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Simone Marques

Escola

EB 2/3 Ruy Belo

Buraco do Ozono

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Resumo do trabalho

Trabalho escolar sobre o Buraco do Ozono, realizado no âmbito da disciplina de Ciências Naturais.


INTRODUÇÃO

Que lugar senão este

I

Que lugar senão este

alguém nos ofereceu

como uma prenda de anos?

Que lugar senão este

um dia nos deixaram

com terra, mar e céu?

Que lugar senão este

havemos de oferecer

a quem de nós rasgar

o espanto do futuro?

Que lugar senão este

- não me podem dizer?

Aqui a cotovia

nos canta os segredos,

mas os bichos da terra,

de narizes no ar

e corações aflitos,

cirandam entre medos!

II

Nos rios e ribeiros

é lenta a correria

das águas destroçadas.

Onde a pureza antiga

Que as perdizes bebiam

Em longas madrugadas?

Já nos lagos as nuvens

Não se reflectem, não.

E pela mão dos barcos

Navegam os silêncios

Que um dia a porto firme

Nem sequer chegarão.

III

O ar que respiramos

Será de falta de ar?

Quem nos espreita do alto,

Pelo buraco feito

Na camada de ozono?

É o perigo que espreita

Um mundo ao abandono.

IV

Que mundo senão este

Alguém nos ofereceu

Como uma prenda de anos?

Que lugar senão este

Um dia nos deixaram

- não me podem dizer?

Que mundo senão este

Deixaremos um dia

para oferecer a quem

depois de nós vier?

Que mundo se não este

- não me podem dizer?

Maria Alberta Menéres,

No coração do trevo, Verbo

Este poema de Maria Alberta Menéres introduz o tema do nosso trabalho, “O Buraco do Ozono” e, alerta-nos para os riscos da poluição atmosférica causada pela actividade humana cujas consequências para o meio ambiente resultarão em grandes catástrofes por interferirem no equilíbrio dos ecossistemas.

O ar é fundamental para sobrevivência da Humanidade. No entanto, sem qualquer cuidado, o Homem tem poluído a atmosfera, alterando a sua composição, libertando para o meio ambiente substâncias prejudiciais aos seres vivos.

Entre a enorme diversidade de poluentes existem os clorofluorocarbonetos que são os responsáveis pela destruição da camada de ozono.

O nosso trabalho pretende explicar a relação entre estes poluentes e o aparecimento do buraco do ozono (que não é um verdadeiro buraco, mas uma rarefacção na camada de ozono que envolve a Terra), referindo igualmente algumas das graves consequências que essa relação poderá acarretar ao nosso planeta.

Actualmente, estamos perante um dos mais sérios desafios ambientais que a Humanidade enfrenta, daí que, é urgente que o Homem reflicta e pare de agredir o ambiente, sob pena de condenar a sua sobrevivência neste planeta azul.

O QUE É A CAMADA DE OZONO E ONDE SE SITUA?

A camada de ozono faz parte da estratosfera, camada da atmosfera que tem início a cerca de 10 km do solo e estende-se até aos 50 km de altitude e, tal como o nome indica, na camada de ozono verifica-se uma densa concentração de ozono (O3).

Fig. 1 – Esquema das camadas da atmosfera.

O ozono é um gás benéfico quando se localiza na estratosfera, composto por três moléculas de oxigénio (O2). A sua temperatura varia de -52ºC até -3ºC com a altitude e este aumento da temperatura deve-se à absorção de radiações ultravioleta (UV) pelas moléculas de ozono, visto a função do ozono ser, precisamente, filtrar estas radiações.

Os raios UV produzem fluorescência em algumas substâncias, o que permite detectá--los. São emitidos pelo Sol e outras estrelas e absorvidos em grande parte pela camada de ozono. As lâmpadas de vapor de mercúrio e certos lasers também os emitem e são absorvidos, por exemplo, pelo vidro. Os raios ultravioleta possuem diversas aplicações, nomeadamente, a sua acção fotoquímica que permite a assimilação do cálcio e a formação de agentes vitamínicos, como a vitamina D que combate o raquitismo. Provocam também, o bronzeamento da pele, se absorvidos com moderação, caso contrário, podem originar queimaduras graves (insolação) e cancro da pele. São ainda utilizados no tratamento da água destinada ao abastecimento público.

A camada de ozono absorve uma parte importante das radiações ultravioleta que atingem a Terra e é, como tal, essencial à manutenção da vida.

No entanto, tem-se verificado uma preocupante diminuição desta camada: o valor normal da espessura da camada de ozono seria de 300 unidades Dobson mas, actualmente, esses valores atingem as 220 unidades Dobson e há regiões com valores inferiores a 100.

Estas alterações na camada de ozono devem-se à existência de substâncias que a poluem.

OS POLUENTES DA CAMADA DE OZONO

Os poluentes são agentes que, em determinada concentração, afectam o meio ambiente.

Os poluentes da camada de ozono são os CFC (clorofluorocarbonetos) que, devido à sua composição química, reagem facilmente com o ozono provocando a destruição da camada do ozono.

Os CFC foram inventados por Thomas Midgley, em 1930 e correspondem aos hidrocarbonetos em que o hidrogénio (H2) foi substituído por cloro (Cl) e flúor (F), sendo utilizados como agentes de refrigeração dos frigoríficos, nos sprays domésticos e nas indústrias do isolamento térmico e da electrónica.

Fig. 2 – Sprays domésticos que contêm CFC.

Os CFC perderam credibilidade quando se descobriu que as suas moléculas eram as responsáveis pela destruição da camada de ozono, pois o ozono é um gás sensível à acção do cloro que é um dos componentes dos clorofluorocarbonetos.

