Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/knoownet/public_html/notapositiva/wp-content/plugins/mg-post-contributors/framework/core/extensions/customizer/extension_customizer.php on line 358

Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/knoownet/public_html/notapositiva/wp-content/plugins/mg-post-contributors/framework/core/extensions/customizer/extension_customizer.php on line 380

Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/knoownet/public_html/notapositiva/wp-content/plugins/mg-post-contributors/framework/core/extensions/customizer/extension_customizer.php on line 384

Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/knoownet/public_html/notapositiva/wp-content/plugins/mg-post-contributors/framework/core/extensions/customizer/extension_customizer.php on line 411

Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/knoownet/public_html/notapositiva/wp-content/plugins/mg-post-contributors/framework/core/extensions/customizer/extension_customizer.php on line 423

Warning: "continue" targeting switch is equivalent to "break". Did you mean to use "continue 2"? in /home/knoownet/public_html/notapositiva/wp-content/plugins/mg-post-contributors/framework/core/extensions/customizer/extension_customizer.php on line 442
Argumentação e retórica - NotaPositiva

O teu país

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod


Manuel Martins

Escola

[Escola não identificada]

Argumentação e retórica

Todos os trabalhos publicados foram gentilmente enviados por estudantes – se também quiseres contribuir para apoiar o nosso portal faz como o(a) Manuel Martins e envia também os teus trabalhos, resumos e apontamentos para o nosso mail: geral@notapositiva.com.

Resumo do trabalho

Resumo/Apontamentos sobre Argumentação e lógica formal, primeira parte da matéria da disciplina de Filosofia (11º ano).


A argumentação como processo comunicativo

O nosso quotidiano é marcado por inúmeras situações em que necessitamos de recorrer às nossas capacidades argumentativas:

  • Já fomos certamente confrontados com a necessidade de nos justificarmos junto dos nossos pais, ou de outras pessoas, por algumas acções;
  • Já tivemos de defender acusações dirigidas por colegas e demais pessoas;
  • Já nos foi pedida a nossa opinião sobre um determinado assunto;
  • etc.

Todos estes exemplos têm um aspecto em comum; o facto de em todos eles, o orador estar a tentar convencer a pessoa com que está falar, na medida em que esta adira à opinião apresentada pelo mesmo.

Argumentação

A argumentação, consiste, fundamentalmente, numa tentativa de persuadir o auditório em relação a uma determinada tese apresentada, através da apresentação de motivos/razões que satisfaçam as regras da “razão” e que estejam adaptados à especificidade do auditório a que essa tese está a ser dirigida. Deste modo, podem distinguir-se duas dimensões da argumentação, uma centrada no raciocínio, e a outra na relação de “convencimento”, sendo estas, indissociáveis.

Toda a argumentação é constituída por quatro variáveis essenciais, são elas:

  • O orador – pessoa que argumenta;
  • O auditório – pessoa ou grupo de pessoas a quem está a ser dirigido o discurso;
  • A tese – ideia que o orador permite transmitir para o auditório, criando o máximo de adesão por parte do mesmo;

. O contexto ou meio em que está inserido o processo argumentativo;

Características das variáveis essências

Ethos – é o tipo de prova centrado no carácter do orador. Este deve ser virtuoso moralmente e credível para conseguir a confiança do seu auditório;

Pathos – é o tipo de prova centrado no auditório. Este deve ser emocionalmente impressionado e seduzido; para tal, não se deve apresentar arrogante, ou seja, deve estar disposto a aderir a uma determinada tese que lhe seja apresentada e devidamente fundamentada;

Logos – é o tipo de prova centrado nos argumentos, no discurso. O discurso deve estar bem estruturado do ponto de vista lógico-argumentativo, e deve ser adaptado à especificidade do auditório para que a tese se imponha com verdadeira.

Argumentação e Retórica

Quando se trata de avançar argumentos para defender teses meramente prováveis, encontramo-nos do domínio da retórica e da argumentação. Pode entender-se por retórica a arte de argumentar, a arte de bem falar, cujo objectivo é persuadir e convencer um auditório a respeito de determinado assunto que é apenas passível de ser aceite.

Deste modo, a argumentação e retórica encontram-se ligados já que na argumentação o objectivo é obter o máximo de adesão do auditório, e para tal, o orador deve possuir a arte de bem argumentar (retórica).

Demonstração e Argumentação

Podem distinguir-se dois grandes domínios – a lógica formal e a retórica – que implicam procedimentos distintos, embora não totalmente separáveis:

  • Para conduzir alguém a uma conclusão necessária e universal, precisamos apenas de o demonstrar seguindo os critérios da lógica formal;
  • Por outro lado, para conduzir alguém a uma conclusão que é apenas verosímil, plausível, preferível e razoável, teremos de argumentar seguindo os critérios da retórica.

