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Sydney Pamplona

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Escola Estadual Cidadã Integral Técnica Prefeito Oswaldo Pessoa

Radiação

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Resumo do trabalho

Trabalho acadêmico sobre o tema 'Radiação' realizado para a disciplina de Química do 2º ano do Ensino Médio...


Radiação

Trabalho apresentado no curso técnico em Manutenção e Suporte em Informática integrada a educação profissional na Escola Estadual de Ensino Médio e Educação Profissional Prefeito Oswaldo Pessoa como requisito básico para a conclusão bimestral na matéria de química.

Orientador(a): Wellington Cardoso

INTRODUÇÃO

A radioatividade é um termo químico que causa muita desconfiança e pavor em muitas pessoas, isso se deve ao que ela ocasionou em certas situações como por exemplo os diversos acidentes nucleares, sendo o mais conhecido o de Chernobyl. Porém, este não é um fenômeno ruim, também pelo fato de suas diversas aplicações em nosso dia a dia que possibilitaram entre outras coisas o avanço de tratamentos como o da radioterapia.

DESENVOLVIMENTO

Quase todos já ouviram falar sobre a descoberta da radioatividade, que é um fenômeno pelo qual os núcleos atômicos sofrem transformações e emitem radiações, podendo, nesse processo, formar novos elementos químicos. Costuma-se dizer que esse fenômeno foi descoberto, acidentalmente, por Henri Becquerel, em 1896. Tudo aconteceu porque Becquerel guardou, em uma gaveta, um composto de urânio acompanhado de uma chapa fotográfica, havendo depois revelado a chapa e notado nela os sinais da radiação.

DESCOBERTA DA RADIAÇÃO (RADIOATIVIDADE)

Antoine Henri Becquerel

Antoine Henri Becquerel (1852-1908)

As descobertas de Becquerel só foram possíveis graças aos estudos anteriores sobre os raios-X, pelo físico Alemão Wilhelm Konrad Röntgen (1845 – 1923). A descoberta de Röntgen levou a Becquerel, no início do ano de 1896, a testar a hipótese de que as substâncias fosforescentes (substâncias que emitem luz visível depois de absorver energia de outra fonte, mas que, ao contrário das substâncias fluorescentes, continuam emitindo luz por algum tempo, mesmo depois que a fonte de energia é desligada) e fluorescentes também emitiriam raios-X.

Ele fez isso deixando ao sol amostras de um minério de urânio, o sulfato duplo de potássio e a uranila dihidratada. Em seguida, ele colocou essas amostras em contato com um filme fotográfico envolvido por um invólucro preto para ver se elas impressionavam o filme e, assim, emitiam raios-X. No entanto, começou um tempo de chuva em Paris e Becquerel teve que guardar as suas amostras em uma gaveta escura com alguns filmes virgens protegidos com um papel preto.

Veja um trecho do relatório que Becquerel fez à Academia de Ciências da França:

“Como o sol não voltou a aparecer durante vários dias, revelei as chapas fotográficas a 1º de março, na expectativa de encontrar imagens muito deficientes. Ocorreu o oposto: as silhuetas apareceram com grande nitidez. Pensei imediatamente que a ação poderia ocorrer no escuro.”

Becquerel também descobriu que essa radiação que o urânio emitia também ionizava gases, transformando-os em condutores. Entrou então em cena o casal Pierre Curie (1859-1906) e Marie Curie (1867-1934). Juntamente a eles, Becquerel descobriu que a propriedade que ele viu era pertencente ao urânio, pois todos os minérios de urânio emitiam os raios que impressionavam o filme. Marie Curie batizou essa propriedade de o urânio emitir raios de radioatividade.

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Da direita para esquerda: Marie e Pierre Curie juntos de Henri Becquerel

Os trabalhos do casal Curie tiveram crucial importância na mudança de rumo que tomaria a radioatividade. Em abril de 1898, Marie Curie constatou que havia algum componente mais ativo que o urânio em seus minerais naturais. Esse casal trabalhou durante três anos exaustivamente, usaram 1400 litros de um minério de urânio chamado pechblenda ou uranita (UO2) e, em 1902, isolaram átomos de dois elementos químicos radioativos que não eram conhecidos na época. O primeiro, eles chamaram de rádio, pois ele era 2 milhões de vezes mais radioativo que o urânio; o segundo, eles chamaram de polônio, em homenagem à Polônia, terra natal de Madame Curie.

Em 1903, Marie Curie, Pierre Curie e Antoine Henri Becquerel dividiram o Prêmio Nobel de Física pelos seus trabalhos com radioatividade.

