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Bioética (Peça Teatral) - NotaPositiva

O teu país

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Gaspar Queiroz

Escola

Escola Secundária Pedro Nunes - Lisboa

Bioética (Peça Teatral)

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Resumo do trabalho

Trabalho escolar sobre Bioética, efetuado em forma de peça teatral, realizado no âmbito da disciplina de Filosofia (10º ano)...


Ao pôr do sol de um dia veranil, via-se já Via Láctea, caminho que os deuses haviam tomado, para no Olimpo divino se encontrarem. Vindos dos Sete Céus, dos lados do Arcturo congelado, dos lados do Austro, das partes onde a aurora nasce e das partes onde o sol se esconde, todos eles estavam presentes neste glorioso concilio divino. O velho Tonante, sobre todos o divino néctar esparziu, e assim falou, austero e dominante:   Zeus- Meus filhos, há muito que nossa soberania se esbateu no mundo dos mortais. No entanto, embora incógnitos, continuamos a influenciar minimamente as suas vidas. Esqueçamos estes mil anos de participação nos vícios terrenos. Surgiu-nos a oportunidade de recuperarmos a nossa antiga supremacia. Enquanto estávamos distraídos, os humanos alcançaram grandes progressos científicos. Enquanto estávamos distraídos, eles já debateram assuntos da nova ciência, que está em crescimento, a chamada Bioética. Esta distracção demorou uns míseros quarenta anos, e quase nos custou esta magnífica oportunidade. Encarreguei-vos de se informarem sobre esta nova ciência, de modo a que tomemos partidos no  modo como influenciaremos a vida humana.   Ares- Eu, Ares, deus da Guerra, cumpri a missão. Ouvi a um médico a explicação desta nova ciência. Segundo ele, a Bioética, literalmente “ética da vida”, é considerada como sendo a ética aplicada às questões de saúde e de pesquisa em seres humanos.   Artemisa- Segundo o professor Warren Reich, a Bioética é o “estudo sistemático da conduta humana na área das ciências da vida e a atenção á saúde, enquanto esta conduta é examinada à luz dos princípios e valores morais”.   Afrodite- Sim Artemisa, a Bioética aborda os novos problemas de forma contemporânea. A simples repetição das respostas tradicionais pode ser inadequada. Ela estimula novos patamares de discussão e de reflexão, que podem vir a possibilitar soluções adequadas.   Zeus- Muito bem Afrodite. Agora que todos sabemos o que é nova ciência, a Bioética, veremos os problemas que trata. Queres começar, Atena?   Atena- Sim. Eu pesquisei, junto dos humanos, a influência da Bioética no reino vegetal. Desde os tempos áureos do nosso reinado que os mortais clonam plantas. Por clonagem entende-se a reprodução exacta de um organismo vivo, por duplicação da sua informação genética. Nalgumas plantas cortam-se ramos e, cravando-os na terra, eles dão origem a organismos geneticamente idênticos. Qualquer pomar hoje em dia é um exército de clones. Este milagre da agricultura não levanta polémica, não havendo por isso entraves à sua utilização.   Afrodite- (ironicamente) Será, no reino vegetal, tudo um mar de rosas?   Atena- Claro que não. A manipulação genética já levanta polémica. Também usada desde a Antiguidade, através da enxertia, hoje é um pouco mais complexa. A manipulação genética é a inserção num organismo, de  genes de uma espécie totalmente diferente. Por exemplo: se uma bactéria destruir larvas, e eu inserir uma planta o gene da bactéria responsável pela morte das larvas, então quando as larvas comerem as folhas da planta modificada, morrerão. Isto representa um corte drástico na utilização de pesticidas e outros químicos prejudiciais ao ambiente. È também mais barato para o agricultor. Mas será que não afectará os seres humanos, quando se alimentarem destas plantas? Ou até mesmo outros seres vivos, como por exemplo a borboleta, que se alimenta do pólen das plantas? As questões que a manipulação genética levanta são essencialmente duas: quais os perigos ambientais e quais os perigos para a saúde humana.   Artemisa- Se é tão complexo, como é que se faz desde a Antiguidade?   