Argumentação

Demonstração

 É fornecer argumentos a favor ou contra uma determinada tese É demonstrar uma conclusão, tendo em conta a relação que esta estabelece com as premissas
 É passível de ser aceite ou não por parte do auditório, logo, o orador deve adaptar-se ao seu auditório para obter o máximo de adesão O auditório é obrigado a aceitar a conclusão, logo, a aceitação da tese não depende em nada da opinião
É pessoal É impessoal
O orador para ser eficaz necessita de estabelecer um contacto com o auditório O orador não necessita de estabelecer um contacto com o auditório
 É necessário que o auditório não seja arrogante, ou seja, que esteja disposto a aderir a uma determinada tese que lhe seja apresentada Não é necessário que o auditório esteja disposto a aderir porque o mesmo é obrigado a aceitar a verdade da conclusão de aceitar as premissas como verdadeiras
É contextualizada É descontextualizada
É do domínio do verosímil, do plausível, do preferível, do provável É do domínio da evidência, da necessidade, do constringente
É independente da matéria ou conteúdo É dependente da matéria ou conteúdo
Caracteriza-se pela equivocidade própria da linguagem natural Caracteriza-se pela univocidade própria da lógica e das suas regras

Concluindo

Argumentar é fornecer razões a favor ou contra uma determinada tese ou conclusão, tendo por finalidade provocar a adesão das pessoas a essa tese, pelo que é necessário que lhes pareça razoável Demonstrar é fornecer provas lógicas irrecusáveis, encadeando proposições de tal como que, a partir das duas primeiras, se é racionalmente constrangido a aceitar a que se segue, a conclusão

Discurso publicitário – características essenciais

  • É dirigido a um auditório específico;
  • Tenta responder a necessidades, mas também as cria;
  • Propõe de forma condensada uma visão do mundo;
  • É sedutor, pois dirige um apelo específico à sensibilidade/emoção;
  • Faz promessas veladas;
  • Opta por mensagens curtas, com pouca informação;
  • Actua a um nível implícito e inconsciente.

Propaganda política – características essenciais

  • Dirige-se a vários auditórios particulares;
  • É sedutor;
  • É muitas vezes manipulador e demagógico;
  • Utiliza como técnicas discursivas as interrogações retóricas, as expressões ambíguas e as repetições;
  • Reforça opiniões prévias;
  • Forma e é formado pela opinião pública.

(Opinião pública é o conjunto de pensamentos, conceitos e representações gerais dos cidadãos sobre as questões de interesse colectivo)

Tipos de Argumentos

Entimema (argumento dedutivo)

É um silogismo ao qual falta uma das premissas; trata-se portanto, de um argumento incompleto: parte dele fica subentendida, muitas vezes porque se admite que essas proposições são do conhecimento do auditório.

Exemplos:

  • Sou homem, logo sou mortal, (falta a premissa maior: todo o homem é mortal);
  • Todos os homens voam. João é homem. (neste caso falta a conclusão: João voa);

Como a premissa implícita se pode tornar explícita, formando-se, deste modo, um silogismo completo, a validade deste tipo de argumentos – entimemas – está dependente da sua forma lógica, ou seja, está dependente do cumprimento das regras formais do silogismo válido.

Argumentos Indutivos (induções)

São passíveis de ser evidenciados dois diferentes tipos de raciocínios indutivos: os pela generalização e os pela previsão.

A indução como generalização consiste num argumento cuja conclusão é mais geral do que as premissas. Neste tipo de argumento, a validade não está inerente à sua forma lógica, mas sim ao seu conteúdo. Deste modo, para que uma generalização seja válida necessita de cumprir dois requisitos:

  • Partir de casos particulares representativos;
  • Não podem existir contra-exemplos.

Exemplo:

  • Algumas galinhas têm penas, logo, todas as galinhas têm penas.

Este argumento indutivo por generalização é válido porque parte de casos particulares representativos (as galinhas têm penas), e porque não existem contra-exemplos (nunca antes se viu uma galinha sem penas, em condições normais claro).

A indução como previsão consiste num argumento que se baseia em acontecimentos passados, para prever acontecimentos não observados presentemente. Deste modo, a sua validade está dependente da probabilidade de a conclusão corresponder, ou não, à realidade.

Exemplo:

  • Todos os corpos observados até hoje precisam de água, logo, a cadela que vai nascer vai precisar de água.

Trata-se de uma previsão válida, na medida em que é provável que a conclusão corresponda à realidade.