Anos mais tarde, o físico neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937) realizou um experimento, que identificou a natureza da radioatividade, mostrando que ela se originava do núcleo. Ernest Rutherford recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1908 pelos estudos da desintegração de elementos e a química das substâncias radioativas.

A EXPLICAÇÃO DA RADIOATIVIDADE

Um elemento químico radioativo é aquele que é capaz de emitir radiações fortes a ponto de, por exemplo, produzir a fluorescência. O fenômeno de emissão ocorre quando o átomo se encontra com excesso de partículas e/ou cargas precisando assim liberar energia na forma de radiação para se estabilizar. A radioatividade pode ser espontânea ou induzida, a primeira é um processo natural e que ocorre em elementos e seus isótopos encontrados naturalmente, já o segundo caso se trata de um processo artificial provocado por transformações nucleares, geralmente em reatores. As partículas emitidas por um elemento radioativo podem ser de três tipos: Alfa (α), Beta (β) e Gama (γ).

Partícula alfa (α): são partículas positivas constituídas por dois prótons e dois nêutrons; não possui um alto poder de penetração. Esta partícula pode ser também chamada de núcleo de Hélio (He) por ter a mesma quantidade de prótons e nêutrons deste gás nobre.

Partícula beta (β): são partículas negativas constituídas por um elétron. Quando há excesso de carga negativa é liberada uma partícula beta negativa e quando há excesso de cargas positivas é liberado um pósitron ou partícula beta positiva. Seu poder penetrante é maior que o da alfa e menor que o da gama.

Partícula gama (γ): é emitida quando mesmo após a emissão da alfa e beta ainda existam cargas a serem estabilizadas no núcleo atômico, sendo esse excesso liberado em forma de ondas eletromagnéticas. Este tipo de partícula pode atingir as nossas células sendo utilizada para esterilização de equipamentos médicos por exemplo. Sua capacidade de penetração é, portanto, maior do que todas as outras formas de partículas. Esta radiação é de natureza eletromagnética e portanto, não precisa de um meio material para se propagar. Alguns tratamentos para o câncer como a teleterapia utilizam este tipo de radiação e tem como efeito a diminuição da replicação das células malignas.

PROJETO MANHATTAN

O Projeto Manhattan foi o projeto desenvolvido pelos Estados Unidos da América com a finalidade de construir as primeiras bombas atômicas da história. Em 1939, vários cientistas norte-americanos, muitos deles refugiados de regimes fascistas na Europa, começaram a tomar medidas, para explorar o processo de fissão nuclear (reação física que permitiria a explosão de uma bomba atômica), criando os primeiros Reatores Nucleares de Fissão. Sendo isso algo que acabou futuramente sendo reconhecido para fins militares.

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Usinas Nucleares de Angra dos Reis

O Reator Nuclear de Fissão é um equipamento utilizado nas usinas termonucleares para geração de energia elétrica. Nesse equipamento ocorre a fissão do Urânio 235 (podendo ser também o Urânio 233 ou plutônio 239), que é um processo no qual, um nêutron é lançado em direção ao átomo de Urânio e ao se chocar, divide o átomo em dois novos átomos liberando dois ou três neutros do núcleo, produzindo uma imensa quantidade de energia em forma de calor.

O Projeto Manhattan nasceu de uma preocupação levantada pelo físico nuclear Leo Szilard, em agosto de 1939. Esse cientista húngaro convenceu outro cientista, Albert Einstein a assinar, em conjunto, uma carta endereçada ao presidente americano de então, Franklin Roosevelt. Nessa carta, Szilard alertava o presidente sobre a possibilidade de a Alemanha nazista construir armas nucleares, já que foram cientistas desse país, notadamente Otto Hahn, Fritz Strassman e Lise Meitner, que fizeram a descoberta da fissão nuclear.

Iniciada a Segunda Guerra Mundial, por iniciativa nazista, em setembro do mesmo ano, Roosevelt cuidou em acolher o alerta de Szilard e, junto a outros políticos dos EUA, militares e cientistas, decidiu pelo desenvolvimento do Projeto Manhattan. A liderança do projeto então foi confiada a duas personagens de destaque: o físico americano Robert Oppenheimer e o general Leslie Groves.

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Leslie Groves (a esquerda) e Robert Oppenheimer trabalhando no Projeto Manhattan.

O objetivo mais patente era se antecipar à provável bomba atômica alemã. Szilard e outros cientistas acreditavam que se os EUA se dispusessem de um artefato como esse, antes dos países inimigos, não apenas a Segunda Guerra teria fim, mas outra guerra da mesma magnitude não seria possível, dada a possibilidade de autodestruição da humanidade como um todo.

