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Ela Canta, Pobre Ceifeira (Análise do Poema) - NotaPositiva

O teu país

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Ana Raquel Martins

Escola

Escola Lajes do Pico

Ela Canta, Pobre Ceifeira (Análise do Poema)

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Resumo do trabalho

Análise do poema "Ela Canta, Pobre Ceifeira" de Fernando Pessoa, realizado no âmbito da disciplina de Português (12º ano)...


“Ela Canta Pobre Ceifeira”

.

Ela canta, pobre ceifeira

Julgando-se feliz talvez;

Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia

De alegre e anónima viuvez,

.

Ondula como um canto de ave

No ar limpo como um limiar,

E há curvas no enredo suave

Do som que ela tem a cantar.

.

Ouvi-la alegra e entristece,

Na sua voz à o campo e a lida,

E canta como se tivesse

Mais razões p'ra cantar que a vida.

.

Ah! canta, canta sem razão!

O que em mim sente  'stá pensando.

Derrama no meu coração

A tua incerta voz ondeando!

.

Ah, poder ser tu, sendo eu!

Ter a tua alegre inconsciência,

E a consciência disso! Ó céu!

Ó campo! Ó canção! A ciência

.

Pesa tanto e a vida é tão breve!

Entrai por mim dentro! Tornai

Minha alma a vossa sombra leve!

Depois, levando-me, passai!

.

Tema

Desejo de ser  inconsciente como a ceifeira , “Ah, poder ser tu, sendo eu!\Ter a tua alegre inconsciência,” ceifeira

Estrutura Interna do poema

Este poema divide-se em duas partes. Na primeira parte o sujeito lírico descreve a ceifeira e o seu canto. “Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia / De alegre e anónima viuvez” Na segunda parte, o sujeito lírico exprime a sua emoção em relação ao canto da ceifeira. “O que em mim sente  'stá pensando” “ Ter a tua alegre inconsciência” 0204

Estrutura Externa do poema

0205

A Ceifeira e o seu canto

0206

Ceifeira: 

  • “pobre” e duma “anónima viuvez”
  • Julga-se “feliz”
  • Símbolo de harmonia, inconsciência e tranquilidade.
  • Canta
  • incerta voz
  • Alegre inconsciência
“ E canta como se tivesse / Mais razões para cantar que a vida”.

O Canto:

  • Era suave, “ondula como um canto de ave”( a voz)
  • “Alegre” porque talvez ela se julgasse feliz, mas ela era “pobre” e a sua voz “cheia de anónima viuvez”.
  • Inconsciente -a ceifeira canta “como se tivesse… razões para cantar”. Não as tem.
  • Encanta e prende o poeta

Desejos e estado de espírito do sujeito Poético

  • Deseja ser ela
  • Desejava a inconsciência da ceifeira por ser (para ela) a única causa da sua alegria.
  • O poeta é incapaz de permanecer ao nível das sensações, transforma-as de imediato em ideias

Dor de pensar

  • O poeta sente a “dor de pensar” e deseja libertar-se dela
  • Dor de pensar é um factor que invade a mente do poeta e o impede de viver plenamente a vida, ou seja, a extensão dos seus sentimentos é constantemente diminuída pela vastidão do seu pensamento
  • “Pensa que a vida só vale a pena ser vivida quando vivida sem pensamento”
  • “Mais feliz é aquele que vive na ignorância”
“Ah, poder ser tu, sendo eu! / Ter a tua alegre inconsciência, / E a consciência disso!”.



412 Visualizações 19/09/2019