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Reprodução Humana e Manipulação da Fertilidade - NotaPositiva

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Cláudia Fernandes

Escola

[Escola não identificada]

Reprodução Humana e Manipulação da Fertilidade

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Resumo do trabalho

Resumo/Apontamentos sobre a reprodução humana e manipulação da fertilidade, realizado no âmbito da disciplina de Biologia (12º ano).


1. Reprodução Humana

1.1 Gametogénese e Fecundação

A reprodução é essencial aos seres vivos, pois permite que as espécies perpetuem muito para além da esperança média de vida de cada individuo.

Os seres humanos reproduzem-se através da reprodução sexuada, que consiste na criação de novos seres à custa da fusão de células haplóides, denominadas gâmetas, da qual resulta uma célula diplóide, o ovo ou zigoto.

Sistema Reprodutor Masculino

O sistema reprodutor masculino divide-se em dois tipos de órgão, os reprodutores externos e internos.

Os órgãos reprodutores externos são:

  • O escroto, que envolve as gónadas masculinas (testículos);
  • O pénis, que permite a cópula.

Os órgãos reprodutores internos são:

  • As gónadas, que produzem gâmetas (espermatozóides) e hormonas;
  • As glândulas anexas (próstata e vesícula seminais), que segregam produtos essenciais para o movimento e viabilidade dos gâmetas;
  • As vias genitais (canal deferente, epidídimos, uretra), nos quais circulam os gâmetas e as secreções glandulares.

Aparelho Reprodutor Masculino

Fig. Aparelho Reprodutor Masculino

Funções dos órgãos que intervém no sistema reprodutor masculino

Tabela – Funções dos órgãos que intervém no sistema reprodutor masculino

Espermatogénese

A espermatogénese é o processo de formação de espermatozóides maduros. Inicia-se na puberdade e ocorre, de modo contínuo, durante o resto da vida do homem.

Os testículos dividem-se em cerca de 250 lóbulos testiculares, cada lóbulo possui 1 a 4 túbulos seminíferos muito enrolados e compactados e inseridos num tecido rico e vasos sanguíneos. Os tubos seminíferos convergem para a zona de ligação ao epidídimo.

Constituição dos testículos

 Fig. Constituição dos testículos

É nos espaços intersticiais dos túbulos localizam-se as células de Leydig, que são responsáveis pela produção de testosterona.

Célula de Leydig

 Fig. Célula de Leydig

A formação de espermatozóides (espermatogénese) divide-se em quatro etapas (tabela do tpc):

  1. Multiplicação – as células primitivas sofrem divisões mitóticas, diferenciando-se em espermatogónias;
  2. Crescimento – Após o aumento de volume e diferenciação originam os espermatócitos I;
  3. Maturação – Formação de espermatócitos II (23, X ou 23, Y) pela divisão I da meiose;
  4. Diferenciação – Diferenciação dos espermatídeos para formar espermatozóides maduros (espermiogénese).

Espermatogénese

Fig9. Espermatogénese

Constituição do espermatozóide

Constituição de um espermatozóide

Fig. Constituição de um espermatozóide

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Sistema Reprodutor Feminino

O aparelho reprodutor feminino também se divide por órgãos externos e internos.

O conjunto dos órgãos genitais externos da mulher designa-se por vulva, que é constituída:

  • Pelo clítoris (que é o órgão responsável pela sensibilidade sexual)
  • Pelos lábios (que é o órgão que protege o conjunto da vulva);
  • Pelo orifício genital (por onde se dá saída do fluxo menstrual);
  • Pelo orifício urinário (que é onde acontece a expulsão da urina).

Os órgãos reprodutores femininos internos são:

  • As gónadas (ovários), que produzem gâmetas e hormonas;
  • As vias genitais (trompas de falópio, útero e vagina), que conduzem os gâmetas e alojam o embrião.