Com os recursos materiais e humanos aplicados ao Projeto Manhattan, os Estados Unidos conseguiram construir o primeiro reator nuclear da história, concluído em 1942, no Met Lab, em Chicago. Além dessa sede em Chicago, o projeto ainda contou com mais três: a Oak Ridge, no Tennessee, onda era feita a separação de urânio-235 do urânio 238, a de Hanford, no estado de Washington, onde se produzia plutônio, e a já citada base de Los Alamos, onde se projetava e construía as bombas.

trinity

Trinity, a primeira bomba testada ocupava galpões.

Little Boy, Fat Man

Little Boy (acima) e Fat Man, as duas bombas utilizadas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki.

O primeiro resultado do projeto foi a bomba Trinity, marcando a nova Era Atômica, que foi detonada em 16 de julho de 1945, no deserto de Los Alamos. A explosão teve a potência de 20 quilotons, isto é, 20 quilotoneladas de TNT (trinitrotolueno), dinamite convencional. Em 6 e 9 de agosto de 1945, outras duas bombas do Projeto Manhattan foram lançadas pelo avião bombardeiro B-29, Enola Gay, sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Respectivamente, os nomes dados às bombas lançadas foram Little Boy e Fat Man – sendo a primeira com conteúdo de urânio e a segundo, polônio. Milhares morreram nos anos posteriores ao ataque devido a radiações e doenças causadas pela radiação. Vitimando mais de 240 mil pessoas e terminando a Segunda Guerra. Little Boy tinha potência de 16 quilotons e Fat Man 25 quilotons.

ACIDENTES RADIOATIVOS

A energia nuclear corresponde hoje a 17% da geração de energia elétrica mundial. Apesar de não gerar os gases do efeito estufa, o perigo se encontra nos resíduos de alta radioatividade e na possibilidade de acidente nas usinas, que podem ser devastadores. Confira os principais casos de desastres da história:

1º Chernobyl, 26 de abril de 1986

O reator número 4 da usina soviética de Chernobyl, na Ucrânia, explodiu durante um teste de segurança, causando a maior catástrofe nuclear civil da história e deixando mais de 25 mil mortos, segundo estimativas oficiais. O acidente recebeu a classificação de nível máxima, 7. O combustível nuclear queimou durante 10 dias, jogando na atmosfera radionuclídeos de uma intensidade equivalente a mais de 200 bombas atômicas iguais à que caiu em Hiroshima. Três quartos da Europa foram contaminados.

2º EUA, 28 de março de 1979

Em Three Mile Island (Pensilvânia), uma falha humana impediu o resfriamento normal de um reator, cujo centro começou a derreter. Os dejetos radioativos provocaram uma enorme contaminação no interior do recinto de confinamento, destruindo 70% do núcleo do reator. Um dia depois do acidente, um grupo de ecologistas mediu a radioatividade em volta da usina. Sua intensidade era oito vezes maior que a letal. Cerca de 140 mil pessoas foram evacuadas das proximidades do local. O acidente foi classificado no nível 5 da escala internacional de eventos nucleares (INES), que vai de 0 a 7.

3º Japão, 12 de março de 2011

O terremoto de 9 pontos da Escala Richter que atingiu o Japão em 11 de março, causou estragos na usina nuclear Daiichi, em Fukushima, cerca de 250 quilômetros ao norte de Tóquio. Explosões em três dos seis reatores da usina deixaram escapar radiação em níveis que se aproximam do preocupante, segundo as autoridades japonesas. O acidente foi classificado no nível 5 da escala internacional de eventos nucleares (INES) pelas autoridades japonesas.

4º EUA, agosto de 1979

Um vazamento de urânio em uma instalação nuclear secreta perto de Erwin (Tennessee) contaminou cerca de mil pessoas.

5º Brasil, setembro de 1987

O acidente radioativo de nível 5 segundo a INES aconteceu em Goiânia, quando dois catadores de papel encontraram um aparelho de radioterapia e o levaram para um ferro-velho. Após desmontarem o aparelho, os homens encontraram uma cápsula de chumbo, com cloreto de césio em seu interior. A coloração brilhante impressionou a todos, levando o “pó branco” a ser distribuído entre as pessoas da região. O incidente com Césio-137 matou onze pessoas e mais de 600 foram contaminadas.

6º Japão, janeiro-março de 1981

Quatro vazamentos radioativos na usina nuclear de Tsuruga, uma cidade na província de Fukui, a 300 quilômetros de Tóquio, deixaram 278 pessoas contaminadas por radiação.

