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Mariana Fernandes

Escola

[Escola não identificada]

Análise de Poemas sobre Cidadania

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Resumo do trabalho

Trabalho escolar de análise de poemas sobre cidadania, realizado no âmbito da disciplina de Português (9º ano de escolaridade)...


1. Introdução

Este trabalho foi-nos proposto pela professora Elisabete Afonso, no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa. Com a intenção de ser exposto no dia da Escola, trata de uma recolha de poemas que se enquadram no tema “ Poesia e Cidadania”.

Cidadania é o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive.

São objectivos do trabalho:

  • Desenvolver o gosto pela poesia;
  • Promover a cidadania e os direitos humanos como valores universais;
  • Desenvolver atitudes de solidariedade social e participação na vida da comunidade.

Pareceu-nos ser um trabalho interessante e decidimos aceitar o desafio. Esperamos que goste do nosso pequeno trabalho e que este corresponda as suas expectativas.

2. Desenvolvimento:

2.1. Sophia de Mello Breyner Andresen

Sophia de Mello Breyner Andresen, de origem dinamarquesa pelo lado paterno, nasceu a 6 de Novembro de 1919, na cidade do Porto, falecendo com 84 anos, a 2 de Julho de 2004, na capital do País.

Sophia foi criada na velha aristocracia portuense, educada nos valores tradicionais da moral cristã, tornando-se, mais tarde uma das figuras mais representativas de uma atitude política liberal, apoiando o movimento monárquico e denunciando o regime salazarista.

Foi considerada uma das mais importantes poetisas portuguesas do Séc. XX, sendo a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da Língua Portuguesa em 1999 – o Prémio Camões. Ao longo dos anos foi recebendo vários Prémios, como o Grande Prémio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores pelo seu livro Livro sexto entre outros.

Fonte: http://poesiaseprosas.no.sapo.pt/poetas.htm

25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo

(26/4/96)

Análise do Excerto do Poema:

Estrutura externa:

O Poema apresenta-se em verso e o seu esquema rimático é  a b c b

Estrutura interna:

Este excerto fala concretamente sobre a grande revolução política, o 25 de Abril. Também podemos observar que este está interligado com a natureza e com o quotidiano das pessoas.

“O dia inicial inteiro e limpo / Onde emergimos da noite e do silêncio”  refere-se ao facto da noite se interligar com o silêncio, pois é na escuridão (da noite) que este existe. De manhã é quando as pessoas estão mais de mente aberta, optando por aceitar as opiniões de toda a gente, sem levar a mal.

Exílio

Quando a pátria que temos não a temos

Perdida por silêncio e por renúncia

Até a voz do mar se torna exílio

E a luz que nos rodeia é como grades

(31/10/95)

Análise do Excerto do Poema:

Estrutura externa:

O Poema apresenta-se em verso e apresenta rimas soltas.

Estrutura interna:

Este está interligado com o exílio e com a pátria.

“Perdida por silêncio e por renúncia / Até a voz do mar se torna exílio” refere-se ao facto de não termos realmente a pátria, de esta se encontrar perdida por não existir a liberdade.

2.2. António Gedeão

António Gedeão – pseudónimo de Rómulo de Carvalho – nasceu a 24 de Novembro de 1906 na capital do País, na freguesia da Sé, acabando por falecer a 19 de Fevereiro de 1997. É poeta, professor e historiador da ciência portuguesa. Teve um papel importante na divulgação de temas científicos, colaborando em revistas da especialidade e organizando obras no campo da história das ciências e das instituições. Revelou-se como poeta apenas em 1956, com a obra Movimento Perpétuo.

Na sua poesia, as fontes de inspiração são heterogéneas e equilibradas de modo original pelo homem que, com um rigor científico, nos comunica o sofrimento alheio, ou a constatação da solidão humana, muitas vezes com surpreendente ironia.

Nos seus poemas dá-se uma simbiose perfeita entre a ciência e a poesia, a vida e o sonho, a lucidez e a esperança. Aí reside a sua originalidade, difícil de catalogar.

