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Susana Simões

Escola

Escola Secundária de Odivelas

Cancro do Pulmão

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Resumo do trabalho

Trabalho escolar elaborado para a Área de Projecto sobre o cancro do pulmão (causas, sintomas, tipos, diagnóstico, tratamentos).


Introdução

O cancro do pulmão é dos tipos mais frequentes de cancro e por isso este foi o tema escolhido para este trabalho. O diagnóstico deste tipo de cancro levanta muitas questões para as quais é necessário haver respostas claras e perceptíveis que por vezes são difíceis de alcançar.

Quais são as principais causas para o aparecimento de Cancro do Pulmão?

90% dos casos de cancro do pulmão são causados pelo hábito de fumar cigarro, enquanto que uma minoria é consequência das substâncias que se encontram ou que se aspiram no local de trabalho. Trabalhar com amianto, radiação, arsénico, crómio, níquel, éter clorometílico, gás mostrada e emissões de choque dos fornos estão relacionadas com o cancro do pulmão. Por vezes, há algumas formas de cancro do pulmão, principalmente o adenocarcinoma e o carcinoma de células alveolares, verificam-se em pessoas que os pulmões possuem cicatrizes causadas por outras doenças pulmonares, como a tuberculose e a fibrose.

Quais os sintomas de Cancro do Pulmão?

Os sintomas e sinais mais comuns de cancro do pulmão são:
  • Tosse que não desaparece que piora com o passar do tempo
  • Dor constante no peito
  • Tosse acompanhada de sangue
  • Falta de ar, asma ou rouquidão
  • Problemas recorrentes, como pneumonia ou bronquite
  • Inchaço do pescoço e rosto
  • Perda de apetite ou de peso
  • Fadiga
Normalmente, a fase inicial do cancro não causa dor. Mas se a pessoa sentir estes sintomas deve recorrer a um médico.

Que tipos de Cancro do Pulmão existem?

A maior parte dos cancros do pulmão começam nos brônquios, denominando-se pelo nome de carcinoma brônquico. Os vários tipos deste cancro são o carcinoma epidermóide, o carcinoma de células pequenas, o carcinoma de células grandes e o adenocarcinoma. A classificação das formas de cancro baseia-se no tamanho do tumor, na sua possível propagação aos gânglios linfáticos próximos ou a órgãos distantes. As diversas categorias denominam-se fases. Cada fase de um cancro tem o seu tratamento mais apropriado e permite ao médico estabelecer o prognóstico.

Como pode ser diagnosticado o Cancro do Pulmão?

Para encontrar a causa dos sintomas, o médico avalia a história médica da pessoa, história familiar de cancro e o histórico como fumador, especialmente se tem acessos de tosse persistente que pioram ou quando apresenta algum sintoma de perturbação pulmonar. A maioria dos tumores do pulmão detecta-se através de uma radiografia ao tórax. Dado que uma radiografia não fornece uma prova segura de cancro, é necessário um exame ao microscópio a uma amostra de tecido ou noutro caso praticar uma Broncoscopia. Se o cancro for demasiado profundo para ser alcançado por um broncoscópio, o médico pode obter uma amostra mediante a inserção de uma agulha através da pele, enquanto efectua uma tomografia axial computorizada (TAC), este procedimento denomina-se biopsia com agulha.

Que tratamentos existem para curar os vários tipos de cancro do pulmão?

No caso de o doente possuir tumor brônquico não cancerosos, estes geralmente, extirpam-se cirurgicamente, dado que podem obstruir os brônquios e tornarem-se cancerosos com o tempo. Apesar de se poder extirpar cirurgicamente entre 10% e 35% das formas de cancro, os resultados nem sempre são a cura. Entre os doentes submetidos à extirpação, só entre 25% e 40% sobrevivem pelo menos durante 5 anos a contar do diagnóstico. Estes doentes devem submeter-se a controlos regulares porque o cancro do pulmão recidiva em 6% a 12% dos doentes operados. No caso dos indivíduos que continuam a fumar depois da intervenção a percentagem é muito mais elevada. Quando o cancro se propaga para alem dos pulmões ou quando se situa demasiado perto da traqueia ou quando o individuo sofre de outra doença grave, como por exemplo, uma doença cardíaca ou pulmonar grave, nesse caso a cirurgia não é útil. Mas no caso de o indivíduo sofrer de outra doença grave pode aplicar-se radioterapia. Nestes casos o objectivo da radioterapia é retardar da evolução do cancro. No entanto, a Radioterapia pode inflamar os pulmões, ao qual se dá o nome de pneumonia por radiação, ocasionando tosse, dispneia e febre. Nenhum tratamento de quimioterapia resulta particularmente eficaz, a não ser que o cancro do pulmão seja do tipo de células pequenas. Nesse caso, a cirurgia não é considerada uma opção vá lida, dado que quase sempre no momento do diagnóstico o carcinoma de células pequenas do pulmão já se propagou a outras partes diferentes do organismo. Em contrapartida, este cancro trata-se com quimioterapia por vezes combinada com radioterapia. Outro tipo de tratamento é a terapia com oxigénio e os fármacos que dilatam as vias respiratórias, este tipo de tratamento é aconselhável a indivíduos que tenham dificuldades respiratórias. Em casos de cancro do pulmão avançado o doente sente dor e é tal a dificuldade para respirar que deve administrar-se-lhe um medicamento narcótico em doses importantes durante a fase terminal, esse medicamento pode durar semanas ou até meses.