Aparelho reprodutor feminino

Fig2. Aparelho reprodutor feminino

Funções dos órgãos que intervém no sistema reprodutor feminino

Tabela- Funções dos órgãos que intervém no sistema reprodutor feminino

Nos ovários produzem-se os gâmetas femininos (óvulos) e hormonas (progesterona). As células que vão formar os óvulos encontram-se já nos ovários da criança recém-nascida, formam-se entre o segundo e o sexto mês de gestação e fazem parte de estruturas intituladas de folículos ováricos.

Os ovários são glândulas de forma ovóide com cerca de 5 cm de comprimento, são células sem meios de locomoção, com citoplasma rico em reservas nutritivas para a alimentação do embrião nos primeiros dias. Os ovários encontram-se divididos em duas zonas:

  • Zona medular (medula) – zona mais interna que apresenta elevada vascularização
  • Zona cortical (córtex) - zona periférica com numerosos folículos ovários em diferentes estádios de desenvolvimento.

Evolução dos folículos ovários e oogénese

A evolução dos folículos e a oogénese são fenómenos que ocorrem em simultaneamente e têm início durante o desenvolvimento embrionário da mulher.

No córtex ovário diferenciam-se os folículos, resultantes da multiplicação das oogónias. Cada folículo demora quatro meses até atingir a fase madura.

Os folículos podem ser classificados, de acordo com o seu grau de desenvolvimento:

  • Folículos primordiais (fig.5) – constituídos por uma célula germinativa (oócito I) rodeada por células foliculares achatadas. No nascimento, a mulher possui cerca de 2 milhões de folículos primordiais.
  • Folículos primários (fig.5) – o oócito I aumenta de volume e verifica-se uma proliferação das células foliculares, até formarem uma camada contínua de células foliculares, até formarem uma camada contínua de células. A partir da puberdade, aproximadamente, uma vez por mês, um folículo primordial começa a crescer dentro dos ovários.
  • Folículos secundários (fig.5) – o folículo primário continua a crescer. A camada de células foliculares fica mais espessa, a granulosa. Entre o oócito I e a zona granulosa forma-se uma camada acelular, a zona pelúcida. Surge, ainda outra camada de células a rodear o folículo, a teca.
  • Folículos terciários (fig.5) – o oócito continua a aumentar de tamanho e as células da camada granulosa continuam a proliferar. Esta camada começa a apresentar várias cavidades preenchidas de líquido. A teca diferencia-se em teca externa e teca interna.
  • Folículo maduro ou de Graaf (fig.5) – as cavidades existentes na camada granulosa continuam a aumentar de tamanho até originar uma só cavidade cheia de líquido, a cavidade folicular. A zona granulosa é reduzida a uma fina camada que rodeia a cavidade folicular e o oócito. Conclui-se a divisão I da meiose, com a formação do oócito II (em metáfase II) e do 1º glóbulo polar.

Na fase final do processo o folículo maduro provoca uma saliência na superfície do ovário, até que acontece a ovulação (rompimento do folículo maduro e libertação do oócito II para a trompa de Falópio). As células foliculares que permanecem no folículo proliferam, aumentam de tamanho e adquirem função secretora. O citoplasma destas células é amarelo, pelo qual se designam corpo amarelo ou lúteo.

Evolução dos folículos ovários

Fig. Evolução dos folículos ovários

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Fig. Ciclo ovário

A oogénese é acompanhada da maturação dos folículos ováricos, num processo que compreende quatro fases: multiplicação, crescimento, repouso e maturação.

A oogénese está dividida em quatro etapas (tabela do tpc):

  1. Multiplicação – formação de novas oogónias (46, XX) por mitoses sucessivas
  2. Crescimento – formação de oócitos I (2n) pela síntese e acumulação de reservas nutritivas e replicação de DNA
  3. Repouso – os oócitos I em prófase I, permanecem inactivos desde do nascimento até à puberdade. Alguns folículos primordiais degeneram.
  4. Maturação – formação de oócitos II e primeiros glóbulos polares (23,X) pela divisão I da meiose; início e bloqueio da divisão II da meiose em metáfase II; formação de óvulos e segundos glóbulos polares, pela conclusão da meiose, em caso de fecundação.

