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Vitor Mina

Escola

Agrupamento de Escolas Pintor José de Brito

Crise no Séc. XIV

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Resumo do trabalho

Trabalho sobre a Crise do Século XIV, realizado no âmbito da disciplina de História (7º ano)...


Crise do Séc. XIV

Fomes e epidemias no séc. XIV

O ano de 1333 foi tão mau por todo o Portugal que andou o alqueire de trigo a 21 ceitis (1) [...] e faltaram todos os outros frutos de que a população se mantinha. Nesse ano morreram muitas pessoas de fome [...], sendo tantos os mortos que não cabiam nos adros das igrejas e os enterravam fora dos adros e deitavam nas covas aos quatro e aos seis. [...] No ano de 1348, pelo dia de S. Miguel de Setembro [dia 29 de Setembro], começou a peste; foi grande a mortandade pelo mundo, tendo, em média, morrido as duas partes das gentes (2). As principais queixas eram bubões que as pessoas tinham nas virilhas e debaixo dos braços. E a maioria das pessoas, tanto as que morreram como as que ficaram, tiveram essas dores.

Livro da Noa de Santa Cruz de Coimbra

(1) O preço médio, em anos normais, rondava os 3,5 ceitis (ou soldos). (2) Dois terços. Trata-se de um cálculo muito exagerado.
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As fomes, as epidemias, o abandono das terras e as guerras influenciam a moeda. Como há menos compradores, menos comércio, os preços tendem a baixar, sobretudo se forem expressos em ouro; mas como há menos trabalhadores, os salários sobem. A reacção dos Estados é multiplicar a pequena moeda corrente e desvalorizar as moedas boas (ouro e prata). Estas manipulações monetárias (inflações seguidas de desvalorizações) controlam artificialmente a crise.

Pierre Vilar, Or et Monnaie dans I'Histoire

Uma revolta camponesa

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Durante o Verão de 1358, os camponeses da região de Beauvais, vendo [...] que os nobres os oprimiam como verdadeiros inimigos, revoltaram-se contra eles. Pegaram em armas, reuniram-se em grupo e nomearam como chefe um tal Guilherme. Dessa forma, avançando com armas e bandeiras, percorreram toda a região, matando os nobres que conseguiam encontrar e nem o seu próprio senhor escapou. [...] Não contentes com isso, derrubavam os castelos da nobreza. Os cavaleiros nobres uniram as suas forças e, desejando vingar-se, degolaram sem piedade os camponeses, tanto os revoltosos como os outros, quer estivessem nas suas casas ou ocupados a trabalhar nas vinhas e nas searas.

Jean de Venette, Crónicas. Séc. XIV

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257 Visualizações 16/06/2019