Fonte: http://poesiaseprosas.no.sapo.pt/poetas.htm

Lágrima de preta

Encontrei uma preta

que estava a chorar,

pedi-lhe uma lágrima

para a analisar.

Recolhi a lágrima

com todo o cuidado

num tubo de ensaio

bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,

do outro e de frente:

tinha um ar de gota

muito transparente.

Mandei vir os ácidos,

as bases e os sais,

as drogas usadas

em casos que tais.

Ensaiei a frio,

experimentei ao lume,

de todas as vezes

deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,

nem vestígios de ódio.

Água (quase tudo)

e cloreto de sódio.

Análise do Excerto do Poema:

Este poema trata de um poeta, também professor de ciências tal como o autor, que encontrou uma mulher de raça preta. Ela estava a chorar. Ele pediu-lhe uma lágrima para a analisar cientificamente e, com a ajuda de produtos, num tubo de ensaio, começou os testes.

Compreende-se que o cientista não encontrou nenhuma diferença na composição química entre a tal lágrima e as de outras pessoas, de várias etnias: pretas, brancas, amarelas, vermelhas, etc e portanto acaba por demostrar que todas as pessoas são iguais.

nem sinais de negro, / nem vestígios de ódio

Estes foram os versos que escolhemos, pois, na nossa opinião são os mais profundos e que nos fazem pensar. É um poema muito bonito que de uma maneira muito simples pode ser a origem de uma reflexão profunda, tão evidente...

Neste caso, poderemos usar o provérbio “Todos diferentes, todos iguais” pois neste poema, apesar de sermos todos diferentes, quer em culturas ou em etnia, no fundo somos todos iguais. É este princípio que devemos seguir e enquadrar no nosso dia-a-dia.

A cidade dos outros

Uma terrível atroz imensa

Desonestidade

Cobre a cidade

Há um murmúrio de combinações

Uma telegrafia

Sem gestos sem sinais sem fios

O mal procura o mal e ambos se entendem

Compram e vendem

E com um sabor a coisa morta

A cidade dos outros

Bate à nossa porta

Análise do Poema:

Este poema trata de uma cidade, uma cidade coberta de desonestidade e de infelicidade. Esta é a cidade dos outros, uma cidade que acaba por ser de todos porque todos a partilhamos. É cheia de mal, ninguém a aprecia mas no entanto todos a vivem.

Os versos que escolhemos são aqueles que achamos mais significativos no poema e aqueles que o concluem.

A cidade dos outros // Bate à nossa porta

Na verdade todos partilhamos a mesma cidade, o mesmo mundo e as mesmas fraudes, desonestidades e males. Todos juntos devemos tentar contribuir para uma cidade melhor.

2.3 José Gomes Ferreira

Nasceu no Porto a 9 de Junho de 1900. Com quatro anos de idade mudou-se para a capital. Estudou nos liceus de Camões e de Gil Vicente, com Leonardo Coimbra, onde teve o primeiro contacto com a poesia. Licencia-se em Direito em 1924, tendo trabalhado posteriormente como Cônsul na Noruega. Regressa a Portugal em 1930 e dedica-se ao jornalismo. Fez colaborações importantes tais como nas publicações Presença, Seara Nova, Descobrimento, Imagem, Sr.Doutor e Gazeta Musical e de Todas as Artes. Também traduziu filmes sob o pseudónimo de Álvaro Gomes. Inicia-se na poesia com o poema ‘Viver sempre também cansa’ em 1931, publicado na revista Presença. Apesar de já ter feito algumas publicações nomeadamente os livros Lírios do Monte e Longe, foi só em 1948 que começou a publicação séria do seu trabalho. Faleceu a 8 de Fevereiro de 1985, vítima de uma doença prolongada. O Presidente da Câmara de Lisboa, Jorge Sampaio, descerra uma lápide de homenagem ao escritor em 1990, na sua última morada.