Ciclo ovário

Fig4. Oogénese

Resposta sexual e fecundação

A fecundação, na espécie humana, é interna, ocorrendo, normalmente no primeiro terço das trompas de Falópio.

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Para que um espermatozóide consiga penetrar no oócito II tem de ultrapassar algumas barreiras. De facto, o oócito II encontra-se envolvido por uma camada, formada por proteínas e glícidos, designada zona pelúcida. Em torno desta zona existem células foliculares. O espermatozóide tem de transpor estas camadas para fertilizar o gâmeta feminino.

Quando o espermatozóide ultrapassa as células foliculares e atinge a zona pelúcida, ocorre a reacção acrossómica, durante a qual verifica-se a libertação, por exocitose, de enzimas acrossómica, que digerem a zona pelúcida, permitindo a fusão da membrana do espermatozóide com a membrana do oóctio II. Assim, a cabeça do espermatozóide e a peça intermédia penetram no citoplasma do gâmeta feminino.

Após a penetração de um espermatozóide, é importante impedir a entrada de outros- situação designada por polispermia, que levaria à formação de um conjunto cromossómico triplóide, tornando inviável o desenvolvimento do ovo. A libertação de substâncias presentes em vesículas do citoplasma do oócito, designados grânulos corticais, para a região adjacente à zona pelúcida forma uma camada impermeável a outros espermatozóides.

O núcleo do óvulo aumenta de volume, originando o pró-núcleo feminino. O espermatozóide perde o flagelo e o segmento intermédio. O seu núcleo também aumenta de volume, originando o pró-núcleo masculino.

Os dois pró-núcleos (haplóides) aproximam-se um do outro e fundem as suas membranas, permitindo a mistura dos cromossomas de origem materna e paterna – cariogamia.

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1.2 Controlo Hormonal

Controlo Hormonal no homem

Por volta dos 11 anos, a secreção de testosterona torna-se regular e aumenta durante a puberdade, estimulando a espermatogénese, bem como o aparecimento de caracteres sexuais secundários.

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Na puberdade, o hipotálamo produz hormonas designadas hormonas de libertação (GnRH), que estimulam o lobo anterior da hipófise a produzir FSH e LH. Estas hormanas vão actuar nas células dos testículos.

A LH induz as células de Leydig a produzirem mais testosterona.

A FSH e a testosterona actuam sobre as células dos tubos seminífeors, estimulando a espermatogénese.

A quantidade de testosterona no sangue é controlado através do mecanismo de retroalimentação ou feedback negativo, isto é, quando existe uma elevada concentração de testosterona no sangue, o hipotálamo, sob a influência desta elevada concentração, reduz a produção de GnRH. Por sua vez, a diminuição de GnRH inibe a hipófise, que deixa de produzir LH e FSH. A diminuição da concentração destas hormonas leva à diminuição da produção de testosterona. Neste tipo de mecanismo, os níveis de hormonas constantes.

Controlo Hormonal na mulher

Ciclo sexual

A produção de gâmetas e os fenómenos que lhe estão associados ocorrem em ciclos de 28 em 28 dias, desde a puberdade até à menopausa (entre os 46 e 50anos e caracteriza-se pela paragem de ciclos sexuais).

Estas alterações cíclicas são particularmente evidentes ao nível dos ovários e do útero.

O ciclo sexual engloba o ciclo ovárico e uterino.

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Ciclo ovárico

Cada ciclo ovárico é caracterizado pela evolução de um folículo, que ocorre em duas fases separadas pela ovulação – a fase folicular e a fase luteínica.

A fase folicular caracteriza-se pelo crescimento de alguns folículos, dos quais apenas um, normalmente, atinge a maturação, dado que os restantes costumam degenerar. Esta fase termina com a ovulação.

