível de conhecimento que os militares do Paquistão tinham relativamente à sua localização.

Bioterrorismo

Imagem 25 - Carta, enviada por terroristas islâmicos, contendo esporos de carbúnculo (antraz)

Durante muitos séculos, o envenenamento e a propagação deliberada de doenças têm sido objectos de repúdio público; estão proibidos em várias culturas, religiões e tradições militares.

Apesar dessas normas amplamente reconhecidas, por muitas razões é conveniente aumentar a vigilância. Os avanços nas ciências biológicas, a maior difusão dos conhecimentos neste âmbito, o uso de antrax para implantar o terror em 2001, justificam a preocupação de que as restrições impostas há bastante tempo acerca do uso de armas biológicas sejam ignoradas ou menosprezadas. Além de tudo, vários informes confirmam que alguns Estados continuam desenvolvendo clandestinamente programas de armas biológicas ofensivas.

O CICV considera que o uso de agentes biológicos com o objectivo de causar doenças, provocar a morte ou implantar o terror, são actos repulsivos. Esses actos devem ser condenados universalmente e estão proibidos pelo Protocolo de Genebra de 1925 e pela Convenção de 1972 sobre armas biológicas. Essa Convenção proíbe, também, o desenvolvimento, a produção, o armazenamento e a transferência de armas biológicas.

Conclusão

Com este trabalho aumentei o meu nível de conhecimento sobre este tema que é já considerado como um dos maiores do presente século e que mais problemas, medo e insegurança traz à população mundial.

Espero que todos os leitores deste trabalho possam disfrutar dele tanto quanto possível.

Bibliografia

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Osama_bin_Laden

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bioterrorismo

http://umterrorismoideal.wordpress.com/2007/09/02/causas-e-conseuquencias- do-terrorismo/

http://www.espacoacademico.com.br/051/51carvalho.htm

http://noticias.universia.pt/mobilidade- academica/noticia/2006/04/07/216246/consequncias-psicologicas-dos- atentados-terroristas.html

http://komunista13.blogspot.com/2006/09/causas-do-terrorismo.html

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Euskadi_Ta_Askatasuna

http://patriciaforte.blogspot.com/2010/09/11-de-setembro-world-trade- center.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Atentados_de_11_de_mar%C3% A7o_de_2004_em_Madrid

http://pt.wikipedia.org/wiki/Atentados_em_Jacarta_em_julho_de_2009

http://pt.wikipedia.org/wiki/Atentados_de_7_de_julho_de_2005_em_Londres

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1842025



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