Fonte: http://poesiaseprosas.no.sapo.pt/poetas.htm

Vivam Apenas

Vivam, apenas

Sejam bons como o sol.

Livres como o vento.

Naturais como as fontes.

Imitem as árvores dos caminhos

que dão flores e frutos

sem complicações.

Mas não queiram convencer os cardos

e transformar os espinhos

em rosas e canções.

E principalmente não pensem na morte.

Não sofram por causa dos cadáveres

que só são belos

quando se desenham na terra em flores.

Vivam, apenas.

A morte é para os mortos!

Análise do Poema:

Neste poema, José Ferreira aconselha-nos a seguir o rumo da natureza, vivendo felizes, livremente, sem se pensar na dor, na morte, na infelicidade, isto é, devemos esquecer as coisas más e recordar as boas, no coração.

Neste poema a morte é vista de uma maneira muito natural, não devendo ser lembrada e não se devendo sofrer na vida a pensar na morte.

Este poema apresenta rimas soltas e os versos não apresentam o mesmo número de sílabas métricas, sendo desta maneira heterométricos.

3. Curiosidade:

Esta é uma pequena música brasileira que encontramos e que pensamos ser vantajoso englobar no nosso trabalho. Pensamos que a partir de canções que englobam palavras, ritmos e melodias que harmonizam as pessoas e as ajudam a pensar, a sentir e expressar-se, seja mais fácil abordar determinados assuntos, como a cidadania hoje em dia.

Esta canção mostra assim de uma maneira diferente uma pessoa a querer exercer a cidadania, indo à escola, cumprindo os seus deveres na sociedade, trabalhando, alimentando-se e sustentado-se. Cantando o Hino Nacional, assumindo uma posição e dispondo de uma nova sociedade sendo um cristão cidadão, sendo feliz e sentindo-se seguro no mundo.

Bandas Enigmas

Cidadania Então

As vezes finjo não saber, para aprender de novo

Se acaso não conhecer limitado e meu poder da busca

Preciso buscar o entendimento,preciso exercer a cidadania

Quero ir a escola todos os dias,quero aprender

Quero concordar ou discordar,cumprir meu dever

Quero acreditar na legislação,sem ter que rasgar a constituição

De dentro do meu coração

Quero trabalhar,me alimentar,quero andar,sentir-me seguro

Quero morar,quero contribuir para uma nova sociedade

Entendida, ilimitada,determinada

Quero assumir minha posição,não vou discutir religião

Sem demagogia, sou cristão

Quero cantar o hino nacional,pedir a Deus pela nação

Buscar o auge,sobretudo então,ser cidadão,ser cristão

Ser um cristão cidadão,ser cidadão cidadão

4. Conclusão:

Gostámos bastante de realizar este trabalho. Foi uma experiência muito positiva. O facto de termos recolhido poemas sobre Cidadania fez-nos ver o quanto esta é importante e preocupa vários escritores, tal como cantores e compositores. Assimilámos melhor o significado desta palavra tal como retivemos algumas ideias fundamentais sobre Cidadania. Desenvolvemos o gosto pela poesia. Promovemos a cidadania e os direitos humanos como valores universais. Desenvolvemos atitudes de solidariedade social e participação na vida da comunidade.

Esperamos que tenha gostado do nosso trabalho e que lhe tenha despertado o espírito pela poesia tal como nós estimulou a nós.

5. Bibliografia:

  • Ponto por ponto, Edições ASA, Língua Portuguesa 9ºAno.3ºCiclo do Ensino Básico
  • http://www.astormentas.com/zegomes.htm
  • http://www.calendario.cnt.br/sophia.htm
  • http://poesiaseprosas.no.sapo.pt/poetas.htm
  • http://www.mundojovem.com.br/poema-patria-20.php
  • http://www.astormentas.com/andrade.htm
  • http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/eugenio.andrade.html
  • http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/a.gedeao.html
  • http://poesiaseprosas.no.sapo.pt/ruy_belo/poetas_ruybelo01.htm



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