A fase luteínica é caracterizada pela formação do corpo lúteo, que regride no caso de não ocorrer fecundação.

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O ciclo seguinte começa com um novo crescimento de folículos primordiais.

Os ciclos ovários, normalmente, ocorrem alternadamente em cada um dos ovários.

Ciclo uterino

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Paralelamente ao ciclo ovárico, ocorre o ciclo uterino, ou menstrual, ao longo do qual se dão alterações a nível endométrio. Estas alterações, induzidas pelas hormonas ováricas, ocorrem em ciclos de 28 dias e subdividem-se em três fases:

Fase menstrual – caso não ocorra fecundação no ciclo anterior, o corpo lúteo atrofia, deixando de segregar progesterona e estrogénio. A diminuição da concentração destas hormonas no sangue provoca a destruição da maior parte da camada funcional do endométrio. A consequente ruptura dos vasos sanguíneos provoca hemorragias.

Fase proliferativa – entre o 5º e o 14º dia ocorre uma proliferação das células do endométrio. Esta mucosa vai-se regenerando e vascularizando até atingir cerca de 6mm de espessura. A fase proliferativa é simultânea à fase folicular do ovário. No final desta fase (14º dia) ocorre a ovulação.

Fase secretora – após a ovulação, o endométrio atinge a sua máxima espessura (até 8 mm), fica mais vascularizado e desenvolve glândulas que segregam um muco rico em glicogénio. A fase secretora é simultânea à fase luteínica do ovário.

Se não houve fecundação, ao 28º dia reinicia-se um novo ciclo, com o aparecimento de nova menstruação. No caso de ter ocorrido fecundação. O endométrio apresenta condições favoráveis ao desenvolvimento do embrião.

Regulação hormonal

12_reproducao_humana_19_dA regulação hormonal dos ciclos ovárico e uterino ocorre de forma a que o crescimento do folículo e a ovulação estejam sincronizados com a preparação do endométrio para uma possível implantação de um embrião.

Fase pré-ovulatória

No início de cada ciclo sexual, o hipotálamo segrega a hormona GnRH, que induz a hipófise a segregar as hormonas LH e FSH. A FSH estimula, assim, o crescimento dos folículos, cujas células segregam estrogénio. O pequeno aumento da concentração de estrogénio no sangue inibe a produção de GnRH, que, por sua vez, inibe a produção de FSH e LH, mantendo reduzidos os níveis destas hormonas, num processo de retroacção negativa.

As relações hormonais que se verificam na fase folicular mudam de forma abrupta quando a taxa de secreção de estrogénio pelo folículo em crescimento começa a aumentar rapidamente. Este aumento da quantidade de 12_reproducao_humana_20_destrogénios deve-se ao aumento das células foliculares. Enquanto que um pequeno aumento de estrogénio inibe a secreção da gonadotropinas, a elevada concentração de estrogénio no sangue tem um efeito contrário e estimula a secreção de gonadotropinas, ao estimular o hipotálamo a produzir GnRH.

Fase ovulatória

Nesta fase, os folículos já possuem receptores para a LH, pelo que ocorre um mecanismo de feedback positivo: o aumento da produção de LH, causado pelo aumento da secreção de estrogénio pelo folículo em crescimento, induz a maturação final do folículo, ocorrendo a ovulação.

Fase pós-ovulatória

Após a ovulação, a hormona LH induz a formação do corpo lúteo, que sob a influência da LH continua a produzir estrogénio, mas também a progesterona. O corpo lúteo atinge o máximo desenvolvimento em 8-10 dias após a ovulação.