Fig. 3 – Diminuição da produção de CFC.

Apesar da utilização dos CFC ter diminuído, estas substâncias, com uma longevidade de mais de 50 anos, continuam a destruir a camada de ozono.

Para que a utilização dos CFC acabe é necessário, a nível mundial, promover uma política de desenvolvimento sustentável que permita, principalmente aos países subdesenvolvidos, parar com a sua utilização, já que a atmosfera é de todos nós.

O Protocolo de Montreal, de 1987, é um acordo internacional para restaurar a camada de ozono e fechar os buracos nela existentes.

No entanto, a nossa geração e, sobretudo, as gerações futuras, irão sofrer as consequências da emissão dos CFC, visto os efeitos da destruição da camada de ozono não serem imediatos.

O BURACO DO OZONO

Em Maio de 1985, a revista Nature anunciou que três cientistas ingleses tinham descoberto um buraco na camada de ozono, sobre a Antárctida. Todas as Primaveras, a maior parte do ozono perde-se durante uns meses sobre a Antárctida e, em menor escala, sobre o Árctico.

Fig. 4 – Buraco do ozono sobre a Antárctida.

O buraco do ozono é o sinal mais extremo de uma diminuição na camada de ozono verificada nas últimas décadas.

Nos últimos anos, o tamanho do buraco do ozono aumentou, tendo este, actualmente, uma dimensão média de 28,3 milhões de km2.

Como se forma o buraco do ozono?

Quando os raios ultravioleta atingem a camada de ozono, muitos deles são reflectidos.

Os CFC lançados para a atmosfera sobem até à camada de ozono. Aí, as ligações moleculares são rompidas pela acção dos raios UV, ficando o cloro livre.

O cloro destrói as ligações moleculares do ozono, o que deixa esta camada fragilizada e destruída, dando assim origem ao buraco do ozono que permite que as radiações ultravioleta atinjam a Terra.

Fig. 5 – Reflexão dos raios UV.

Fig. 6 – Os CFC destroem a camada de ozono.

Fig. 7 – Os raios UV atingem a Terra com grande facilidade devido ao buraco do ozono.

CONSEQUÊNCIAS  DO BURACO DO OZONO

O buraco do ozono permite que as radiações ultravioleta atinjam a Terra e este fenómeno traz algumas consequências que prejudicam o Homem e o meio onde este habita.

Efeitos nocivos ao Homem

  • irritação dos olhos;
  • irritação das vias respiratórias;
  • perturbações respiratórias na crianças, idosos e asmáticos;
  • diminuição da resistência imunológica, ou seja, ficamos mais desprotegidos contra vírus e bactérias;
  • cancro da pele.

Fig. 8 – A exposição excessiva ao Sol provoca cancro da pele.

Efeitos nocivos às plantas

  • provoca a redução da fotossíntese (acção desenvolvida pelas plantas com clorofila (verdes), que consomem dióxido de carbono (CO2) e libertam oxigénio (O2)).

Efeitos nocivos ao ambiente - aquecimento global.

Tal como outros fenómenos (ex:. o efeito de estufa), o buraco do ozono também contribui para o aquecimento global que pode vir a ter consequências desastrosas como:

  • o degelo global que terá como consequência o aumento do nível do mar, inundações gravíssimas, submersão de algumas ilhas e até mesmo de países. Este facto afectará a vida de muitos milhares de pessoas;
  • secas, o que transtornará, também, a vida das pessoas que trabalham na terra;
  • extinção de várias plantas e animais;
  • e outras consequências que afectarão todo o Mundo.

Fig. 9 – Consequências do aquecimento global no mundo

CONCLUSÃO

Com este trabalho concluímos que os principais responsáveis pela destruição da camada de ozono são os CFC (clorofluorocarbonetos) e que o buraco na camada de ozono é uma grande ameaça para o nosso planeta, cujas consequências vão ser bastantes desastrosas.

Para que isto não aconteça, a contribuição individual de cada um para que o buraco do ozono não aumente é muito importante.

Cada um pode ajudar a construir um mundo melhor, evitando a destruição da camada de ozono. Como? É fácil:

  • deixando de utilizar lacas, tintas em sprays, desodorizantes e outros sprays que tenham na sua constituição CFC;
  • explicando aos nossos pais, amigos e colegas que também eles devem começar a deixar de usar produtos que contenham CFC.

Se todos contribuirmos com pequenos gestos, iremos com certeza habitar num planeta mais saudável e desprovido de riscos.

BIBLIOGRAFIA

LIVROS:

  • GOMES, Ana; BOTO, Anabela Santos – Fazer Geografia “Ambiente e Sociedade”, 1ª Edição, Porto, Porto Editora, 2004
  • ANTUNES, Cristina; BISPO, Manuela; GUINDEIRA, Paula – Descobrir Terra, 1ª Edição, Perafita, Areal Editores, 2004
  • RODRIGUES, M. Margarida R. D.; DIAS, Fernando Morão Lopes – Ciências na Nossa Vida, 1ª Edição, Porto, Porto Editora, 2003
  • SERPA, Ana Isabel; VERÍSSIMO, Artur; AMARAL, Carmen; RODRIGUES, Goretti; SOUSA, Henriqueta; COSTA, Rosário – Ser em Português 8, 1ª Edição, Perafita, Areal Editores, 2003
  • MORAIS, Elsa da Conceição; PINTO, Helena Maria – Preparar os Testes, 1ª Edição, Perafita, Areal Editores, 2004
  • FARNDON, John – Dicionário Escolar da Terra, 1ª Edição, Lisboa, Editora Civilização, 1999
  • PREACE, Fred – Aquecimento Global, 1ª Edição, Porto, Editora Civilização, 2002



8 Visualizações 21/03/2020