7º Rússia, abril de 1993

Uma explosão na usina de reprocessamento de combustível irradiado em Tomsk-7, cidade secreta da Sibéria Ocidental, provocou a formação de uma nuvem e a projeção de matérias radioativas. O número de vítimas é desconhecido. A cidade, hoje chamada de Seversk, é fechada e só pode ser visitada a convite. Possui diversos reatores nucleares e indústrias químicas para separação, enriquecimento e reprocessamento de urânio e plutônio.

8º Japão, março de 1997

A usina experimental de reprocessamento de Tokai (nordeste de Tóquio) foi parcialmente paralisada depois de um incêndio e de uma explosão que contaminou 37 pessoas, em um acidente ocorrido no dia 11 de março de 1997.

9º Japão, 9 de agosto de 2004

Na usina nuclear de Mihama, a 320 quilômetros a oeste de Tóquio, um vapor não radioativo vazou por um encanamento que se rompeu em seguida, ao que parece, por uma grande corrosão, provocando a morte de cinco funcionários por queimaduras.

10º França, 23 de julho de 2008

Durante uma operação de manutenção realizada em um dos reatores da usina nuclear de Tricastin, no sul da França, substâncias radioativas vazaram, contaminando muito levemente uma centena de empregados. Segundo autoridades francesas, as substâncias chegaram a atingir dois rios próximos ao local. Autoridades chegaram a proibir o consumo de água e a prática de pesca e esportes nos rios

APLICAÇÃO E USO DA RADIOATIVIDADE

Medicina:

Vários isótopos radioativos são usados na medicina. Um exemplo é quando vamos fazer uma cintilografia com o intuito de verificar as condições de nossos órgãos internos, e introduzimos no organismo uma pequena quantidade de material radioativo. Os isótopos que apresentam essa característica são denominados radiotraçadores, eles possuem a propriedade de se acumularem em um determinado órgão. Assim, o radiologista poderá determinar o nível e a localização das radiações emitidas pelos isótopos após o paciente receber uma dose de material radioativo. As radiações betas (β) ou gama (γ) incidem sobre filmes fotográficos, e refletem imagens do órgão que se pretende estudar.

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No tratamento de tumores e diversas doenças da pele e dos tecidos em geral, como por exemplo, o tratamento do câncer através da radioterapia, alterações genéticas, esterilização de materiais médicos, aparelhos médicos como o raios-X, etc.

Também é utilizada no mapeamento de órgãos (Medicina nuclear).

Agricultura e alimentação:

Empregam-se elementos radioativos traçadores para estudar os fertilizantes e o metabolismo dos minerais nas plantas, usam-se fertilizantes marcados com Fósforo-32 para medir a quantidade de fosfato existente no solo e o consumo de fósforo pelas plantas. As radiações têm, ainda, sua utilidade na luta contra os insetos. O método usado é o da esterilização dos machos, e consiste no seguinte: insetos são criados em massa e, antes que cheguem à maturidade, são esterilizados por meio de radiação controlada. Em seguida são libertados na região infestada. O acasalamento improdutivo dos machos com as fêmeas que estavam em liberdade acaba por levar a extinção da espécie. Esta técnica foi empregada para acabar com as moscas das frutas, que danificavam laranjas e outros frutos.

Para a determinação de idade e formação e modificação de elementos geológicos como rochas, cristalização, idade de fósseis e formação de petróleo a utilização de radioisótopos é eficaz na datação, os principais isótopos utilizados em geocronologia e paleontologia são: Urânio-238, Tório-232, Rubídio-87, Carbono-14 e Potássio-40.

Indústria:

É utilizada no controle de produção, no controle do desgaste de materiais, na determinação de vazamentos em canalizações e oleodutos, em radiografias de tubos, lajes, entre outros, para detectar trincas, falhas ou corrosões, etc.

Química:

Em traçadores para análise de reações químicas e bioquímicas em eletrônica, ciência espacial, geologia, medicina, etc.

Geologia e arqueologia:

Detecção de rochas e fósseis, principalmente pelo Carbono-14 (radiocarbono).

ELEMENTOS TRANSURÂNICOS

Como o próprio nome diz, os elementos transurânicos são aqueles que possuem o número atômico superior ao número atômico do urânio, isto é, maior que 92 e, que, portanto, não podem ser encontrados na natureza. Eles vêm após o Urânio na Tabela Periódica. A obtenção e a descoberta desses elementos em laboratório se devem às experiências realizadas com o bombardeamento com partículas de núcleos atômicos estáveis, de elementos que não são naturalmente radioativos. Assim, eles sofrem transmutação e se transformam em outros elementos.