12_reproducao_humana_21_dO aumento combinado dos níveis de estrogénio e progesterona exerce um feedback negativo no complexo hipotálamo-hipófise, inibindo a secreção de gonadotropinas (hormonas hipofisárias). Na parte final da fase luteínica, o corpo lúteo desintegra-se, o que provoca uma queda abrupta dos níveis de estrogénio e progesterona. A hipófise começa a segregar FSH em quantidades suficientes para estimular o crescimento de novos folículos no ovário, iniciando-se, assim, a fase folicular do ciclo ovárico seguinte.

1.3 Desenvolvimento Embrionário e Gestação

A fecundação de um óvulo por um espermatozóide marca o início do desenvolvimento embrionário, ou embriogénese, que irá terminar com o nascimento de um novo ser.

O período que medeia entre a concepção e o nascimento denomina-se gestação (± 38 semanas). A gestação está dividida em duas etapas: o período embrionário (desde da fecundação até ao final do último trimestre) e o período fetal (corresponde aos dois primeiros trimestres).

Primeiro trimestre de gestação – período embrionário

No desenvolvimento embrionário consideram-se três fases: segmentação, gastrulação e organogénese.

 A segmentação, ocorre durante as duas primeiras semanas, verificando-se uma sequência de divisões celulares (divisões mitóticas), que originam células com dimensões sucessivamente menores (blastómeros). Quando chega ao útero, 4 dias após a fecundação, o embrião chama-se mórula (um aglomerado de células) que flutua livremente e é alimentado por secreções uterinas, mas a segmentação continua, até que o embrião atinge o estado de blastocisto. Nesta fase, o embrião é composto por dois conjuntos celulares: o botão embrionário (um aglomerado de blastómeros, esta massa de células origina o corpo fetal) e o trofoblasto (delimita uma cavidade interna achatada (blastocélio) para onde se faz saliência o botão embrionário; este conjunto de células vai ajudar na formação da placenta).

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Fig. Fases da Fecundação e Segmentação

Durante a gastrulação, continuam as divisões celulares, ocorrendo rearranjos espaciais de grupos de células, uns em relação aos outros, até atingirem determinadas posições, num processo denominado morfogénese. No final da morfogénese, o embrião atinge o estado de gástrula. A gástrula, nos humanos, é um embrião formado por três folhetos germinativos concêntrico: ectoderme, mesoderme e endoderme.

A partir da gástrula, o embrião começa-se a chamar feto.

Durante a organogénese, ocorrem fenómenos de diferenciação celular dos quais resulta a constituição dos diversos tecidos, órgãos e sistemas de órgãos que formam o indivíduo (as fases da gástrula dão origem a diferentes tipos de células).

Gástrula

Fig. Gástrula

Em resumo:

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Durante o desenvolvimento e crescimento do embrião, formam-se os anexos embrionários, que são órgãos transitórios cuja função é proporcionar ao embrião um meio líquido e uma temperatura constante; para além disso permitem o fornecimento dos nutrientes necessários ao desenvolvimento embrionário, bem como a eliminação dos produtos de excreção.

Ontogénese ou Desenvolvimento ontogénico – conjunto de fenómenos biológicos que ocorrem em qualquer animal desde o ovo até ao estado adulto.

Durante a segmentação, o embrião vai sendo conduzido ao longo das trompas de Falópio (oviducto), em direcção ao útero, onde chega já no estado de mórula. O embrião permanece na cavidade uterina durante dois ou três dias. Durante este período, continua a dividir-se, sendo nutrido por secreções endometriais (secreções uterinas).

Quando o blastocisto entra em contacto com o endométrio, inicia-se o período de implantação do embrião nessa mucosa (parede do útero), que dura cerca de cinco dias. A implantação do embrião no endométrio chama-se nidação. Durante a nidação, as células do trofoblasto situadas acima do botão embrionário proliferam e segregam enzimas que catalizam a digestão de células do endométrio, permitindo ao embrião penetrar de forma progressiva na parede uterina.