Que efeitos secundários podem surgir dos tratamentos?

Alguns efeitos secundários dependem, principalmente, do tipo de tratamento e da sua extensão (se são tratamentos locais ou sistémicos), mas também é necessário salientar que as pessoas não reagem todas da mesma forma aos tratamentos. A cirurgia do cancro do pulmão é uma grande operação. Após a cirurgia do pulmão, o ar e os fluidos tendem a acumular-se no peito. Muitas vezes, a pessoa necessita de ajuda para se virar, tossir e respirar profundamente. No entanto, estas actividades são importantes para recuperação porque ajudam na expansão do restante tecido pulmonar e porque ajudam a eliminar o excesso de fluido e ar. Depois de uma cirurgia deste tipo é comum haver dor ou fraqueza no peito e no braço, bem como falta de ar. A quimioterapia afecta tanto as células normais como as cancerígenas. Os efeitos secundários dependem, essencialmente, dos fármacos específicos e da dose (quantidade de fármaco) administrada. Os efeitos mais comuns deste tipo de tratamento são náuseas e vómitos, perda de cabelo, feridas na boca e cansaço. A radioterapia, tal como a quimioterapia, afecta não só as células cancerígenas como também as normais. Os efeitos mais comuns são a garganta seca e inflamada, dificuldade em deglutir, cansaço, alterações na pele no local do tratamento e perda de apetite. A terapêutica fotodinâmica torna a pele e os olhos sensíveis à luz, durante aproximadamente 6 semanas, ou mais, após o tratamento. A pessoa deverá ser alertada para evitar a luz do sol directa e luz forte interior durante, pelo menos, 6 semanas. Outros efeitos secundários desta terapêutica podem incluir tosse, dificuldade em engolir, dor ao respirar e falta de ar. A pessoa deverá falar com o médico relativamente ao que fazer se a pele apresentar bolhas, vermelhidão ou inchaço. Em qualquer estádio da doença podem ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do cancro, bem como para aliviar os possíveis efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas ou cuidados paliativos.

Que cuidados de acompanhamento se devem ter com um doente de Cancro do Pulmão?

Depois de tratar o cancro do pulmão, é importante fazer avaliações gerais periódicas do estado de saúde, pois mesmo quando se pensa que o cancro foi completamente removido ou destruído, por vezes a doença reaparece: basta uma célula cancerígena não ter sido detectada e ter permanecido no organismo após o tratamento, para que o cancro reapareça, no mesmo local ou não. Regularmente o médico avalia a recuperação do paciente através de exames físicos, radiografias ao tórax e testes laboratoriais.

Anexos

Algumas formas de cancro do pulmão segregam hormonas ou substâncias semelhantes a estas, cujo resultado é uma concentração hormonal de hormonas. Por exemplo, o carcinoma de células pequenas pode segregar a adrenocorticotropina, causando o síndroma de Cushing ou a hormona antidiurética, causando uma retenção de líquidos e a baixa da concentração de sódio no sangue. A produção excessiva de hormonas também pode provocar o chamado síndroma carcinóide (avermelhamento da pele, respiração sibilante, diarreia e alterações nas válvulas cardíacas). O carcinoma de células escamosas pode segregar uma substância semelhante à hormona responsável por elevar os valores de cálcio no sangue.

TAC

O exame pela TAC pode mostrar pequenas manchas que não aparecem nas radiografias do tórax e pode também revelar um possível crescimento dos gânglios linfáticos. No entanto, tem-se recorrido frequentemente a uma biópsia (extracção de uma amostra para exame ao microscópio) para determinar se tal aumento de volume provém de uma inflamação ou cancro. A TAC ao abdómen ou à cabeça pode mostrar se o cancro se propagou ao fígado, às glândulas supra-renais ou ao cérebro.

Gamagrafia

Uma gamagrafia óssea pode evidenciar que o cancro se propagou aos ossos. Dado que o carcinoma de células pequenas tende a propagar-se, o médico, por vezes, efectua uma biópsia de medula óssea.

Conclusão

Com este trabalho pudemos ficara a saber mais acerca do desenvolvimento deste cancro tão comum e mortal, formas da sua prevenção, diagnóstico e tratamento e formas de melhorar a qualidade de vida das pessoas cancerosas durante e após o tratamento. Ficámos também a saber que uma pessoa com este tipo de doença não deve, de modo algum, ser afastado da sociedade pois isso só afectaria ainda mais o seu estado mental e, consequentemente, o seu estado físico. A ciência tem um papel importantíssimo em todo o processo de diagnóstico e tratamento do Cancro do Pulmão com todos os exames e tratamentos que podem ser realizados e todas as descobertas que permitem melhorar a qualidade de vida dos doentes ou antigos doentes.

Bibliografia

Pesquisa na Internet:
  • http://www.manualmerck.net/?url=/artigos/%3Fid%3D71
  • http://www.infocancro.com/cancro/tipos/cancro_do_pulmao/
Pesquisa em livros:
  • Dohme, Merck Sharp, Enciclopédia Médica – Volume 2, Lisboa, QUIDNOVI



120 Visualizações 06/08/2019