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Trabalho de Introdução à Economia (10º ano) sobre as empresas (classificação, organização, meio envolvente, metas e desafios)...
Empresa, entidade jurídica que realiza actividades económicas nos sectores de serviços, distribuição ou produção. Essa entidade pode ser constituída por uma pessoa física, uma sociedade comercial, uma sociedade cooperativa, uma organização sem fins lucrativos ou uma organização estatal. A actividade da empresa se desenvolve através de um ou mais estabelecimentos, unidades de produção, distribuição ou prestação de serviços.
Deve-se distinguir entre públicas e privadas; as públicas pertencem ao sector público (administração central ou local), enquanto as privadas pertencem a indivíduos particulares e podem vender suas acções em bolsa. Existem diferentes tipos de empresas que, em função do grau de responsabilidade dos sócios ou accionistas, recebem diferentes nomes.
Empresa é um tipo específico de organização que se caracteriza pelo facto do seu fim último ser a maximização dos seus lucros; em última análise, numa empresa todos os restantes objectivos são na verdade meios utilizados para maximizar os lucros. No caso de uma empresa pública, o fim último poderá ser ligeiramente diferente e estar mais associado a objectivos de rendibilidade social.
As empresas podem ser classificadas de diversas formas sendo as mais comuns a sua forma jurídica, a propriedade do seu capital, a sua dimensão e ainda o sector a que pertence.
Classificação quanto à forma jurídica: dependendo dos países, as formas jurídicas de empresas mais comuns são as seguintes:
Classificação quanto à propriedade do seu capital: a distinção mais usual é entre empresas públicas e empresas privadas:
Classificação quanto à dimensão: a classificação das empresas quanto à sua dimensão difere de país para país mas está geralmente associada a grandezas como o volume de negócios ou o número de funcionários. No caso português é utilizada a classificação europeia:
Classificação quanto ao sector a que pertence: este tipo de classificação tem a ver com a actividade desenvolvida. A principal divisão é entre sector primário, sector secundário e sector terciário:
Existem alguns factores chaves quando é levada em consideração a organização de uma empresa, são eles: cultura, estratégia, recursos e habilidades, estrutura, sistema, pessoal (clientes internos) e a própria gestão. Sendo a cultura um processo dinâmico de toda a estrutura organizacional e um elemento que influencia todos os outros elementos da organização, torna-se, assim, necessário um esclarecimento sobre essa dimensão, uma vez que abordá-la implica termos uma idéia do conjunto que compõe a organização como um todo.
Segue algumas definições de cultura organizacional e a sua importância quando da definição da estratégia empresarial.
De acordo com Sérgio Alves, a cultura empresarial pode ser expressa da seguinte forma:
Um conjunto complexo de crenças, valores, pressupostos, símbolos, artefactos, conhecimentos e normas, frequentemente personificado em heróis, que é definido na empresa pelos sistemas de comunicação e pela utilização de mitos, estórias, rituais, além de processos de endoculturação.
Cultura Organizacional é o conjunto de valores, crenças, atitudes e normas compartilhadas que moldam o comportamento e as expectativas de cada membro da organização.
Considerando a cultura organizacional de um ponto de vista antropológico, Maria das Graças de Pinho Tavares apresenta a seguinte definição:
Um conjunto de soluções observáveis, discerníveis e identificáveis, relativas à sobrevivência, manutenção e crescimento de um grupo humano delimitado, que denominamos empresa. Esse conjunto de soluções é um aglomerado de aspectos ideacionais, comportamentais e materiais.
Embora o conceito de meio envolvente se apresente simples e claro na sua essência, é importante compreender que a forma como se apreende e se interioriza na empresa é crucial no processo de formulação da estratégia. O meio envolvente é complexo: abrange uma vasta gama de aspectos que se entrecruzam e que, de forma directa ou indirecta afectam as organizações.
A esta complexa teia de fenómenos correspondem leituras que podem ser feitas com diversas perspectivas ou privilegiando vertentes particulares, consoante o objectivo central pretendido. As propostas de segmentação deste todo indivisível que se encontram na literatura são várias e reflectem, por um lado, os objectivos dos estudos que lhes deram origem e, por outro, as experiências na prática de gestão empresarial.
Nesta última perspectiva e no que se refere à formulação das estratégias, a consideração do meio envolvente mediato e meio envolvente imediato são largamente consensuais e têm-se revelado úteis na prática.