Começa-se a formar um anexo embrionário – o córion, que possui vilosidades que mergulham nas lacunas do endométrio preenchidas pelo sangue materno. Ao fim de cerca de onze ou doze dias após a fecundação, o embrião encontra-se totalmente coberto pela mucosa uterina, estando completa a nidação.

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 Fig. Nidação

Durante a diferenciação celular formam-se os restantes anexos embrionários, tais como: âmnio, vesícula vitelina, alantóide e a placenta.

É através dos capilares da placenta que ocorrem trocas de substâncias entre a mãe e o embrião e mais tarde, o feto. O sangue do feto aflui até à placenta através das artérias do cordão umbilical e regressa pela veia umbilical, passando através do fígado do feto.

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Fig. Estrutura da Placenta

De uma forma geral, os nutrientes e o oxigénio passam das lacunas do sangue materno para os capilares fetais existentes nas vilosidades coriónicas. Em sentido oposto, passam o dióxido de carbono e os produtos de excreção provenientes do feto.

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Trocas placentárias

Fig. Trocas placentárias

Tabela com as funções dos anexos embrionários

Anexo Embrionário

Estrutura

Função

Córion Membrana com muitas vilosidades (membrana mais exterior que, com o âmnio, rodeia o embrião). Forma uma extensa superfície de trocas; intervêm na formação de placenta.
Âmnio Saco que envolve o embrião (membrana que delimita a cavidade amniótica, cheia de líquido amniótico).   Mantém o embrião num meio líquido (líquido amniótico), protegendo-o da desidratação, de choques mecânicos e auxilia na manutenção de uma temperatura constante.
Vesícula Vitelina Saco membranoso sem substâncias de reserva.   Forma parte do tubo digestivo (incorpora o cordão umbilical).
Alantóide Divertículo da vesícula vitelina.   Estrutura rudimentar que contribui para a formação dos vasos sanguíneos do cordão umbilical.
Placenta Órgão em forma de disco que resulta da fusão do córion com o endométrio uterino.   Assegura a fixação e a nutrição do embrião; É um filtro selectivo: os anticorpos (proteínas maternas) podem passar a placenta e protegem o embrião; impede a passagem da maior parte dos micróbios e medicamentos, mas deixa passar vírus, álcool e nicotina; Segrega hormonas.

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Fig. Anexos embrionários

Segundo e Terceiro Trimestres de gestação – período fetal

Durante o segundo e terceiro trimestres verifica-se um rápido crescimento do feto, mas a actividade fetal poderá diminuir, visto que o espaço para o feto de mover é cada vez menor.

O parto é a última parte da gestação e divide-se em três fases: dilatação do colo do útero, expulsão do bebé e expulsão da placenta.

A primeira fase (dilatação do colo do útero) caracteriza-se pela abertura e dilatação do cérvix. Nesta fase, ocorre a saída do líquido amniótico. Aparecem as primeiras contracções rítmicas uterinas, que vão aumentando de frequência e intensidade.

Durante a segunda fase do parto (expulsão do bebé), fortes contracções uterinas forçam o feto para fora do útero, através da vagina. O bebé é, assim, expulso do corpo da mãe. Os seus pulmões, outrora cheios de líquido amniótico, enchem-se de ar pela primeira vez. Seguidamente o cordão umbilical é cortado.

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A última fase ocorre após o nascimento da criança e consiste na expulsão da placenta e restantes anexos embrionários.

Regulação hormonal

Primeiro Trimestre

A hormona hCG, libertada pelo embrião, impede a degeneração do corpo amarelo (efeito semelhante ao da LH) que, assim, continua a produzir estrogénio e progesterona, garantindo a manutenção do endométrio e da nidação. Elevados valores de hCG exercem uma retroacção negativa sobre o complexo hipotálamo - hipófise, bloqueando o ciclo ovárico. Na ausência de produção de hCG, a diminuição de produção de LH materna, devido à inibição da hipófise pela progesterona, resultaria na ocorrência de menstruação e destruição do embrião.