Argumento por Analogia

Este tipo de argumento consiste, partindo de certas semelhanças ou relações entre duas realidades, em encontrar novas semelhanças.

Exemplo:

  • O presidente americano George Bush argumentou uma vez que o papel do vice-presidente é o de apoiar as políticas do presidente, concordando ou não com elas, porque «ninguém quer meter golos na própria baliza».

Bush está a sugerir que fazer parte da administração é como fazer parte de uma equipa de futebol. Quando alguém entra para uma equipa de futebol, está ciente de que, a partir desse momento, está sujeito às ordens do seu treinador, devendo respeitá-las, para que a equipa tenha sucesso. Do mesmo modo, o vice-presidente, ao fazer parte da administração deve obedecer e respeitar às ordens do presidente, porque o sucesso da administração depende disso.

Este argumento baseia-se na comparação que se estabelece entre as realidades, supondo semelhanças novas a partir das já conhecidas. Neste exemplo, a relação estabelecida foi: “Assim como um treinador está para uma equipa de futebol, um presidente está para a administração americana”

É importante mencionar que a administração americana, apesar de ter certos aspectos em comum com uma equipa de futebol, também tem outros aspectos diferentes. A analogia apenas faz uso das características semelhantes para justificar outras características. Deste modo, as semelhanças entre as realidades devem ser mais relevantes do que as diferenças; se isto não se evidenciar, o argumento dita-se inválido.

Argumento por autoridade

É o argumento que se apoia na opinião de um especialista para fazer valer a sua conclusão. Deste modo, para que o argumento seja válido, este deve cumprir quatro requisitos:

  • O especialista usado deve ser um perito no tema em questão;
  • Não pode existir contraversão entre os especialistas do tema em questão;
  • O especialista invocado não pode ter interesses pessoais no tema em causa;
  • O argumento não pode ser mais fraco do que o argumento contrário.

Exemplo:

Newton disse que um corpo mantém o seu estado de repouso ou de movimento rectilíneo e uniforme, quando a resultante das forças que nele actua é nula.

Logo, todos os corpos mantêm o seu estado de repouso ou de movimento rectilíneo e uniforme quando a resultante das forças que neles actua é nula.

Falácias Informais

São argumentos inválidos, aparentemente válidos, cuja sua invalidade não resulta de uma deficiência lógica mas sim do conteúdo do argumento, da sua matéria. Deste modo, pode-se concluir que a invalidade destes argumentos é inerente à linguagem natural comum

Podem distinguir-se várias falácias informais, são elas:

a) Falácia da causa falsa – surge sempre que se toma como causa de algo, aquilo que é apenas um antecedente, ou uma qualquer circunstância acidental.

Ex: Fico triste quando está a chover. Por isso, a chuva é a causa da minha tristeza.

b) Falácia da petição de princípio – consiste em assumir como verdadeiro aquilo que se pretende provar. Neste tipo de argumento falacioso, a conclusão é usada, de uma forma implícita, como premissa.

Ex: O ser humano é livre porque possui liberdade

c) Falácia ad hominem – é o tipo de argumento dirigido contra o homem. Em vez de se atacar ou refutar a tese de alguém, ataca-se a pessoa que a defende.

Ex: A tua tese não tem qualquer valor porque és comunista e ateu.

d) Falácia do apelo à força – consiste em obrigar alguém a admitir uma opinião recorrendo à força ou à ameaça.

Ex: Convém admitires que esta é a melhor política que a empresa pode seguir, se pretenderes manter o emprego.

e) Falácia do apelo à ignorância – sempre que uma proposição é tida com verdadeira só porque não se provou a sua falsidade ou vice-versa.

Ex: Os fantasmas existem porque ainda ninguém provou que eles não existem.

f) Falácia do apelo à misericórdia – quando se apela ao sentimento de piedade ou de compaixão para se conseguir que uma determinada conclusão seja aceite.

Ex: É certo que tive negativas em todos os testes e que mereço chumbar. Mas esforcei-me tanto e estou tão cansado. Trabalhar e estudar não é nada fácil! Tente compreender que preciso de passar de ano! Por favor, seja bonzinho comigo…

g) Falácia do falso dilema – consiste em reduzir as opções possíveis a apenas duas, desprezando as restantes alternativas. A expressão falso dilema, deste modo, está inerente a premissas disjuntivas.

Ex: Ou és meu amigo, ou és meu inimigo. Não és meu amigo, logo, és meu inimigo.

Embora seja válido em termo dedutivos, este argumento contem uma falácia, já que a primeira premissa constitui um falso dilema: a relação entre as pessoas não tem de ser, necessariamente, de amizade ou de inimizade.



227 Visualizações 12/10/2019