As primeiras tentativas de produção de elementos além do urânio foram feitas por Fermi, Segrè e colaboradores em 1934, baseando-se nos trabalhos de Irene Curie e Frederic Joliot sobre a radioatividade artificial por meio do bombardeamento de núcleos.

No entanto, apenas em 1940 é que isso foi realizado pela primeira vez, por Edwin McMillan e Philip Abelson. Eles bombardearam o núcleo do urânio-238 com um feixe de nêutrons; e o resultado foi a obtenção do primeiro elemento transurânico, o netúnio (Np), com número atômico 93:

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Nesse caso, os nêutrons não possuem carga, portanto seu bombardeamento ocorre com maior facilidade, não sofrendo repulsão por parte do núcleo, que é carregado positivamente. No entanto, como as pesquisas para obtenção de elementos transurânicos foram se aprofundando, outras partículas (como as partículas alfas, os dêuterons e os prótons) passaram a ser usados como projéteis nesses bombardeamentos. Mas como elas possuem carga positiva, é necessário o uso de um acelerador de partícula, que aumenta as suas velocidades a fim de romper as forças de repulsão com o núcleo.

Assim, com o auxílio dos aceleradores de partículas, possibilitou-se a produção de vários elementos artificiais com números atômicos mais elevados. No mesmo ano de 1940 foi produzido outro elemento transurânico, o plutônio (Pu), com número atômico 94, conforme as reações a seguir:

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A seguir, temos os nomes de quase todos os elementos transurânicos descobertos até o momento. Os que possuem número atômico maior que o férmio (Z= 100) são chamados de elementos transférmicos.

0140Observe que a maioria desses elementos recebeu um nome em homenagem a algum cientista. No entanto, atualmente, a IUPAC definiu algumas regras para os nomes dos elementos que forem descobertos. Por exemplo, um elemento com número químico igual a 113 será chamado de ununtrium e um elemento com número atômico igual a 115 será ununpentil.

Infelizmente, os núcleos atômicos desses elementos são muito instáveis e, por isso, eles são gerados em pequenas quantidades e rapidamente ocorre o seu decaimento. Além disso, com o aumento do número atômico, o tempo de meia-vida desses elementos diminui, tornando difícil a sua caracterização e a determinação de suas propriedades físicas e químicas.

Um cientista que se destacou nesse campo foi Glenn Seaborg, que chefiou a seção que trabalhava com elementos transurânicos dentro do Projeto Manhattan (responsável pelo desenvolvimento da bomba atômica). Foi ele quem isolou e descobriu o plutônio, em parceria com Edwin McMillan, Joseph Kennedy e Arthur Wahl.

Depois, ele também descobriu mais quatro elementos transurânicos e, ainda, esteve envolvido na descoberta de mais cinco. Glenn Seaborg, em 1944, propôs a hipótese de que os elementos de número atômico acima do actínio (Z = 89) formavam uma nova série semelhante aos lantanídeos. Isso permitiu a explicação das propriedades químicas tanto de elementos já identificados quanto dos ainda não identificados. Assim, em 1945, ele publicou a primeira Tabela Periódica que continha os novos elementos descobertos.

CONCLUSÃO

Apesar de a energia nuclear não emitir gases que auxiliam no efeito estufa, o qual é um dos principais males da sociedade moderna, muito se especula em relação ao seu uso nas nações ao redor do globo, justamente por ser uma energia extremamente perigosa de se lidar, com altos níveis de radiação prejudiciais a não só a vida humana, mas dos animais, e da natureza ao redor das grandes usinas nucleares. Em meio a tantos incidentes, grandes potências como os Estados Unidos não abrem mão dessa tecnologia, pois tem grande capacidade destrutiva e logo é capaz de ser usada de maneira ofensiva, militarmente. O uso da tecnologia nuclear de maneira militar causa danos quase irreversíveis até um certo período no local de impacto. A possibilidade de explodir uma guerra nessa Era Atômica poderia levar a raça humana chegar a um estado crítico. Devido a fácil dispersão de material radioativo, contaminando todos em milhares de quilômetros. Porém ainda há o lado bom da radioatividade, que é usando para benefícios nos campos da ciência, química e medicina.

REFERÊNCIAS

FISICA MODERNA. A Descoberta da Radioatividade. Disponível em: <https://www.if.ufrgs.br/tex/fis142/fismod/mod06/m_s02.html>. Acesso em: 04/09/17.

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FERNANDES, Cláudio. O Que foi o Projeto Manhattan?. Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-foi-projeto-manhattan.htm>. Acesso em: 10/09/17.

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Autores

SYDNEY LOPES PAMPLONA, LUCAS DOS SANTOS ALVES



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