Contudo, é importante reter dois pontos fundamentais: o primeiro é que as vertentes e variáveis relevantes não têm a mesma importância para todas as empresas ou organizações e o segundo, é que o esforço de apreensão do meio envolvente objectivo passa pela capacidade de obter informação, de a seleccionar, tratar e analisar para que o meio envolvente percebido tenha aderência à realidade e possa contribuir para a formulação de estratégias de sucesso.
No fundo, é importante lembrar que é o meio envolvente objectivo que selecciona as empresas que melhor se adaptam à mudança.
No início desta última década, quando Kotler afirmou que o marketing para o século XXI teria seu foco no cliente, alguns ainda desconfiaram da sua teoria, porém hoje isso já não é mais possível. Ao longo da década crises passaram, empresas quebraram, fusões aconteceram e no final de tudo as empresas que saíram fortalecidas foram aquelas que conseguiram estreitar o relacionamento com os seus clientes.
Uma empresa existe, em primeiro plano, para gerar lucro para os acionistas e esse lucro somente será gerado a partir da satisfação das necessidades dos clientes. Podemos então afirmar que, no fundo, as empresas existem para satisfazer as necessidades dos seus clientes, isso é o que chamo de Princípio Básico. Mas por que será que, ainda hoje, essa máxima não faz parte da cultura de muitas empresas?
Algumas simplesmente não conseguem tirar a lucratividade do foco e, em dado momento, quando já acham que fizeram de tudo para obter o tão esperado aumento do lucro, passam a sacrificar o cliente, seja através da qualidade do produto ou serviço oferecido ou através da venda a qualquer custo, sem se importar com a real necessidade do cliente. Mas será que realmente já fizeram de tudo para maximizar o lucro ou foram atingidos pela Síndrome da Cegueira Corporativa?
Muitos dirigentes de empresas imersos 24 horas dentro da sua realidade acabam, mais cedo ou mais tarde, sendo afetados por essa doença moderna. A Síndrome da Cegueira Corporativa faz com que esses profissionais parem de enxergar as soluções - que muitas vezes são óbvias para quem está de fora - para os seus desafios e passem a delegar a responsabilidade de manter o crescimento acelerado da empresa para outros níveis através de metas inalcançáveis.
Metas são boas e devem ser utilizadas em todos os níveis das empresas, do presidente ao pessoal da limpeza, porém devem estar ligadas à estratégia do negócio, interligadas entre si, quando necessário, e devem respeitar duas premissas, as Diretrizes das Metas.
1ª - Metas não podem ser fáceis demais a ponto de não provocar os funcionários a buscar o aperfeiçoamento e a inovação para atingí-las.
2ª - Metas não podem ser difíceis demais a ponto de desmotivar os funcionários por considerarem-nas inatingíveis.
Dar uma meta inalcançável para uma equipe de vendas, por exemplo, pode provocar não só a desmotivação até do melhor vendedor da empresa, como também pode provocar a adoção de uma metodologia errada de vendas que não reflita os valores da corporação, o famoso vender a qualquer custo. É importante ressaltar que, quando isso acontece, fica claro que as lideranças da empresa esqueceram o Princípio Básico: A empresa só existe para satisfazer as necessidades dos seus clientes.
A venda de qualquer produto ou serviço deve ser norteada pelo Princípio Básico. Deve estar claro que um vendedor existe, em primeiro lugar, para ajudar um cliente a comprar, a comprar algo que será bom para ele, algo que solucionará um problema que tenha. Para isso, esse mesmo vendedor deve ter em mente que atingir suas metas não será a causa, mas sim uma consequência do bom trabalho realizado, pois seus clientes estarão satisfeitos e, mais do que isso, estarão fidelizados.
Ter clientes satisfeitos e fiéis é a chave para o sucesso de toda e qualquer empresa. Produzir clientes que admirem a sua marca, clientes que confiem nos seus produtos e que sejam capazes de vender você pelo simples fato de terem orgulho de serem seus clientes, deve ser o objetivo de todos os funcionários da organização. Para esse objetivo ser atingido os desafios para a próxima década são grandes:
Conclui que as empresas também podem ser definidas de acordo com a respectiva titularidade do capital. Assim, mencionaremos as empresas privadas (cujo capital está nas mãos de particulares), as públicas (controladas pelo Estado), as mistas (o capital é partilhado por particulares e pelo Estado) e as empresas de autogestão (o capital é propriedade dos trabalhadores).
A gestão de empresas, no que lhe A gestão de empresas, no que lhe diz respeito, é uma ciência social que se dedica ao estudo da organização destas entidades, analisando a forma como são geridos os seus recursos, processos e os resultados das suas actividades.