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Elevados níveis de progesterona provocam mudanças ao nível do aparelho reprodutor feminino, tais como:

  • Aumento dos seios
  • Aumento da secreção do muco no cérvix, que forma uma tampa protectora
  • Crescimento da parte materna da placenta
  • Aumento do útero
  • Ausência de ovulação e menstruação

Passados três meses

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Durante o segundo trimestre, os níveis hormonais estabilizam, pois diminui a produção de hCG, deteriora-se o corpo lúteo e a placenta segrega progesterona, o que mantém a gravidez.

Último Trimestre

No último trimestre de gestação, é uma complexa interacção de hormonas – estrogénio, oxitocinas e prostaglandinas – que induz o parto.

Antes do parto

A máxima concentração de estrogénios (devido à baixa concentração de progesterona) no sangue materno desencadeia a formação de receptores de oxitocina (actua sobre as células musculares do útero, estimulas as contracções) no útero.

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A oxitocina, produzida pelo feto e libertada pela hipófise materna (como resposta a uma mensagem nervosa- contracções). Também estímula a produção de prostaglandinas pela placenta, aumentando mais as constrações, num mecanismo de feedback positivo.

Depois do parto

Expulsão da placenta → < [estrogénio e progesterona] → Hipotálamo:

1º. O hipotálamo estimula a hipófise a produzir prolactina que vai estimular as glândulas mamárias 2º. Devido a uma mensagem nervosa (sucção) o hipotálamo vai produzir oxitocina que vai estimular o útero (volta à posição inicial – diminui de volume) e as glândulas mamárias
As glândulas mamárias vão produzir: 1º. Colostro – o bebé vai receber as defesas/anticorpos da mãe, este primeiro líquido é indispensável ao recém-nascido. 2º. Leite – Lípidos, glícidos (gorduras)

Variação das hormonas ao longo da gravidez:

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2. Manipulação da Fertilidade

2.1 Contracepção

A contracepção consiste na prevenção voluntária da gravidez. Existem vários métodos contraceptivos.

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Métodos Contraceptivos Naturais (ou de abstinência periódica)

Método do calendário (anexos)

Método das temperaturas basais (anexos)

Método do muco cervical (anexos)

Método sintotérmico – neste método regista-se as temperaturas basais ao longo do ciclo e observa-se o muco produzido. Para além disso, faz-se a palpação do colo do útero, pois no período fértil apresenta-se mais alto, mole e aberto.

Método de contraceptivo Não naturais

Contracepção hormonal

É a pílula, o implante subcutâneo, o anel vaginal e o adesivo.

Neste método, a contracepção transfere uma dose diária de hormonas, o estrogénio e progesterona, para a corrente sanguínea, o que desencadeia um mecanismo de feedback negativo sobre o complexo hipotálamo -hipófise, impedindo a ovulação e tornando mais espesso o muco do colo do útero (dificultando a entrada dos espermatozóides).

Dispositivo intra-uterino (DIU)

O DIU é uma pequena peça de plástico ou de metal que se insere na cavidade uterina, de forma a impedir a implantação do embrião no endométrio. Os Diu podem ser inertes ou activos. Neste último caso, libertam substâncias, como o cobre ou hormonas, que dificultam a proliferação do endométrio.

Espermicida

Os espermicidas são substâncias que se introduzem na vagina antes do acto sexual e que inactivam ou matam os espermatozóides, podem ser cremes, espumas, esponjas, cones ou comprimidos vaginais). Tem uma baixa eficácia, por isso são utilizados como complemento de outros métodos contraceptivos, tais como os preservativos.

Métodos de barreira

Os principais métodos de barreira são os preservativos (masculinos e femininos) e o diafragma. A função destes métodos é impedir o encontro dos gâmetas masculino e feminino. Em todos os casos é necessário colocar o dispositivo antes do coito. Os preservativos, para além de serem um método contraceptivo, conferem protecção contra doenças sexualmente transmissíveis (DST).



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