Atena- Dentro da mesma espécie é diferente. È muito mais fácil entre árvores, ou flores, ainda que árvores diferentes ou flores diferentes. Mas neste caso classifica-se de “apuramento racial”.   Artemisa- Nos animais também se faz isso. Eu pesquisei sobre Bioética no reino animal. Nos cavalos, os mortais escolhem um garanhão e uma égua de forma a reunir as qualidades de ambos nas crias.   Ares- Sim, nos humanos também se registou um comportamento semelhante. Durante a década de 30, muitos países aderiram a um programa de eugenia, que consistia a esterilização selectiva de indivíduos, como por exemplo criminosos, doentes mentais e outros indivíduos considerados como dispensáveis ao apuramento da raça. Apenas os países católicos e a Inglaterra se abstiveram de participar neste programa. Dez anos mais tarde esta ideologia foi levada ao extremo pela a Alemanha Nazi. Em Nuremberga foram julgados 23 médicos Nazis por realizarem experiências em humanos. No entanto, ainda hoje existem os resultados, espantosos, atingidos por eles. A polémica, que dura desde o fim da guerra, é:  será que devem usar esta informação? Estaria a ciência a dar o aval a estas actividades monstruosas? Não estariam os humanos a encorajar actividades como verificar quanto tempo demora uma pessoa a morrer de hipotermia, mergulhada em água gelada?   Afrodite- Sim, fazer os objectos das experiências sofrer acho terrível. Não sofrerão também, por exemplo, os animais nas experiências?   Artemisa- Mas essas experiências são para o benefício da humanidade.   Ares- Experiências ao serviço da saúde e tecnologia, concordo, mas, por exemplo, em produtos de cosmética, acho absolutamente desnecessário.   Afrodite- Mas são luxos sem os quais a sociedade de hoje em dia não vive.   Ares- Mas na minha opinião, é uma atrocidade por a futilidade á frente do bem estar ou mesmo da vida de um ser vivo, animal ou não.   Zeus- Esta conversa é infrutífera. Controlem-se! O que mais têm a acrescentar sobre a Bioética?   Afrodite- Fui-me informar junto dos mortais sobre a morte, já que para nós esse tema é desconhecido. Os humanos desenvolveram uma lei que impede a prática da eutanásia. Querendo isto dizer que um ser humano em sofrimento ou em estado vegetativo não pode pôr fim à sua vida, através da morte medicamente assistida. Está nas nossas mãos decidir quando eles morrem!   Ares- Para além de ser mesquinho pôr fim à própria vida. Um guerreiro morre por uma causa!   Atena- Sim, e hoje em dia eles estão à beira de poder clonar os próprios órgãos, para substituição.   Zeus- Clonagem humana? Fala-me disso deusa de Atenas.   Atena- Os mortais clonam as pessoas de duas possíveis maneiras:  a primeira, pega-se no núcleo de uma célula somática (portadora da informação genética do indivíduo) e substitui-se o núcleo de um óvulo; a segunda, no caso de uma mulher, apenas se fertiliza com a própria célula o óvulo, como se esta fosse um espermatozóide, repetindo assim o código genético, sendo o pai e a mãe a mesma pessoa.   Ares- Mas acho que nesse ponto estamos todos mais ou menos de acordo: a clonagem reprodutiva, que acabaste de mencionar, não tem um fim prático.   Zeus- Portanto, finalizando, estão levantadas, para eu decidir, as seguintes questões: Quais os perigos causados ao ambiente e á saúde humana pela manipulação genética das plantas e/ou dos animais?; Será que devem os mortais usar a informação que provem das experiências realizadas em humanos? Não estaria a Ciência a dar o aval a estas actividades monstruosas?; Será que devem utilizar animais em experiências? Não sofrerão eles, desnecessariamente?; Será que não pode um indivíduo pôr termo ao próprio sofrimento através da morte medicamente assistida?; Será legitimo manipular um embrião para que este se torne num órgão substituto? Em que ponto começa a vida?   Muito bem, meus filhos. Comunicar-vos-ei a minha decisão amanhã ...  

Bibliografia

  • Luís Rodrigues, Júlio Sameiro, Álvaro Nunes, “Filosofia 11ºAno”, Plátano Editora.
  • Edith Hamilton, “A Mitologia”, 3ª Edição, Publicações Dom Quixote.
  • Luís de Camões, “Os Lusíadas”, Porto Editora.
  • https://knoow.net/
  • http://www.bioethics.net
  • http://ww.bioetica.ufrgs.br



284 Visualizações 06/08/2019